A transparência não pode ser Raríssima

Fico abismado ao ler pessoas com responsabilidades que dizem em público que “a mesa de uma AG não tem responsabilidade nenhuma”. Há aqui um problema gravíssimo de comunicação que pode colocar pessoas de valor em cheque. Espero que quem me esteja a ler reflita sobre o que estou a dizer.

Os membros da mesa de uma AG votam, como todos os associados. Portanto, aprovam (se votam a favor), ou não aprovam (se votam contra),  aquilo que estão a apreciar e votar. Podem ainda sair da sala e fazer constar da ata que não estiveram naquele ponto da agenda, podem fazer declarações de voto, etc. No entanto, os membros da mesa da AG de qualquer associação têm responsabilidades suplementares, dadas as responsabilidades de organização da AG, agenda, colocação de documentos à disposição dos associados, verificação da legalidade do que é colocado a discussão e votação, etc. Os membros da mesa têm obrigação de ler o que colocam a votação.

Neste caso da Raríssimas, no que se refere ao Ministro Vieira da Silva, ele reconhece isso mesmo ao dizer: “As contas da Raríssimas eram aprovadas na assembleia-geral e, desse ponto de vista, tinha conhecimento [das contas] mas nunca tive conhecimento, nunca foi identificado, nem apresentado por ninguém nessas assembleias-gerais qualquer dúvida sobre essas mesmas contas”. Ao ler as contas, tomou conhecimento delas e se tivesse a mais leve dúvida sobre o que lá estava, devia procurar todos os esclarecimentos junto, nomeadamente do conselho fiscal, ou, sendo o caso, do técnico oficial de contas, do revisor e, ainda, como parece ser o caso, do auditor! Não teve, aparentemente, porque não expressou que assim tivesse procedido. E, mais diz, que nenhuma dúvida foi levantada nessas assembleias gerais. Existem relatos que dizem o contrário, pelo que se justifica a auditoria anunciada pelo Ministro Vieira da Silva. (Ler Mais…)

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A Rua de Santa Sophia e um FUTURO POR CUMPRIR

Gostava de vos falar de uma nova paixão. Uma paixão que tem nome.

Chama-se Sofia.

Não é uma mulher, é uma rua.

🙂

Uma rua fantástica, com história e um potencial fabuloso: A Rua de Santa Sophia, de Coimbra (atualmente, Rua da Sofia). É esse o tema do 7⁰ episódio do “E se…”, um programa que faço para o COIMBRA CANAL, com a realização de Rijo Madeira.

Mas qual é a história da Rua de Santa Sophia?

O rei D. Dinis criou em 1290 uma Universidade Portuguesa, dando origem a uma instituição que é hoje a universidade mais antiga do país e uma das mais antigas do mundo. O documento de criação da universidade dá origem ao Estudo Geral que é reconhecido nesse mesmo ano pelo Papa Nicolau IV. Essa Universidade começou a funcionar em Lisboa, mas foi transferida definitivamente para Coimbra em 1537 por ordem de D. João III. A vida da Universidade prossegue em Coimbra, com várias peripécias até atingir aquilo que é hoje: uma universidade internacional, clássica, com forte imagem em Portugal e no Estrangeiro, fruto do prestígio dos seus docentes, alunos, investigadores e da atividade científica e cultural que realiza.

Não é sobre a Universidade de Coimbra que vos quero falar, mas sim de uma das ruas mais antigas da europa e que esteve na génese da Universidade de Coimbra e é hoje património mundial da UNESCO: a Rua da Sofia.
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Quem mais dá…

A procura do conflito

Estive fora uns dias. Quando cheguei, apercebi-me de que houvera grande turbulência. Remodelação ministerial, o comentariato nacional a querer encontrar pontos de divergência e de discórdia entre o Presidente, hoje, já era mesmo a Presidência, da República e o Primeiro-ministro. Tudo era objeto de análise para encontrar um conflito institucional. O cúmulo terá acontecido ontem na TVI24, em mais de 1 hora, com direito a intervalo, após a entrevista do Primeiro-ministro. (Ler Mais…)

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Reflexões, Ingratidões, Maldades e o Amor, sempre o Amor!

