Conectados pela distância

Terapia a distancia funciona? Tem validade cientifica? É possível auxiliar uma pessoa em sofrimento em uma outra região remota?

Há alguns dias recebi um e-mail de uma portuguesa que vive em Tokyo com depressão solicitando tratamento e ajuda. Em Tokyo a paciente não tem acesso a psicólogos que falam português…o que podemos fazer para a auxiliar?

Psicoterapia “on lini “ para todos nós foi novidade, um aprendizado, uma realocação dos meios de terapia tradicionais para outro settting terapêutico, o redimensionar do espaço. Foram anos de discussão para chegar se a uma regulamentação a respeito aprovada pelo Conselho Federal de Psicologia do Brasil o CFP que estabeleceu regras e normas ligadas ao código de ética, regulamentando a atividade de aconselhamento a distancia.

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Tempos novos, vícios velhos

Tive ocasião de, nestas últimas autárquicas, fazer parte de uma lista candidata a um dos órgão municipal. Já não o fazia há uma série de anos porque não me identificava com as posturas do PSD local, lá é mesmo PSD, o PPD só agora é que vem ressurgindo aos poucos.

Nestas eleições, para além das candidaturas naturais dos Partidos haviam três candidaturas independentes das quais só uma vingou tendo sido vencedora em quase todo o Concelho. Essa candidatura, habilmente dissidente do PS local consegui congregar votos à Esquerda e à Direita e tal aconteceu apenas porque os militantes do PSD resolveram fazer uma leitura diferente do cenário local. Viram nessa candidatura uma forma de se “vingarem” do Poder que lá havia vigorado durante as últimas décadas deixando cair o seu candidato, o seu projecto e as suas equipas. Olhando mais para a sua agenda pessoal do que para a de todos os habitantes do Concelho. (Ler Mais…)

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Nas próximas eleições não fique em casa: vote, saiba onde e como votar

A elevadíssima abstenção deveria deixar todos os partidos políticos muito preocupados, mas o passado tem mostrado que não. Porque será? Confesso que não tenho uma resposta, mas fica a ideia que esta situação pouco ou nada incomoda os políticos.

É notório que a abstenção tem funcionado como uma forma de protesto dos eleitores face aos políticos que têm governado o nosso País. Porém o distanciamento dos cidadãos não é um fenómeno recente, muito menos um problema que afecte apenas o nosso País. Nas últimas presidenciais americanas quase metade dos eleitores não participaram nas eleições. O problema da abstenção tem raízes profundas, que vão desde o crescente descontentamento com os políticos até ao desinteresse pelo fenómenos político, pelo que não existe uma solução mágica para o resolver.

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Ternura

Onde está seu carinho? Em que lugar enfiaste sua ternura? Pode me dizer onde habita sua suavidade? Por que tens coração duro, de pedra, frio? O que tens ganhado com toda sua razão, discursos, vontade de independência? Quantas coisas e pessoas perdeu na vida com agressividade, rispidez, crítica, dureza e belicosidade? Giovanni Pico della Mirandola traduziria onde esta seu reino angelical?

A crise de afetividade de nossos dias é raiz , matriz geradora de boa parte dos conflitos afetivos de nosso tempo. Especialmente fomentando o egoísmo, dificuldade de comunicação, isolamento, agressividade, competição, falta de respeito, a critica exagerada, impaciência, irritabilidade a agressão entre as pessoas. O absurdo de Camus hoje é revivenciado nas histórias do amor. Mas quem quer amar?

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O fogo do diabo

O paralelismo entre o diabo e o inferno tem ar de simplista, mas depois de pisar aquele chão, ardido, a arder, não há, por muito simplista que seja, melhor paralelismo, melhor grafia para retratar, do fundo da medula, com escrita crua, um grande pedaço de terra, com pouca gente nela, cada vez menos, porque o fogo lhes quer roubar o que resta.

O diabo anda por ali.

O diabo só caminha no inferno.

O fogo.

Não é só o que ardeu, nem o que ainda arde.

Não é só as centenas de quilómetros seguidos, cercados, continuamente, pelos lados, pela frente, lá ao fundo, lá atrás, por um escuro que nos esmaga.

Ardeu um sem-fim-à-vista da nossa terra.

O diabo desceu às entranhas da vida daquela gente, empurrou aquela gente para o inferno.

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Reclamar

Carinha de entendido, ar intelectual, sabe todos os nomes técnicos, jura que entende do assunto mas tudo não passa de verborragia. Não peça para efetivamente fazer nada, ele não vai dar conta mas …reclamar e achar defeitos… é a sua maior especialidade, especialmente naquilo que os outros fazem. É assim com as pessoas que vivem de reclamar, os rabugentos que diariamente tem uma opinião destrutiva para emitir e nada para fazer.

Reclamar é arte, e desta arte com roteiro, estilo, tendências, nuances existem os que apenas copiam a reclamação alheia como um cover. Sacro ofício dos crí­ticos literários, de música e dos rabugentos do existir. Assim reclamar pode ter erudição se for bem construí­do ou ser apenas o velho resmungo, entre dentes, um rosnado.

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O dedo podre

Boite e balada! Casa noturna cheia. Mais de 5 mil frequentadores. Espaço sobreposto a cotovelada e pisam no pé. Na noite, centenas de rapazes e moças disponíveis na caça. Com quem vou ficar hoje? Será que vou encontrar meu grande amor? Ela ali, vai toda produzida tentar-se a tentar. Olhares, dança, tudo tornando o corpo em vitrine. Mas na lei de Murphy e da vida, ela acaba sendo atraída no meio da multidão pelo que menos deveria gostar: o estelionatário posando de milionário clonando cartão de  crédito ou o pequeno agressor egoísta que vai lhe pisar no calo durante os dois próximos anos. Por que seu desejo lhe trai?

Dedo podre é quem gosta de andar mal acompanhado para não ficar só,  quem gosta de viver de migalhas quando a temática envolve relacionamentos, é quem vive em um masoquismo,  acreditando que amor é sofrimento .  Dedo podre traduz a falta de amor próprio, a necessidade de sofrer para sentir-se vivo, o auto boicote advindo de péssimas escolhas afetivas.

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“Estamos sem festa e sem dinheiro”

O adágio popular é, impreterivelmente, repetido no final das festas. Sabedoria popular, dir-se-á. O dinheiro das jeiras podia não ser muito, mas sempre se arranjavam uns escudos para um bolo de carne – a salgadeira, quando a havia, ajudava -, para um bolo mulato e mais alguma coisa que desse ares da sua graça. Depois do arraial, é frase comum por estes lados.

Estamos sem festa e sem dinheiro, já a ouvi hoje pela manhã. E na volta que já fiz a pé para desintoxicar, ocorreu-me um novo motivo a que esta expressão dá sentido no presente ano, na aldeia que me viu nascer. A mancha negra que persiste pelo termo desta terra duriense faz saltar à memória as consequências do incêndio florestal de há um mês atrás. (Ler Mais…)

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