Museu do Douro no 20º aniversário

Quem diria?! Estão já passados vinte anos sobre a publicação da Lei nº 125/97 – 2 de dezembro, que cria o Museu do Douro.

Não era expectável, mas foi-me dirigido um ofício da Fundação Museu do Douro a informar que o Conselho Consultivo havia aprovado por unanimidade uma proposta do Conselho Diretivo para me atribuir o título de Membro Honorário da Fundação Museu do Douro, F. P.

Consciente e convictamente, dirigi um e-mail ao presidente do Conselho Diretivo do seguinte teor:

«Recebi o V/ ofício de 13 de outubro pp, cujo conteúdo, numa primeira leitura, me causou surpresa. Não me ocorria o convite que me formula no último parágrafo. Afinal, o meu trabalho enquanto Deputado à Assembleia da República não deve merecer outro reconhecimento que não seja o sentimento do dever cumprido. (Ler Mais…)

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A Rua de Santa Sophia e um FUTURO POR CUMPRIR

Gostava de vos falar de uma nova paixão. Uma paixão que tem nome.

Chama-se Sofia.

Não é uma mulher, é uma rua.

🙂

Uma rua fantástica, com história e um potencial fabuloso: A Rua de Santa Sophia, de Coimbra (atualmente, Rua da Sofia). É esse o tema do 7⁰ episódio do “E se…”, um programa que faço para o COIMBRA CANAL, com a realização de Rijo Madeira.

Mas qual é a história da Rua de Santa Sophia?

O rei D. Dinis criou em 1290 uma Universidade Portuguesa, dando origem a uma instituição que é hoje a universidade mais antiga do país e uma das mais antigas do mundo. O documento de criação da universidade dá origem ao Estudo Geral que é reconhecido nesse mesmo ano pelo Papa Nicolau IV. Essa Universidade começou a funcionar em Lisboa, mas foi transferida definitivamente para Coimbra em 1537 por ordem de D. João III. A vida da Universidade prossegue em Coimbra, com várias peripécias até atingir aquilo que é hoje: uma universidade internacional, clássica, com forte imagem em Portugal e no Estrangeiro, fruto do prestígio dos seus docentes, alunos, investigadores e da atividade científica e cultural que realiza.

Não é sobre a Universidade de Coimbra que vos quero falar, mas sim de uma das ruas mais antigas da europa e que esteve na génese da Universidade de Coimbra e é hoje património mundial da UNESCO: a Rua da Sofia.
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Quem mais dá…

A procura do conflito

Estive fora uns dias. Quando cheguei, apercebi-me de que houvera grande turbulência. Remodelação ministerial, o comentariato nacional a querer encontrar pontos de divergência e de discórdia entre o Presidente, hoje, já era mesmo a Presidência, da República e o Primeiro-ministro. Tudo era objeto de análise para encontrar um conflito institucional. O cúmulo terá acontecido ontem na TVI24, em mais de 1 hora, com direito a intervalo, após a entrevista do Primeiro-ministro. (Ler Mais…)

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“Estamos sem festa e sem dinheiro”

O adágio popular é, impreterivelmente, repetido no final das festas. Sabedoria popular, dir-se-á. O dinheiro das jeiras podia não ser muito, mas sempre se arranjavam uns escudos para um bolo de carne – a salgadeira, quando a havia, ajudava -, para um bolo mulato e mais alguma coisa que desse ares da sua graça. Depois do arraial, é frase comum por estes lados.

Estamos sem festa e sem dinheiro, já a ouvi hoje pela manhã. E na volta que já fiz a pé para desintoxicar, ocorreu-me um novo motivo a que esta expressão dá sentido no presente ano, na aldeia que me viu nascer. A mancha negra que persiste pelo termo desta terra duriense faz saltar à memória as consequências do incêndio florestal de há um mês atrás. (Ler Mais…)

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COIMBRA VAI GANHAR

Coimbra atravessa um tempo decisivo na perspetiva de, através das próximas autárquicas, serem dados os passos necessários para sair do marasmo e da letargia reinantes.