Tenho dias que sinto que existem neste nosso mundo muitas pessoas más e ingratas.Infelizmente estás duas “qualidades” andam muitas ocasiões de mãos dadas.Tenho dias que sinto que me devia dedicar a fazer mais isto ou aquilo. Que devia ter mais reconhecimento público.Tenho dias que sinto que devia ser eu a desempenhar determinadas funções. Ainda por cima vida tem-me demonstrado que tenho talento e potencial mais que suficiente.

Mas algo aconteceu nos últimos anos que se acentuou nos últimos meses. Ao mesmo tempo que olho para trás e penso se deveria tê-lo feito ou não ouço uma voz muito serena dentro de mim que me diz: “Paulinho essas coisas não são para ti e tu sabes bem disso”. E acho que é mesmo assim. A verdade é que tive essa vida durante anos atrás e optei por me afastar dela. Sim, é verdade, tinha mais uns euros no banco, mas sinceramente isso tornou-me um homem muito mais infeliz do que sou hoje.

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Conectados pela distância

Terapia a distancia funciona? Tem validade cientifica? É possível auxiliar uma pessoa em sofrimento em uma outra região remota?

Há alguns dias recebi um e-mail de uma portuguesa que vive em Tokyo com depressão solicitando tratamento e ajuda. Em Tokyo a paciente não tem acesso a psicólogos que falam português…o que podemos fazer para a auxiliar?

Psicoterapia “on lini “ para todos nós foi novidade, um aprendizado, uma realocação dos meios de terapia tradicionais para outro settting terapêutico, o redimensionar do espaço. Foram anos de discussão para chegar se a uma regulamentação a respeito aprovada pelo Conselho Federal de Psicologia do Brasil o CFP que estabeleceu regras e normas ligadas ao código de ética, regulamentando a atividade de aconselhamento a distancia.

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Tempos novos, vícios velhos

Tive ocasião de, nestas últimas autárquicas, fazer parte de uma lista candidata a um dos órgão municipal. Já não o fazia há uma série de anos porque não me identificava com as posturas do PSD local, lá é mesmo PSD, o PPD só agora é que vem ressurgindo aos poucos.

Nestas eleições, para além das candidaturas naturais dos Partidos haviam três candidaturas independentes das quais só uma vingou tendo sido vencedora em quase todo o Concelho. Essa candidatura, habilmente dissidente do PS local consegui congregar votos à Esquerda e à Direita e tal aconteceu apenas porque os militantes do PSD resolveram fazer uma leitura diferente do cenário local. Viram nessa candidatura uma forma de se “vingarem” do Poder que lá havia vigorado durante as últimas décadas deixando cair o seu candidato, o seu projecto e as suas equipas. Olhando mais para a sua agenda pessoal do que para a de todos os habitantes do Concelho. (Ler Mais…)

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Nas próximas eleições não fique em casa: vote, saiba onde e como votar

A elevadíssima abstenção deveria deixar todos os partidos políticos muito preocupados, mas o passado tem mostrado que não. Porque será? Confesso que não tenho uma resposta, mas fica a ideia que esta situação pouco ou nada incomoda os políticos.

É notório que a abstenção tem funcionado como uma forma de protesto dos eleitores face aos políticos que têm governado o nosso País. Porém o distanciamento dos cidadãos não é um fenómeno recente, muito menos um problema que afecte apenas o nosso País. Nas últimas presidenciais americanas quase metade dos eleitores não participaram nas eleições. O problema da abstenção tem raízes profundas, que vão desde o crescente descontentamento com os políticos até ao desinteresse pelo fenómenos político, pelo que não existe uma solução mágica para o resolver.

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Ternura

Onde está seu carinho? Em que lugar enfiaste sua ternura? Pode me dizer onde habita sua suavidade? Por que tens coração duro, de pedra, frio? O que tens ganhado com toda sua razão, discursos, vontade de independência? Quantas coisas e pessoas perdeu na vida com agressividade, rispidez, crítica, dureza e belicosidade? Giovanni Pico della Mirandola traduziria onde esta seu reino angelical?

A crise de afetividade de nossos dias é raiz , matriz geradora de boa parte dos conflitos afetivos de nosso tempo. Especialmente fomentando o egoísmo, dificuldade de comunicação, isolamento, agressividade, competição, falta de respeito, a critica exagerada, impaciência, irritabilidade a agressão entre as pessoas. O absurdo de Camus hoje é revivenciado nas histórias do amor. Mas quem quer amar?

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