Por PORTUGAL

 Em 1997 fui eleito a primeira vez Presidente de uma Câmara Municipal, a de Castelo de Paiva. Vivia eu apenas há 18 meses neste concelho. Durante 12 anos dediquei-me, a tempo inteiro, (abdicando de uma confortavel vida familiar e profissional), de alma e coração, à causa pública. Servi o meu País. Todas as funções que exerci até hoje aos mais diversos níveis foram desempenhadas com o mais elevado grau de responsabilidade. Mais importante do que os partidos, neste área,  fundamento as minhas decisões no serviço da causa pública e procurar fazer o melhor pelo meu País.Em 2017, aceitei mais um desafio, e num concelho diferente daquele que servi de 1998 a 2009. Nunca me arrependi dos actos e decisões que tomei. E aqui recordo quando trabalhava na holding pessoal de Américo Amorim e aceitei ser candidato à Autarquia de Castelo de Paiva, estávamos em 1993. Nesse ano nao venci as eleicoes. Tenho orgulho na obra realizada da cultura ao desporto, da dinamização empresarial às acessibilidades, da educação à saúde, do ambiente à qualidade de vida. Muito se fez, e estou consciente que muito mais há para fazer. Muitos criticam, mas quando chamados a participar na actividade recusam-se e refugiam-se nos textos ou, na era moderna nas redes sociais. Participar  na actividade política é um dever cívico. Todos somos poucos. Todos temos obrigação de continuar a trabalhar por PORTUGAL.
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Por um novo rumo.

A 9 de Dezembro de 2017, a convite do Presidente da CPC do PSD de Castelo de Paiva (aqui na foto comigo e com Pedro Santana Lopes) participei num jantar de Natal de um partido político no qual fui filiado de 1991 a 2017. Foram 26 anos de intensa actividade em que muitas coisas positivas e negativas aconteceram. Entrei pelos meus próprios pés, em Setembro de 1991, através da Secção do Bonfim, na cidade do Porto, cidade onde vivi os primeiros 32 anos da minha vida. Filiei-me sem padrinhos, nem outro tipo de interferências.
Nunca exerci cargos de nomeação política, sempre eleito pelo povo, o que me dá ainda mais liberdade de pensamento.
Como trabalhador mantenho-me até hoje como filiado nos TSD’s, uma organização na qual se pode ser filiado, sem ter de se ser obrigatoriamente filiado no PSD.
Quanto à ligação ao PSD, da mesma forma que procedi em 1991, mas agora usando as novas tecnologias, com um simples email de um parágrafo (5 linhas) desfiliei-me do PSD, a 13.3.2017.
Nos últimos meses tenho assistido a actos semelhantes (desfiliações) de muitos militantes com quem convivi e que representaram o Partido a um nível ainda mais elevado.
Um desses militantes foi Pedro Santana Lopes. Ele não foi um militante qualquer. Ele melhor que ninguém saberá as razões que o levaram a tomar tal atitude.
O que vai fazer daqui para a frente, a ele competirá decidir.
Tenho assistido nos últimos dias a algum aparente nervosismo de alguns militantes sociais democratas.
Vivemos num País livre e democrático. Vivemos num país em que temos de respeitar a liberdade e o pensamento dos outros.
Tal como eu, muitos portugueses não se revêem no pensamento e ação do actual líder do maior partido da oposição.
Sempre aprendi que o futuro a Deus pertence.
Vamos deixar a nau portuguesa andar e que o futuro nos leve a bom porto.
Gosto muito do meu País e é aqui que quero continuar a viver, de uma forma livre e democrática. Pretendo continuar a pensar pela minha própria cabeça, sem os constrangimentos que uma militância partidária assim o exige, e que no na Assembleia da República tem a sua antítese como expoente máximo.

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A FEIRA DO VINHO VERDE e o TURISMO como factor do desenvolvimento económico

Faltam quarenta e um dias para ter início o maior evento que se realiza no concelho de Castelo de Paiva, a XXI Feira do Vinho Verde.

