Greve dos Técnicos Superiores de Saúde

Os técnicos superiores de saúde, que integram o raio X, a ressonância magnética e áreas afins, estão em greve, há mais de duas semanas, sem que o governo apresente uma resposta ou sequer um pequeno princípio de acordo que possa ser negociado. Agindo de má-fé, o ministério tem vindo a adiar sucessivamente a discussão de uma solução, com o objetivo de desmoralizar os grevistas, vencendo-os por desgaste. Sendo um governo de esquerda e que apregoa a defesa dos direitos dos trabalhadores, é verdadeiramente incompreensível esta atitude.

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Conectados pela distância

Terapia a distancia funciona? Tem validade cientifica? É possível auxiliar uma pessoa em sofrimento em uma outra região remota?

Há alguns dias recebi um e-mail de uma portuguesa que vive em Tokyo com depressão solicitando tratamento e ajuda. Em Tokyo a paciente não tem acesso a psicólogos que falam português…o que podemos fazer para a auxiliar?

Psicoterapia “on lini “ para todos nós foi novidade, um aprendizado, uma realocação dos meios de terapia tradicionais para outro settting terapêutico, o redimensionar do espaço. Foram anos de discussão para chegar se a uma regulamentação a respeito aprovada pelo Conselho Federal de Psicologia do Brasil o CFP que estabeleceu regras e normas ligadas ao código de ética, regulamentando a atividade de aconselhamento a distancia.

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A vida difícil dos enfermeiros

Infelizmente, por razões inerentes á minha saúde e de familiares meus, tenho sido cliente de alguns hospitais, nomeadamente Senhora da Oliveira, Pedro Hispano, IPO e S. João.

Em todos eles tenho encontrado enfermeiros dedicados, conscientes, preocupados e eficazes.

Aqui e ali cansados mas sempre motivados para exercerem dignamente o seu trabalho mesmo em momentos de fraqueza física que muitas vezes se vislumbra.

Sabemos que teriam razões para se desmotivarem pois não têm vindo a ser dignamente tratados pela tutela.

E não têm mesmo… Falta de incentivos, de horários dignos, de ordenados justos.

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Gente que cuida de Gente

Um dos argumentos que tem sido utilizado pelo governo para não atender às pretensões dos enfermeiros é que as mesmas representam um elevado encargo orçamental e que o mesmo não consegue ser todo acomodado. É uma falácia, como ficará demonstrado.

Ora, é sobejamente sabido que os sindicatos até aceitam que não seja tudo para agora, pelo que a recusa peremptória do governo só revela que mais do que uma questão de impacto orçamental o que estamos a assistir é a uma recusa com base em pressupostos (preconceitos) políticos. É também inultrapassável que mudanças num grupo profissional num determinado sector geram ondas de impacto no restante sector além de ser necessário atender aos impactos sistémicos na restante Administração Pública e na sociedade em geral (nomeadamente no sector privado e social).

Mas, até agora, desconhecem-se quaisquer estudos nesta matéria, o que só reforça a tese de que estamos perante uma recusa política com base em opções que não são tornadas claras e em preconceitos. E é aqui que chegamos ao cerne da questão: às opções políticas e a quem tem a sua responsabilidade. Já se percebeu que desde o primeiro-ministro ao ministro das finanças todos se vieram pronunciar sobre o problema, o que quer dizer que o mesmo assumiu uma natureza sistémica e que implica uma abordagem integrada ao nível do Governo.

Mas era preciso tanto? Não, não era. E porquê? Porque quem devia ter desenhado uma solução que permitisse atender à resolução das injustiças mantendo o equilíbrio orçamental era o Ministro da Saúde.

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Quem boicota os ENFERMEIROS?

A primeira, e mais lógica, resposta que nos apetece dar é: o Governo, através do Ministério da Saúde. (Tendo em conta que Médicos, TDT’s, Nutricionistas, Psicólogos e Farmacêuticos já viram suas carreiras revistas nos últimos dois anos)

Mas, será tal suficiente para justificar tamanha embirrice e preconceito contra os enfermeiros (Simplesmente a espinha dorsal, o maior grupo profissional na área da Saúde que está junto do doente 24 horas) ?

Não, não é.

É consabido que o Ministro da Saúde é um fã, numa relação de sentimento recíproco , do sector privado da saúde. Aliás, consta que mesmo antes do resultado das eleições de 2015 ser conhecido já os privados tinham feito chegar ao PS que, caso ganhasse, o Ministro deveria ser alguém como o actual, e idealmente ele.

Alguém que mantivesse PPP, ADSE e outras coisas que são o garante de vida dos privados (e a ver vamos onde vai parar a história da liberdade de escolha do hospital…) Portanto, uma ascendência política que se confirma e cujo casamento foi certamente apadrinhado pelo actual presidente da república.

Mas qual o interesse dos privados na questão dos Enfermeiros? É que qualquer melhoria no sector público representa pressão sobre o sector privado, que na saúde é menos representativo (ainda) que o público.

No caso dos médicos é ao contrário, dado que ganham bem mais no privado do que no público. Aliás, é lá que fazem dinheiro a sério. No caso deles, a pressão funciona ao contrário. Se o público não quer perder os melhores para o privado, tem de pagar mais. Assim se justifica o aumento de 43% de vencimento com o ACT de 2015, cujos valores querem agora manter mas com redução de parte da carga de trabalho associada.

E a esquerda? Onde anda a esquerda que eu defendo que é tão feroz contra os privados e que se indignou com a situação da PT e da Autoeuropa?

