Destaques Desportivos da Semana

Nota prévia: este post é a continuação daquele que pode ser visto aqui. 

6 – Os 41 golos de Zlatan Ibrahimovic

Paris Saint Germain's Zlatan Ibrahimovic gestures during their League One soccer match between Paris Saint Germain and Montpellier, at Parc des Princes stadium, in Paris, Saturday, Dec. 20, 2014. (AP Photo/Francois Mori)

3 dias depois da eliminação frente ao City, o PSG regressou aos triunfos frente ao Caen com uma vistosa goleada por 6-0. A goleada, nesta altura da temporada, na qual o clube parisiense já não tem grandes objectivos por jogar, sabe a pouco. Sobraram golos a mais a Zlatan frente à equipa do Norte de França para compensar aqueles que marcou de menos nas suas paupérrimas exibições nos dois jogos da eliminatória disputada contra o City.

Contudo, não posso deixar de destacar que no ano em que Zlatan presumivelmente se despedirá de Paris (está a 3 meses de finalizar o seu contrato com os parisienses, não existindo para já luz ao fundo no túnel no que diz respeito a um processo de renovação contratual) rumo a destino incerto até ao momento (há quem avente que irá para Manchester se Mourinho for contratado; há quem diga que Zlatan quer rumar a uma franquia da MLS; tanto da parte do clube parisiense como da parte de Zlatan só sabemos o que foi dito por ambas as partes há cerca um mês quando ambas as partes afirmaram que estão disponíveis para negociar uma eventual renovação apesar de ninguém ter para já dado o primeiro passo para que se iniciem as negociações) está a realizar uma das mais proveitosas temporadas da sua carreira, quer ao nível de números, quer ao nível de exibições, abrilhantada pela obtenção de 41 tentos. Ibracadabra só precisa de marcar mais um golo para bater o seu recorde máximo de golos numa temporada, record de precisamente 41 golos, obtido na temporada 2013\2014 ao serviço do clube parisiense.

7  – O caso Francisco Ventoso 

Francisco Ventoso

O ciclista espanhol Francisco Ventoso da Movistar teve o azar de se ter tornado o primeiro ciclista a lesionar-se gravemente devido à utilização de travões de disco no pelotão internacional no último Paris-Roubaix. Na tentativa de evitar uma queda na última edição da mítica prova francesa, o espanhol entrou em contacto com um contundente e especialmente perigoso aquecido disco de travões da bicicleta de um adversário, provocando-lhe uma lesão gravíssima na canela. Não se tendo apercebido da lesão, o ciclista ainda tentou continuar a prova durante alguns segundos precisamente até ao momento em que se deparou que tinha a perna em sangue.

Para explicar o sucedido, sou obrigado a explicar o contexto aos mais leigos na modalidade:

  1. Os travões de disco são um sistema de travagem utilizado essencialmente no BTT e no Mountain Bike (MTB) que permitem um tempo de travagem mais rápido que os sistemas normais utilizados por exemplo nas provas de estrada. Contudo, da sua utilização não derivam só vantagens. A maior desvantagem à utilização deste sistema é a possibilidade de lesões cortantes graves que podem causar a ciclistas em caso de contacto directo ou indirecto (em caso de queda colectiva, vários ciclistas podem indirectamente cair em cima das bicicletas adversárias) com os travões de disco das bicicletas dos adversários. Tendo em média 200 ciclistas um pelotão de uma prova de estrada, em queda colectiva será, por exemplo, inevitável, caso todas as equipas se equipem com este sistema, que um ou vários ciclistas não consigam evitar o contacto com os mesmos. No caso do Mountain Bike, este risco já não ocorre com tanta frequência visto que é uma especialidade na qual não existem tantos aglomerados de ciclista em pelotão. 
  2. Até ao início da presente temporada, os travões de disco eram proibidos pela UCI. A União Ciclista Internacional permitiu o uso (opcional) a todas as equipas que militam nas suas divisões. Sem consultar as devidas opiniões técnicas de mecânicos e ciclistas do pelotão internacional, foram apenas 2 as equipas de World Tour que adoptaram o novo sistema de travagem. Uma delas foi a Lampre dos portugueses Rui Costa e Mário Costa.