Esta Feira tem já um cariz nacional, pela quantidade de visitantes de norte a sul do País e que leva além fronteiras do País o bom nome de Castelo de Paiva e o seu principal produto agrícola, o vinho verde.

O vinho foi, é e será o principal produto agrícola de Castelo de Paiva. Por isso é que este certame surgiu, para homenagear todos aqueles que ao longo de décadas e décadas dedicaram a sua vida à nossa agricultura. Foi uma promessa eleitoral que fiz aos agricultores e produtores paivenses nas Eleições Autárquicas de Dezembro de 1997. Muitos desses agricultores, com muitas dificuldades criaram filhos e alguns deles hoje dentro e fora do nosso concelho têm cargos de grande responsabilidade. A Agricultura e o vinho foi durante muitas décadas o único ganha pão de muitas famílias.

 

Recordo aqui que a Comunidade Europeia pretendia na altura eliminar 400 mil hectares de vinha no espaço europeu, onde a região dos vinhos verdes também irá estar abrangida. E assim em 1999, foi-nos proposto pelas autoridades nacionais e apoiado pela Comunidade Europeia um programa de reconversão de 245 hectares da nossa vinha. Não nos podemos esquecer que há sete anos tínhamos freguesias do nosso concelho que não produziam vinho verde, mas sim vinho americano, e hoje produzem vinho verde. O programa de reconversão de vinha em Castelo de Paiva criou postos de trabalho, fez atrair ao concelho famílias que por um motivo ou por outro saíram do concelho, e hoje temos algumas marcas de produtores individuais com excelentes vinhos. Facto que não acontecia antes do Plano estar concretizado.

 

Mas é nestas alturas que se prova a solidariedade dos paivenses e a Câmara Municipal ao realizar este evento, sabendo que é dos mais procurados no concelho, ajuda o mundo agrícola e viti-vinicola a ter uma esperança num futuro melhor.

 

Os nossos vinhos verdes são um orgulho de todos nós. E mais satisfeitos ficamos quando ouvimos dizer que o nosso vinho tinto é dos melhores do mundo. Numa canção antiga os nossos antepassados diziam

‘’Ó Paiva terra de rara beleza

               Ó Paiva capricho da natureza

                           Que a Vila de Paiva sinta orgulho em ser portuguesa”

 

Em 1998, prometemos e avançamos com este projecto, timidamente à volta da Câmara antiga. Poucos eram aqueles que acreditavam neste projecto, mas é com orgulho paivense que passados vinte e um anos olhamos para este projecto como sendo um projecto não só da Câmara mas também do Povo de Castelo de Paiva.

 

Uma palavra de apreço também à Cooperativa Agrícola Paivense e à Adega Cooperativa de Castelo de Paiva pelo apoio nomeadamente, que durante anos prestaram na comissão técnica da feira do vinho. Outro exemplo da boa colaboração que foi conseguida foi a parceria com a Associação Comercial de Castelo de Paiva. Exemplo disso é o merchandising produzido para promoção da Feira, e lembro aqui aquela cavaca gigante, com 80 kgs (doce regional tradicional) com dois metros e meio por dois metros e meio, 1000 ovos,  50 ks da farinha, 30 kgs açúcar, demorou dois dias a fazer, numa iniciativa do comércio e indústria local.

 

O programa de desenvolvimento do concelho que passa fundamentalmente pelo turismo, tem no ENOTURISMO e no turismo viti – vinícola um potencial extraordinário. Para quem não se lembra, no ano de 2006 foram mais de 5000 pessoas aquelas que chegaram até nós de barco através dos rios Douro e Arda. Nesse ano, o rafting no Rio Paiva trouxe mais de 10 mil turistas e praticantes a Castelo de Paiva.Ao monumento Anjo de Portugal, junto à Ponte Hintze Ribeiro, foram mais de 300 mil, os visitantes que por lá já passaram.