O apoio do Professor Norberto Pires à candidatura “mais Coimbra” e os pressupostos que o sustentam constituem esse ponto de viragem decisivo. (Ler Mais…)

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Não é suicídio político porque Passos há muito que não existe

Pedro Passos Coelho resolveu dizer, depois de uma visita a Pedrógão, ladeado por deputados do PSD (Maurício Marques, deputado por Coimbra e Teresa Morais, deputada por Leiria), que tinha “… conhecimento de que há vítimas indiretas, pessoas que puseram termo à vida, que em desespero se suicidaram, que não receberam apoio em tempo devido“. É uma afirmação de uma enorme gravidade. Na verdade, depois de 64 mortes num incêndio que coloca em causa o Estado e os serviços do Estado, só se compreende uma afirmação destas se a informação fosse verdadeira, confirmada e se se verificasse total inoperância por parte dos serviços do Estado. Em qualquer outro caso, um político minimamente responsável, sério e com sentido de Estado, nunca transmitiria uma informação deste tipo aos microfones de uma televisão.

 

 

Pois, mas o pior veio a seguir. Para espanto e choque do país, os serviços do Ministério da Saúde e da ARS do Centro vieram desmentir essa informação. E um “politiqueiro” de Pedrógão, aparentemente sedento de ataque fácil ao Governo, veio dizer que passou esse boato a Passos Coelho sem confirmar. Inacreditável.

 

Portanto, Pedro Passos Coelho, um homem que deveria ser um político experiente, que já foi PM, numa época muito difícil, recebe uma informação gravíssima sobre pessoas que, em sofrimento, se estariam a suicidar, não contando com o necessário e urgente apoio psicológico do Estado, e resolve dizer isso na TV sem confirmar? Acredita em tudo o que lhe dizem? Não percebe a gravidade do que disse? Não tem o menor sentido de Estado, nem de humanidade, para perceber que este tipo de coisas se transmite ao Governo e às autoridades porque não são, nem podem ser, matéria de nenhum tipo de luta político-partidária?

Não tinham os deputados do PSD que acompanhavam PPC, como por exemplo Maurício Marques (deputado por Coimbra) e Teresa Morais (deputada por Leiria), a obrigação de confirmar as informações que são passadas ao líder do seu partido? Que andam a fazer? Nenhum tem a menor dimensão e sentido de Estado para perceber que há assuntos que não podem cair na esfera da luta político-partidária?

Este não é o fim político de Pedro Passos Coelho porque este homem já não existe como protagonista político. É um simples intervalo de muito mau gosto.

 

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A hipocrisia não tem limites!

Para todos aqueles que estão muito ofendidos com as reações das redes sociais a esta catástrofe há muito anunciada pela mediocridade das políticas públicas sobre o ordenamento do território, gestão da floresta e regulação de recursos, pergunto-lhes se o silêncio é de facto a melhor forma de respeitar os mortos? Pergunto-lhes ainda se esse silêncio se relaciona em parte com a colossal ignorância que impera por aí a propósito deste velho problema?

A hipocrisia não tem lugar no meu léxico e por isso escrevo (como já há muito tempo faço) sobre este tumor civilizacional. Com a desertificação do interior, o abandono das terras, a loucura da monocultura do eucalipto e a ausência de limpeza de matas, anunciou-se um futuro muito complicado.

Está agora a abrir-se uma espécie de caixa de Pandora. Tentam atirar-nos areia para os olhos com a justificação dos extraordinários e invulgares fenómenos da natureza porque não têm mais nada para ir buscar. Sabem mesmo do que estão a falar?

A natureza está apenas a reagir em cadeia a um processo muito simples: combustível, comburente, combustão. Qual destes elementos foi assim tão extraordinariamente imprevisível neste cenário de altas temperaturas numa região de enorme exploração de eucaliptal?

Quais foram as políticas públicas para a floresta nos últimos anos? Vá lá… Não é preciso ir muito longe..

 

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«Portugal é “melhor” e “mais bonito” vezes infinito. Agora são os Açores»

Este título é do Público, no caderno Fugas, e encontrei-o há dias, por simples acaso, em versão on-line. Abri-o e li-o com interesse.

Logo no início percebia-se a sua importância. Para o país e para o Douro. Mas como não o encontrara pelas redes sociais, diligenciei partilhá-lo. Com algum custo, é verdade, mas lá consegui fazê-lo com sucesso. Foi para à página da Douro Generation.

Pode crer o leitor que a partilha não se deveu a qualquer tipo de saloismo. Mas se não somos nós a gostar do nosso país, a manifestar gosto pelo que é nosso, o que esperamos? Que sejam outros a fazê-lo? No caso trata-se de uma atividade económica exportadora, tão elogiada nos tempos que correm. E Portugal, dois dos seus destinos turísticos, aparecem na lista dos melhores e mais belos destinos do mundo. O prémio do European Best Destinations (EBD) das melhores paisagens da Europa foi atribuído aos Açores. O Vale do Douro também está na lista, na 11.ª posição. Num conjunto de (Ler Mais…)

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