A política passa, os amigos ficam

É publico que sou amigo do Pedro Santana Lopes, sempre o demonstrei sobretudo nos momentos mais difíceis. Compreendi e respeito a sua decisão de sair do PSD. Confesso que preferira que assim não fosse mas a vida é assim mesmo.

Hoje inicia-se o processo de formação do seu novo partido – Aliança – com a recolha de assinaturas ao longo do País. Não estarei neste seu novo projecto politico. Já lho transmiti com amizade e lealdade.

Há dias um outro amigo, Pedro Duarte, disponibilizou-se para assumir uma candidatura à liderança do PSD.

Há muitos anos lhe dizia que um dia iria ser Presidente do PSD e Primeiro-Ministro. Não digo que estava escrito nas estrelas mas sempre acreditei nisto. Pelas suas qualidades pessoais, profissionais e intelectuais. Mas também porque partilhamos os mesmos princípios, valores e causas. Muito poucas pessoas – talvez duas ou três – me retirariam destes anos sabáticos completamente afastado da vida politica. Uma dessas – poucas pessoas – era o Pedro Duarte. Por isso coerentemente estarei ao lado do meu amigo Pedro Duarte para o ajudar a construir o projecto político que – mais cedo ou mais tarde – irá apresentar aos portugueses.

Ao meu amigo Pedro Santana Lopes desejo-lhe os maiores sucessos – porque merece tudo de bom na vida – estando certo que compreenderá esta minha decisão. Os amigos compreendem e respeitam os amigos.

Termino como comecei. A política passa, os amigos ficam!

Paulo Vieira da Silva

Gestor de Empresas / Licenciado em Ciências Sociais – área de Sociologia
(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

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Por um novo rumo.

A 9 de Dezembro de 2017, a convite do Presidente da CPC do PSD de Castelo de Paiva (aqui na foto comigo e com Pedro Santana Lopes) participei num jantar de Natal de um partido político no qual fui filiado de 1991 a 2017. Foram 26 anos de intensa actividade em que muitas coisas positivas e negativas aconteceram. Entrei pelos meus próprios pés, em Setembro de 1991, através da Secção do Bonfim, na cidade do Porto, cidade onde vivi os primeiros 32 anos da minha vida. Filiei-me sem padrinhos, nem outro tipo de interferências.
Nunca exerci cargos de nomeação política, sempre eleito pelo povo, o que me dá ainda mais liberdade de pensamento.
Como trabalhador mantenho-me até hoje como filiado nos TSD’s, uma organização na qual se pode ser filiado, sem ter de se ser obrigatoriamente filiado no PSD.
Quanto à ligação ao PSD, da mesma forma que procedi em 1991, mas agora usando as novas tecnologias, com um simples email de um parágrafo (5 linhas) desfiliei-me do PSD, a 13.3.2017.
Nos últimos meses tenho assistido a actos semelhantes (desfiliações) de muitos militantes com quem convivi e que representaram o Partido a um nível ainda mais elevado.
Um desses militantes foi Pedro Santana Lopes. Ele não foi um militante qualquer. Ele melhor que ninguém saberá as razões que o levaram a tomar tal atitude.
O que vai fazer daqui para a frente, a ele competirá decidir.
Tenho assistido nos últimos dias a algum aparente nervosismo de alguns militantes sociais democratas.
Vivemos num País livre e democrático. Vivemos num país em que temos de respeitar a liberdade e o pensamento dos outros.
Tal como eu, muitos portugueses não se revêem no pensamento e ação do actual líder do maior partido da oposição.
Sempre aprendi que o futuro a Deus pertence.
Vamos deixar a nau portuguesa andar e que o futuro nos leve a bom porto.
Gosto muito do meu País e é aqui que quero continuar a viver, de uma forma livre e democrática. Pretendo continuar a pensar pela minha própria cabeça, sem os constrangimentos que uma militância partidária assim o exige, e que no na Assembleia da República tem a sua antítese como expoente máximo.

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Rio, Santana, Pedro Duarte e a reconfiguração do centro-direita

Os últimos dias abanaram o espaço político do centro-direita.

O ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes assumiu em definitivo a saída do Partido Social Democrata. Neste momento, estará a escrever a declaração de princípios do novo partido que pretende ter formado até ao final de Setembro.

No mesmo dia, Pedro Duarte, antigo Secretário de Estado e actualmente Director da Microsoft, numa entrevista ao Expresso, afirmou que “o PSD, tão cedo quanto possível, deve mudar de estratégia e de liderança”, reconhecendo a ruptura com Rio e a disponibilidade para assumir a liderança do PSD.

Por sua vez, o actual líder do PSD, Rui Rio, anda há cerca de 15 dias desaparecido em combate. Este sepulcral silêncio estende-se aos “ministros-sombra” e aos seus porta-vozes – mais de cinquenta –, que nada dizem sobre o estado do País. É relevante que último facto político digno de nota tenha sido a apresentação do novo cartão de militante. Isto diz muito da agenda política do líder do partido, quando nos últimos dias esteve activo um grave incêndio em Monchique, que causou prejuízos materiais avultados com um forte impacto na economia municipal. Do líder do PSD, dos seus “ministros-sombra” e dos porta-vozes nem uma palavra com a excepção de uma breve declaração do vice-presidente, David Justino. Talvez todos estejam de férias num daqueles cruzeiros para seniores – com dificuldades de comunicação – em pleno mar do Caribe.