É certo que nos faltavam as unidades hoteleiras. Conseguimos que fosse construído um hotel top junto ao Rio Douro, na Raiva.  Foi um investimento que ultrapassou os 12 milhões de euros, criou 52 postos de trabalho e tem 41 quartos e 26 apartamentos turísticos, estes últimos agora em fase de conclusão.

As unidades de alojamento local e casas de turismo em espaço rural também aumentaram. Teremos no futuro mais de uma centena de camas turísticas no concelho.

A Rota do Românico do Vale do Sousa passa também por Castelo de Paiva. Temos um monumento nacional incluído nesta Rota, o MARMOIRAL da Boavista e é uma mais valia para este concelho. Vêm aí os passadiços e os caminhos pedestres junto ao Rio Douro. Mais um factor de atractividade.

 

Sou acérrimo defensor que para ultrapassarmos algumas vicissitudes do mercado dos vinhos temos de dar as mãos e uma forma é por exemplo criarmos, como já o disse em 2006 e tenho vindo a dizer uma marca de vinho única, por exemplo CASTELO DE PAIVA. Nós vivemos numa aldeia global de biliões de seres humanos. Temos de ter dimensão e para isso temos que nos associar.

Hoje há vinhos de Castelo de Paiva a serem exportados para Singapura, Miami, Dubai, Holanda, Inglaterra, Espanha, França entre outros países.

Assim, o Turismo e o Vinho Verde são, pois, na minha opinião factores decisivos para o desenvolvimento do Concelho. Podem e vão ser factores geradores de postos de trabalho, o nosso principal problema de hoje. Por isso tenho esperança que aquilo que é hoje um dos nossos ex – libris, o vinho verde, vai continuar a dar-nos muitas alegrias.

Saibamos consolidar consolidar todos estes ingredientes e o turismo será um dos factores, senão o principal do desenvolvimento económico de Castelo de Paiva.

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Mariella Augusta reforça Blogue Insónias

Mariella Augusta é escritora brasileira, autora de dois livros de contos: “O fio de Cloto” (2004), prefaciado pelo Prof. Dr. Bruno Fregni Basseto, e o “O fio de Láquesis” (2012), prefaciado pela Prof. Dra. Maria Helena Nery Garcez; também tem um livro no prelo em homenagem ao escritor argentino Jorge Luís Borges, escrito a quatro mãos, sob o título “O outro livro dos seres imaginários”.

Além de sua atividade literária, é formada em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Universidade Paulista – UNIP, com mestrado em Literatura Brasileira (Machado de Assis), doutorado em Literatura Portuguesa (Fernando Pessoa), ambos pela Universidade de São Paulo – USP, e pós-doutorado em Teoria Literária pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.

Desenvolve trabalhos interartísticos com o músico Flávio Villar Fernandes, divulgados em espetáculos ou palestras em teatros e casas de cultura.

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A minha intervenção na apresentação do Livro SALVAR O SNS.

Sem qualquer tipo de saudosismo sou do tempo em que a Saúde era pobre, o que para a época era normal. Enquanto criança também o SNS passou por este estádio de pobreza. Houve tempos, na sua fase de jovem, em que enriqueceu. Contrariando a normal evolução, na idade adulta, nomeadamente durante a vigência do último governo e devido às políticas liberais instituídas, não chegou a atingir a pujança expectável. Pensava eu de que, caso se tivesse mantido em funções o mais liberal dos governos que o SNS conheceu, este nem chegaria à idade da velhice. Errado! O Serviço Nacional de Saúde está a desmoronar-se. Estranha-me a passividade com que o “governo das esquerdas”, liderado pelo Partido Socialista, deixa a sua jóia da coroa entrar em morte lenta.

