COIMBRA VAI GANHAR

Coimbra atravessa um tempo decisivo na perspetiva de, através das próximas autárquicas, serem dados os passos necessários para sair do marasmo e da letargia reinantes.

O apoio do Professor Norberto Pires à candidatura “mais Coimbra” e os pressupostos que o sustentam constituem esse ponto de viragem decisivo. (Ler Mais…)

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Não é suicídio político porque Passos há muito que não existe

Pedro Passos Coelho resolveu dizer, depois de uma visita a Pedrógão, ladeado por deputados do PSD (Maurício Marques, deputado por Coimbra e Teresa Morais, deputada por Leiria), que tinha “… conhecimento de que há vítimas indiretas, pessoas que puseram termo à vida, que em desespero se suicidaram, que não receberam apoio em tempo devido“. É uma afirmação de uma enorme gravidade. Na verdade, depois de 64 mortes num incêndio que coloca em causa o Estado e os serviços do Estado, só se compreende uma afirmação destas se a informação fosse verdadeira, confirmada e se se verificasse total inoperância por parte dos serviços do Estado. Em qualquer outro caso, um político minimamente responsável, sério e com sentido de Estado, nunca transmitiria uma informação deste tipo aos microfones de uma televisão.

 

 

Pois, mas o pior veio a seguir. Para espanto e choque do país, os serviços do Ministério da Saúde e da ARS do Centro vieram desmentir essa informação. E um “politiqueiro” de Pedrógão, aparentemente sedento de ataque fácil ao Governo, veio dizer que passou esse boato a Passos Coelho sem confirmar. Inacreditável.

 

Portanto, Pedro Passos Coelho, um homem que deveria ser um político experiente, que já foi PM, numa época muito difícil, recebe uma informação gravíssima sobre pessoas que, em sofrimento, se estariam a suicidar, não contando com o necessário e urgente apoio psicológico do Estado, e resolve dizer isso na TV sem confirmar? Acredita em tudo o que lhe dizem? Não percebe a gravidade do que disse? Não tem o menor sentido de Estado, nem de humanidade, para perceber que este tipo de coisas se transmite ao Governo e às autoridades porque não são, nem podem ser, matéria de nenhum tipo de luta político-partidária?

Não tinham os deputados do PSD que acompanhavam PPC, como por exemplo Maurício Marques (deputado por Coimbra) e Teresa Morais (deputada por Leiria), a obrigação de confirmar as informações que são passadas ao líder do seu partido? Que andam a fazer? Nenhum tem a menor dimensão e sentido de Estado para perceber que há assuntos que não podem cair na esfera da luta político-partidária?

Este não é o fim político de Pedro Passos Coelho porque este homem já não existe como protagonista político. É um simples intervalo de muito mau gosto.

 

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A hipocrisia não tem limites!

Para todos aqueles que estão muito ofendidos com as reações das redes sociais a esta catástrofe há muito anunciada pela mediocridade das políticas públicas sobre o ordenamento do território, gestão da floresta e regulação de recursos, pergunto-lhes se o silêncio é de facto a melhor forma de respeitar os mortos? Pergunto-lhes ainda se esse silêncio se relaciona em parte com a colossal ignorância que impera por aí a propósito deste velho problema?

A hipocrisia não tem lugar no meu léxico e por isso escrevo (como já há muito tempo faço) sobre este tumor civilizacional. Com a desertificação do interior, o abandono das terras, a loucura da monocultura do eucalipto e a ausência de limpeza de matas, anunciou-se um futuro muito complicado.

Está agora a abrir-se uma espécie de caixa de Pandora. Tentam atirar-nos areia para os olhos com a justificação dos extraordinários e invulgares fenómenos da natureza porque não têm mais nada para ir buscar. Sabem mesmo do que estão a falar?

A natureza está apenas a reagir em cadeia a um processo muito simples: combustível, comburente, combustão. Qual destes elementos foi assim tão extraordinariamente imprevisível neste cenário de altas temperaturas numa região de enorme exploração de eucaliptal?

Quais foram as políticas públicas para a floresta nos últimos anos? Vá lá… Não é preciso ir muito longe..

 

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«Portugal é “melhor” e “mais bonito” vezes infinito. Agora são os Açores»

Este título é do Público, no caderno Fugas, e encontrei-o há dias, por simples acaso, em versão on-line. Abri-o e li-o com interesse.

Logo no início percebia-se a sua importância. Para o país e para o Douro. Mas como não o encontrara pelas redes sociais, diligenciei partilhá-lo. Com algum custo, é verdade, mas lá consegui fazê-lo com sucesso. Foi para à página da Douro Generation.

Pode crer o leitor que a partilha não se deveu a qualquer tipo de saloismo. Mas se não somos nós a gostar do nosso país, a manifestar gosto pelo que é nosso, o que esperamos? Que sejam outros a fazê-lo? No caso trata-se de uma atividade económica exportadora, tão elogiada nos tempos que correm. E Portugal, dois dos seus destinos turísticos, aparecem na lista dos melhores e mais belos destinos do mundo. O prémio do European Best Destinations (EBD) das melhores paisagens da Europa foi atribuído aos Açores. O Vale do Douro também está na lista, na 11.ª posição. Num conjunto de (Ler Mais…)

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O Sucesso do ON.2 – O Novo Norte

          Há dias, o JN publicou uma nota relativa ao encerramento do Programa “ON.2 – O Novo Norte”, destacando o seu sucesso.

Helena Teixeira da Silva, a autora da peça, realça o montante de investimento, “um envelope financeiro de cerca de 2,7 mil milhões de euros, a criação de quase oito mil empregos, o apoio a 605 novas empresas e mais de 500 projetos empresariais de inovação”.

