RESPEITEM OS PROFESSORES

Muito se tem dito e escrito sobre a contagem do tempo de serviço dos professores mas o que tem transparecido da propaganda governamental é que os professores teriam aumentos de 900 euros/mês, o que implicava um acréscimo de despesa de 600 milhões só em 2018, ao passo que para outros funcionários públicos o aumento da despesa seria de cerca de mil euros/ano/funcionário.
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O amor, o tempo e as ondas do mar

Filhota linda, Princesa da minha Vida, talvez ainda não tenhas percebido o valor precioso do tempo, das horas, dos dias, dos meses, dos anos. Da vida. É normal. Está tranquila. Comigo passou-se o mesmo. Na tua idade temos e vivemos com a sensação de eternidade.

Mas o tempo passa. Passa rápido. É verdade. Este tempo voa depressa, muito depressa, como uma ave de rapina que nos consome os dias, que deviam ser de amor, mas que mais se parecem com uma presa apanhada. E cada dia que passa não volta. Acredita que não volta mesmo. Um dia vais perceber isto mesmo. Como eu também percebi quando cresci.

Sabes, filhota linda, estas são coisas da vida de quem se habituou a ver o tempo passar com a idade.

Mas fica tranquila. Tens uma vida pela frente. Eu é que já não tenho tanto tempo.

Por isso se um dia eu já não estiver por cá para te dar a mão, e o teu coração apertar, lembra-te que a vida é como o mar. Com ondas. Ora serenas e tranquilas, ora pesadas e reoltas. Sempre que se aproximarem ondas pesadas não te assustes, respira fundo, mergulha e deixa-as passar. Quando vieres à tona verás que o pior já passou. E a seguir virão ondas serenas que serão o sal da tua vida que desejo muito feliz, repleta de amor.

Saudades, muitas saudades. Do teu sorriso lindo de menina boa, dos teus beijinhos doces, das tuas meiguices singulares. Por muito tempo que passe estarás sempre presente no meu coração, ao longo dos meus dias, nas noites longas que passo sem dormir, nas lágrimas que correm discretamente pelo meu rosto, nas viagens sem fim.

Meu Amor maior, de uma coisa nunca tenhas dúvidas, amo-te muito, muito mesmo!

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Quem mais dá…

A procura do conflito

Estive fora uns dias. Quando cheguei, apercebi-me de que houvera grande turbulência. Remodelação ministerial, o comentariato nacional a querer encontrar pontos de divergência e de discórdia entre o Presidente, hoje, já era mesmo a Presidência, da República e o Primeiro-ministro. Tudo era objeto de análise para encontrar um conflito institucional. O cúmulo terá acontecido ontem na TVI24, em mais de 1 hora, com direito a intervalo, após a entrevista do Primeiro-ministro. (Ler Mais…)

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PSD – Moção de Confiança

No debate quinzenal de hoje na Assembleia da República acabado há poucos minutos, o Líder Parlamentar do PSD, Hugo Soares, apelou ao Primeiro Ministro para apresentar uma Moção de Confiança ao seu Governo.

Estando programada a discussão e votação da Moção de Censura apresentada pelo CDS\PP para a próxima terça feira de que resultará a continuidade ou não do actual Governo, não consigo entender a razão da apresentação de uma Moção de Confiança.

Realmente o PSD teria sido ultrapassado pelo CDS\PP e viu-se obrigado a dizer por intermédio do seu ainda Líder Pedro Passos Coelho que, obviamente, votará favoravelmente a referida Moção de Censura.
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Notas breves a partir do silêncio

A minha presença neste blogue começou por me apanhar numa altura em que não só não acreditava que tivesse algo de importante a dizer, como não sentia especial interesse por nada do que me circunscrevesse neste circo mediático onde habito, como a isso se somava uma dúvida muito pouco metódica sobre as possibilidades da linguagem como ponte para um mais profundo entendimento entre as pessoas.

Claro que ela continua a ser fundamental para muitas actividades humanas essenciais, da ciência, das várias ciências, à política, passando pela cultura, pela economia. Talvez seja uma ideia herética para alguém que, como eu, se formou área da comunicação e da expressão, admito. Aí defendo-me com aquilo que a experiência teatral tem contaminado a minha vida: o interesse cada vez maior pelo paradoxismo do acto de comunicar.

Quantas e quantas vezes a nossa vontade de comunicar nos atrasa, nos dificulta, nos impede a melhor comunicação com o outro?

A importância do silêncio, a natureza verdadeiramente implosiva do silêncio.

Escrever isto num país habitado pela sombra tentacular de um salazarismo que, como referiu José Gil, promoveu em cada um de nós um “medo de existir”, pode parecer muito perigoso. Não se trata nunca de um “porque não te calas” arrogante, muito mais um “contra o ruído do mundo oponho o meu silêncio”.

Esta necessidade de ir em busca do silêncio é cada vez mais forte quanto cada um de nós parece uma bomba-relógio de agendas que nos são subtilmente sugeridas, impostas. Somos dispositivos expressivos e de comunicação, somos quase extensões dos objectos e dos pacotes de comunicação que compramos, e no entanto paradoxalmente, produzimos cada vez mais lixo ideológico.

O que é que acham disto?

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Gente que cuida de Gente

Um dos argumentos que tem sido utilizado pelo governo para não atender às pretensões dos enfermeiros é que as mesmas representam um elevado encargo orçamental e que o mesmo não consegue ser todo acomodado. É uma falácia, como ficará demonstrado.

Ora, é sobejamente sabido que os sindicatos até aceitam que não seja tudo para agora, pelo que a recusa peremptória do governo só revela que mais do que uma questão de impacto orçamental o que estamos a assistir é a uma recusa com base em pressupostos (preconceitos) políticos. É também inultrapassável que mudanças num grupo profissional num determinado sector geram ondas de impacto no restante sector além de ser necessário atender aos impactos sistémicos na restante Administração Pública e na sociedade em geral (nomeadamente no sector privado e social).

Mas, até agora, desconhecem-se quaisquer estudos nesta matéria, o que só reforça a tese de que estamos perante uma recusa política com base em opções que não são tornadas claras e em preconceitos. E é aqui que chegamos ao cerne da questão: às opções políticas e a quem tem a sua responsabilidade. Já se percebeu que desde o primeiro-ministro ao ministro das finanças todos se vieram pronunciar sobre o problema, o que quer dizer que o mesmo assumiu uma natureza sistémica e que implica uma abordagem integrada ao nível do Governo.

Mas era preciso tanto? Não, não era. E porquê? Porque quem devia ter desenhado uma solução que permitisse atender à resolução das injustiças mantendo o equilíbrio orçamental era o Ministro da Saúde.

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Ternura

Onde está seu carinho? Em que lugar enfiaste sua ternura? Pode me dizer onde habita sua suavidade? Por que tens coração duro, de pedra, frio? O que tens ganhado com toda sua razão, discursos, vontade de independência? Quantas coisas e pessoas perdeu na vida com agressividade, rispidez, crítica, dureza e belicosidade? Giovanni Pico della Mirandola traduziria onde esta seu reino angelical?

A crise de afetividade de nossos dias é raiz , matriz geradora de boa parte dos conflitos afetivos de nosso tempo. Especialmente fomentando o egoísmo, dificuldade de comunicação, isolamento, agressividade, competição, falta de respeito, a critica exagerada, impaciência, irritabilidade a agressão entre as pessoas. O absurdo de Camus hoje é revivenciado nas histórias do amor. Mas quem quer amar?

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