Certo que nos dizem que repor em 2 anos o que não foi investido e até mesmo retirado em 4-6 anos não é possível. Não sendo dogmático militante, antes pragmático praticante dentro do dogmatismo próprio das instituições, considero que mais já poderia ter sido feito. Há que priorizar para termos cidadãos satisfeitos e produtivos deve ter-se em conta 4 pilares que o estado não deve descuidar:

A saúde, a educação, a segurança e o estado social.

O estado a que o SNS chegou deve-se sobretudo à criação de taxas moderadoras, baixo rendimento dos cidadãos e sobretudo o baixo investimento por parte dos governos anteriores levando ao aparecimento de dois tipos de utilizadores:

Os que mais utilizou o SNS, os cidadãos com menos poder económico que, erradamente, julgavam não o estar a pagar e, por isso, não exigiam maior qualidade. O poder instituído fê-los acreditar que o Estado Social funcionava. Por serem estes os principais utilizadores dos hospitais do serviço público, e devido a estarem abrangidos por isenções, viam o financiamento fugir para o lado privado por via de…

…quem menos utilizava o SNS, os cidadãos de maior poder económico, que, recorrendo nomeadamente aos subsistemas ou seguros de saúde, acorriam a instituições convencionadas. Este dinheiro iria financiar os grandes grupos que controlavam a Saúde. Grupos esses que se vangloriam de cobrar mais barato pelos seus serviços: à custa da precariedade laboral dos seus profissionais e dos deficitários cuidados de saúde prestados, pois para o utilizador o que mais importava eram as condições, sobretudo hoteleiras, e, neste tempo “grande velocidade”, priorizar o rápido atendimento.

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O papel dos novos partidos políticos no futuro de Espanha

Na passada sexta-feira o El PAIS publicou uma sondagem da Metroscopia que coloca o Ciudadanos de Alberto Rivera e Inés Arrimadas como o partido mais votado, em Espanha, com 28,3% claramente à frente do PP de Rajoy e do PSOE de Pedro Sánchez. Nesta sondagem os novos partidos – Ciudadanos e Podemos – somam mais intenções de votos que os tradicionais PP e PSOE.

Existem várias razões para explicar esta tendência ascendente do Ciudadanos. Em primeiro, o seu excelente resultado nas recentes eleições na Catalunha. Os eleitores perceberam que o Ciudadanos, o partido mais votado sob a liderança da jovem, bonita e inteligente Inés Arrimadas, foi o único a enfrentar com sucesso o desafio da independência. Este resultado eleitoral projectou o Ciudadanos em toda a Espanha como um partido vencedor.

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Somos Portugal Inteiro

Somos Portugal Inteiro – À volta do XVI Congresso da ANAFRE

              Foi esta a palavra de ordem do XVI Congresso da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE). Foi glosada em várias intervenções, do Presidente da República ao Presidente do Município anfitrião. Somos Portugal Inteiro! Mas quem deu verdadeiro sentido à expressão que encimava o painel do Pavilhão Multiusos de Viseu foram os Presidentes de Junta, desde logo, o Presidente do Conselho Diretivo da ANAFRE, Pedro Cegonho, e outros congressistas que usaram da palavra ou, simplesmente, participaram, votando.

             Logo no 1º dia dos trabalhos, ouvi esta expressão: “A Sessão de Abertura decorreu com muita dignidade”. Também acho. Talvez mais pela presença do que por algumas intervenções. (Confesso que não gostei nada do oportunismo da evocação da cidade de Viriato, do Senhor Presidente da República.) Já o Secretário de Estado das Autarquias Locais me pareceu, no seu saber de experiência feito de autarca que foi e soube ser, num registo ajustado ao momento. Estava ali para falar aos autarcas das Freguesias. Manteve-se nesse registo, com cordialidade, sem foguetório demagógico. E os comentários que ouvi evidenciavam como passou bem a mensagem que pretendia passar. Afinal, mesmo que não estivessem presentes delegados de todas as mais de 3000 freguesias, eram autarcas de freguesias que ali estavam a representá-las todos, dano sentido ao slogan “Somos Portugal Inteiro”. (Ler Mais…)

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