A cerimónia de encerramento deste Programa, que integrava o QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional), contou com a presença do Ministro do Ambiente Matos Fernandes e decorreu no Terminal de Cruzeiros do porto de Leixões, infraestrutura que pôde beneficiar do apoio financeiro desse programa regional. Carlos Lage foi ali lembrado, com todo o merecimento. Ora, todos aqueles que conhecemos Carlos Lage, sabemos do seu gosto pela leitura e por uma conversa sobre questões de filosofia, de cultura. Até, com graça, nos referíamos a ele como pessoa que andava sempre com um livro debaixo do braço. Julgo que ainda hoje é assim… Mas os resultados de “O Novo Norte”, se não desmerecem de pessoas de cultura, e não, também não deixam de evidenciar as virtualidades de bons gestores. Carlos Lage, enquanto Presidente, é o rosto mais visível de bons membros da Presidência, de bons membros da Unidade de Gestão, de bons serviços da CCDR-N, no Porto, em Vila Real, em Bragança, em Braga. Estes, a dar bom testemunho, aliás, das virtualidades da descentralização. (Ler Mais…)

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Choque, ou murro no estômago?

             Talvez os dois. Mas quando se pretende – será que se quer mesmo? – fazer do Douro um destino turístico, ou sub-destino, como alguns espíritos miudinhos preferem dizer, o se passou na estação do Pinhão e que um empresário da região me narrou há dias não pode acontecer. Não devia acontecer. Porque poder, lá isso pode. Tanto assim é que aconteceu mesmo. E foi por ocasião do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Quando se deve valorizar um Sítio classificado pela UNESCO Património da Humanidade, de todos e já não só dos durienses, custa a ouvir.

Pois, quatro turistas, sei lá, se fossem oito ou dez podia acontecer a mesma coisa, deslocaram-se da unidade em que estavam alojados para a estação do Pinhão e aí tomarem o comboio até ao Pocinho. (Ler Mais…)

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Coimbra2030: urgente mudança de atitude

 

Quais devem ser os conceitos chave do processo de construção de uma cidade/região que privilegie os ideais e seja capaz de identificar, avaliar e materializar boas ideias em benefício de toda a comunidade?

Por outras palavras, que variáveis devemos desenvolver para que a nossa cidade/região seja capaz de se tornar a escolha daqueles que procuram novas ideias e se identificam com essa atitude inconformada?

Nada desta discussão tem a ver com listas de pessoas. Constitui, na verdade, um debate prévio a cada projeto e tem a ver com um tipo de independência que é muito mal compreendida na nossa sociedade: a capacidade de em conjunto, sem objetivos relacionados com a circunstância pessoal de cada um, ser capaz de contribuir para o desenvolvimento de uma ideia global, a médio e longo-prazo, de cidade e região.

A escolha das pessoas deveria ser posterior a tudo isso, isto é, a escolha de pessoas deveria ser uma consequência do debate programático e de estratégia, permitindo que as lideranças se afirmem por isso mesmo, pela capacidade de liderar, e não por estratégias de pequeno grupo.

Na minha opinião, e tendo em conta a cidade em que vivemos, daria prioridade a 5 conceitos, todos eles relacionados com uma urgente mudança de atitude:

1) Inovação: ser capaz de introduzir sistematicamente novas formas de realizar, mais eficientes, mais preocupadas com o ambiente e com as pessoas;

2) Competência, profissionalismo e rigor: privilegiando com clareza a ideia de escolher os melhores e colocar o foco na capacidade de fazer bem as coisas no interesse de toda a comunidade;

3) Desenvolvimento de uma forte identidade local/regional: baseada em valores culturais e históricos que de alguma forma possam ser fatores de união e de um certo bairrismo;

4) Ideia clara de comunidade e de cidadania: é essencial que este conceito seja desenvolvido e considerado prioritário. Dele depende uma atitude inconformada de dedicação à comunidade, mas também da necessária valorização dos esforços que tenham a comunidade e os ganhos coletivos como objetivo essencial;

5) Abertura ao mundo: desenvolvimento de uma cultura que procure novas ideias e novas culturas, procurando incorporá-las, dando-lhes espaço, e permitindo que se desenvolvam.

Estou firmemente convencido, e isso guia a minha ação (por muito incompreensível que possa ter sido em alguns momentos), que a sociedade do futuro deve fomentar uma mudança radical de atitude, rejeitando os interesses de pequenos grupos e a promiscuidade entre o interesse público e o interesse privado, que são duas das principais causas da fraqueza económico-industrial relativa da cidade/região (e do país), transferindo o seu apoio para pessoas e grupos de pessoas com elevada competência técnica, elevados padrões éticos e que estão prontos a assumir responsabilidades a médio e longo prazo para a regeneração do tecido económico-industrial da cidade/região (e do país).

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Política de Cidades e Despovoamento

Por razões diversas, Vila Real proporcionou-nos recentemente alguns momentos de reflexão sobre uma temática tão atual como importante para esta região da qual, por tradição, ou por lembrança do tempo das províncias ela é considerada capital.  Foi o Seminário sobre “Reabilitação Urbana e os Instrumentos de Financiamento” e o Programa da RTP 1 “Prós e Contras” sobre “Despovoamento do Interior”.

Cidades e Interior não são, à partida, antagónicos. Mas podem estar em polos distantes, se nada de diferente se fizer no que respeita às políticas de desenvolvimento. Não basta um bom Programa Nacional de Coesão Territorial. É preciso uma outra atitude do poder central que passe à fase de executar as medidas que nele constam.

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