Essa esquerda sabe que está de mãos e pés atados na geringonça, e sabe que atacar uma injustiça que ocorre no sector público é atacar o governo e consequentemente a sua própria manutenção no poder.
Infelizmente é uma esquerda de circunstâncias, e não de princípios. Partidos como qualquer outro.

E à direita? Ora, parte da direita vai alimentando a própria contestação por via de actores-chave (sendo certo que daqui lavará as mãos quando já não lhe for conveniente) e sabe que não pode aparecer a defender justiça para os enfermeiros porque isso contrariará o discurso austeritário que teve durante 4 anos e que mantém.

Os Enfermeiros com responsabilidades políticas, na DGS e nas Comissões de Reforma do SNS também nada têm a dizer sobre o momento atual? Estão à espera das eleições para dizer alguma coisa?

Concluindo, os Enfermeiros estão entregues a si mesmos, sendo certo que outros inimigos aparecerão, como é o caso da Ordem dos Médicos que em mais um exercício de demagogia e sem qualquer pingo de vergonha na cara veio afirmar que os médicos substituirão os enfermeiros nos partos.

Portanto, irão substituir quem já os substitui (e não é só dos partos que estamos a falar…)?

O SNS está “a arder” e parece que não há ninguém para ser responsabilizado politicamente… já agora, o presidente dos administradores hospitalares, tão afoito em debitar opiniões sobre tudo e mais alguma coisa, acha que é assim que se gerem recursos humanos? Ou acha que problemas de recursos humanos é a forma como os administradores são nomeados?

Esses sim, devem fazer muita diferença a quem entra por uma urgência adentro…

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Os doentes em segundo lugar

Calma, por favor não me atirem já pedras que eu passo a explicar. Actualmente, quando se aborda o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é politicamente correcto e moda afirmar-se que o doente está em primeiro lugar, que devemos centrar a prestação dos cuidados de saúde no doente e que este deve ser o foco, quase exclusivo, do sistema de saúde. Pois… isto até devia ser verdade, mas o facto é que não se verifica porque não se reúnem as condições de base para que se atinja este desiderato.

Numa empresa, com uma cadeia de produção semi-automatizada, importa apenas colocar nos locais correctos os materiais devidos e esperar que o funcionário, independentemente do seu humor, de se sentir mais ou menos realizado profissionalmente, cumpra o seu dever de carregar no botão certo, aparafusar ou colar os materiais na medida e no tempo que lhe foi destinado/programado fazer. O acto do profissional é, praticamente e também ele, semi-automatizado e dá pouco espaço a inovação ou a falhas.

Na Medicina o panorama é completamente inverso. “A Medicina é uma arte”, porque depende do estabelecimento de uma relação de confiança e de empatia entre o doente e o seu médico. Cada acto médico requer um tempo que é, por vezes, difícil contabilizar porque depende de pessoas situadas em ambos os extremos da relação e está, assim, sujeito a variações grandes condicionadas pelas expectativas que cada um tem, pela forma como se interrelacionam e comunicam, pela necessidade de se recorrer a meios complementares de diagnóstico e da sua disponibilidade, pela obrigação de se buscar uma solução para cada problema apresentado, mesmo que não exista uma solução ideal, pela necessidade de se buscar consensos nas melhores soluções para esses problemas, e por mais uma série infindável de variáveis que encheriam várias páginas de escrita.

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Pensar e Agir sobre as Especialidades

Para que não haja qualquer tipo de dúvida, demonstro total apoio à concertação dos enfermeiros em torno do reconhecimento e valorização monetária da especialidade. Sejam elas através de vigílias, manifestações, vídeos de sensibilização e/ou greves. Contudo, é importante avaliar a forma como estas são feitas.

Deixar de Exercer Competências de Especialista é possível?

É algo que nos devemos preocupar e informar, para agirmos em consciência. Até porque não se trata de uma greve, já agora, porque nenhum sindicato o faz?

Por isso passo a partilhar e opinar sobre a informação que disponho sobre este tema de forma a podermos agir :

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Afinal, o que é governar um país?

Dou comigo a pensar se estes camaradas sabem o que é um país. E também me questiono se ainda sabem o que é governar um país.

Recordando velhas experiências e conhecimentos, julgo que não andarei muito longe se definir um país como uma plataforma de pessoas e recursos, gerida de forma a satisfazer necessidades com base nas disponibilidades.

Chegados aqui, outra questão surge: e como se governa um país? Talvez o óbvio pareça tão óbvio que nem damos conta de como é fácil definir a coisa da governação. Se afirmar que é orientar as políticas da governação para a preservação dos recursos, de modo a gerar satisfação das necessidades das pessoas que deles dependem, também não andarei muito longe de uma boa definição de governação.

Se atendermos ao exemplo de um país como Portugal, temos então um bom caso de estudo. As potencialidades naturais e os recursos endógenos do país não são o driver fundamental do modelo de desenvolvimento. As políticas económicas não orientam a correção dos desequilíbrios estruturais de gastar sempre mais do que se tem. E, finalmente, os políticos que governam o país de forma alternada entre direita e esquerda não querem conhecer o país.

É esta a nossa desgraça! Não temos governantes que aproveitem realmente o potencial natural de Portugal porque se dedicam a folclore imediatista em busca de votos que lhes garantam emprego e poder.

Enquanto o atraso educacional não for ultrapassado continuaremos reféns de medíocres e corruptos. Não sou eu que o escrevo. Estão em todo o lado na nossa sociedade, desde o madeireiro ao banqueiro. Uma verdadeira máquina de destruição de valor coletivo.

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