Ventoso foi precisamente vítima de uma dessas situações indirectas possíveis quando a meio da Paris-Roubaix, numa queda de vários ciclistas, para se conseguir desviar dessa mesma queda, acabou por roçar a perna por um afiado e quente disco de um atleta da Lampre-Mérida, lesionando-se com gravidade na zona da tíbia. O atleta teve que ser imediatamente levado para um hospital para ser operado, devendo parar durante vários meses.

O incidente de Ventoso, levou o ciclista a escrever uma emocionada carta à federação internacional para voltar a suspender a utilização do sistema de travagem, processo de decisão que foi confirmado pela UCI poucos dias depois.

8 – Erro ou paixão?

Erro. Duplo. A minha pele de sportinguista não me impede de dizer que Slimani está em fora-de-jogo no momento do passe de Ezequiel Schelotto. Arranjem-se as manipulações fotográficas do costume para tentar justificar o injustificável. Arranjem-os métodos de geometria descritiva para esmiuçar o lance até ao tutano. Assim como também não me impede de afirmar que o golo anulado a Teo Gutierrez é limpo e que Bruno Paixão cometeu vários erros no critério disciplinar, deixando passar em claro várias entradas a varrer realizadas pelos aguerridos (mas pouco criativos) jogadores do Moreirense.

A minha pele de Sportinguista tambem não me impede de criticar a péssima exibição realizada pelo Sporting em Moreira de Cónegos, principalmente no plano ofensivo, em específico no capítulo da construção de jogo. Nunca vi durante a presente temporada um Sporting tão estéril e tão inofensivo como aquele que vi no sábado. O adversário dificultou as coisas e defendeu de forma agressiva. Valeu apenas pelo resultado perante uma equipa do Moreirense que não fez pela vida para empatar, desenvolvendo um futebol feio onde limitou-se a tentar lançar em profundidade o seu acutilante ponta-de-lança Rafael Martins.

A minha pele de Sportinguista não me impele também de criticar Bruno Paixão. Clubismos à parte, temporariamente indiferente às consequências nefastas que algumas arbitragens do árbitro da AF de Setúbal trouxeram ao clube de Alvalade no passado, interrogo-me há vários anos acerca da presença deste senhor na 1ª categoria da arbitragem quando não demonstra, ano após ano, mesmo após já ter sido despromovido para a 2ª categoria (foi entretanto repiscado na secretaria depois de um polémico recurso sobre a decisão enviado para o Tribunal Administrativo de Lisboa) ter o mínimo de condições para continuar a apitar a este nível. Bruno Paixão não se sabe posicionar em campo, consequentemente, nunca observa de perto os lances, utiliza critérios técnicos e disciplinares estranhos (em maior parte dos casos revelando dois pesos e duas medidas) e é, segundo o que já apurei junto de vários jogadores conhecidos, uma pessoa mal educada, mal formada e ofensiva quando é chamado a dialogar com os jogadores em campo.

9 – Nos campeonatos distritais deste país…

Também moram grandes artistas da bola. É o caso da equipa do Recreio Desportivo de Águeda, actual líder da Divisão de Honra da AF de Aveiro e principal candidato à subida aos campeonatos nacionais daquele distrito. O golo somado por Daniel Fontes na vitória por 4-2 frente ao Avanca foi só o cartão de visita do convite que vos faço neste humilde espaço para visitarem o canal de Youtube dos Galos do Botaréu para verem com os vossos olhos a qualidade de alguns dos jogadores (talhados para outros voos) da equipa orientada por Augusto Semedo como são os casos de Ricardo Katchana, Oscar Lopes, Samer Batista, Daniel Fontes, Zé Bastos ou João Figueiredo.

Nota final: este post terá continuação.

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