A esperança que nos falta

A Esperança.
Nos dias nada normais que vivemos a mesma pergunta assalta-nos constantemente – “Onde pára a esperança?”
Se num dia vemos os inimigos de década de mão dada – como os Estados Unidos da América e Cuba, e os seus líderes encontram-se e falam como se fossem velhos conhecidos que apenas estavam afastados, no dia seguinte um atentado terrorista devolve-nos para uma realidade crua em que se mata indiscriminadamente.
Os avanços nas relações entre americanos e cubanos tiveram, tanto quanto se sabe, um impulso dado pela mão do Papa Francisco e cada dia que passa ficamos com a ideia que estes avanços vieram para ficar.


Mas se repararmos, apesar de não ser esse o nosso desejo, vemos que o terrorismo – ao que parece – também está para ficar.
Não temos a fórmula para impedir estes actos mas entendemos que se impõe acção (e não obrigatoriamente acção violenta) contra estes actos que vitimam tantos inocentes. A comunidade internacional, que tantas vezes se une para enfrentar tantos problemas, tarda em encontrar soluções para este drama dos dias que passam.
Será sempre belo deixar palavras de apelo ao consenso, à paz e à harmonia entre os povos, mas melhor seria que no lugar de palavras deixássemos acções de fraternidade, de compreensão e de respeito por todos.
Talvez dessa forma fosse mais fácil encontrar a esperança. E que falta que ela nos faz.

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