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O desespero do Bloco de Esquerda

Os casos que envolvem Catarina Martins e Ricardo Robles aparentemente não configuram quaisquer crimes. Ninguém coloca em causa que possam fazer investimentos, terem negócios no âmbito do alojamento local, procurarem o lucro, ganharem dinheiro ou recorrerem a fundos comunitários.

Tudo isto é lícito. É a economia e o mercado a funcionarem.

O problema está na cara não bater com a careta. O problema está na hipocrisia. O problema é a incoerência. O problema está na tão apregoada superioridade moral. O problema está no discurso do BE ser um e a prática de alguns dos seus principais dirigentes ser o seu contrário.

Nos últimos dias percebemos que o Bloco de Esquerda está a fazer tudo para desviar o assunto do essencial mas o povo não é estúpido.

O problema é que o BE está a ver o chão a fugir-lhe dos pés e, azar dos azares, logo quando estavam prestes a atingir os seus objectivos – chegarem ao Poder.

Como dizia Abraham Lincoln “pode-se enganar todos por algum tempo, pode-se enganar alguns por todo o tempo, mas não se pode enganar todos todo o tempo”.

Paulo Vieira da Silva

Gestor de Empresas / Licenciado em Ciências Sociais – área de Sociologia
(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

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Autarquias que viraram “Comissões de Festas”

A criação do Poder Local teve como objectivo garantir uma  maior eficácia na resolução dos problemas das populações porém, nos últimos anos, muitas autarquias tornaram-se “Comissões de Festas”.   Uma parte significativa do seu orçamento vai para a organização de festanças, festas e festinhas avulsas sem objectivos estratégicos para o desenvolvimento integrado e sustentado dos municípios.

Hoje, lamento dizê-lo, mas os cidadãos tornaram-se muito pouco exigentes com os seus autarcas satisfazendo-se com pouco mais que “pão e circo”. As pessoas necessitam de se divertirem – completamente de acordo –  mas precisam sobretudo que as autarquias resolvam os seus principais problemas.

Mas vamos ao caso em concreto da minha terra, o Marco de Canaveses.

Nos últimos anos fui um crítico da gestão autárquica de Manuel Moreira não partilhando daquelas que foram as suas prioridades que tiveram como consequência a paralisação do desenvolvimento do Concelho.

Nas últimas horas li nas redes sociais elogios ao primeiro dia das Festas do Concelho. Agora pergunto quanto vão custar estes cinco dias de festança? Não sei mas estou convicto que ajudariam na resolução de alguns problemas que afectam o quotidiano das pessoas.

Por exemplo: como está a resolução do problema da água e saneamento que se arrasta há longos anos? Em que fase está a implementação do programa Marco Investe que prometia atracção de investimento para o concelho, fixação dos jovens na sua terra e criação de emprego? Quando vamos ter a prometida e tão ansiada substituição do pavimento das ruas do centro da cidade?

A função de uma autarquia é muito mais que organização de eventos. Nunca percebia porque Manuel Moreira gastava tanto dinheiro em festas e festinhas, tal como não entendo porque este novo executivo socialista vai no mesmo caminho. Moreira subia para o palco para discursar nestes momentos para sua promoção pessoal política. Não concordava. Parece que a nova autarca está a cometer a tentação de lhe seguir as pisadas. Parece que a diferença reside no facto dos discursos agora serem mais curtos.

Infelizmente este não é apenas um problema do Marco de Canaveses.

Paulo Vieira da Silva
Gestor de Empresas / Licenciado em Ciências Sociais – área de Sociologia
(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

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Em nome de um novo PSD do Porto apoio Rui Nunes

No próximo dia 30 de Junho a Distrital do PSD do Porto vai a votos. Apresentam-se três candidatos a sufrágio: Alberto Machado, Alberto Santos e Rui Nunes.

Nada tenho contra Aberto Machado e Alberto Santos, até pelo contrário, conheço-os há muitos anos, ambos são homens honestos e excelentes autarcas, porém penso, nomeadamente pelos apoios que reúnem, não têm as condições políticas para fazerem a ruptura com o passado que o actual momento exige.

Um passado em que paulatinamente, nos últimos anos, o PSD foi perdendo a influência política no Distrito.

Um passado que levou o PSD a uma derrota histórica nas últimas Autárquicas. No Distrito perdeu as Câmaras de Felgueiras, Paredes e Marco de Canaveses para o PS, liderando agora apenas cinco autarquias num total de dezoito Municípios sendo que na cidade do Porto teve uma derrota humilhante tendo conseguido somente 10,39% dos votos e elegendo apenas um vereador.

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Uso abusivo de dados pessoais constantes de uma base de dados obsoleta na titularidade do Banco de Portugal, migrada com o silo da Autoridade Tributária

E se dessem conta de que “alguém” tinha alterado o IBAN associado ao vosso NIF no portal das finanças?
Uma alteração, aparentemente, “inexplicável“, mas com um registo de «IBAN confirmado» na Vossa página pessoal da Autoridade Tributária?

«Confirmado»?

Por quem?

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O 25 de Abril de 1974

Nesse dia de Abril de 1974 levantei- me como de costume, tomei o meu banho, vesti-me, tomei o pequeno almoço, e, pelas 8,00 horas saí da minha casa em Leça da Palmeira, entrei no meu Fiat 128 e arranquei para Gondomar a caminho da então agência do Crédito Predial Português onde era subgerente.

Nada de anormal observei até que, já em plena Circunvalação, liguei o rádio e fui surpreendido por uma música fora do normal… logo ouvi um comunicado das forças armadas a informar sobre o golpe de estado que estava em curso.

Senti um misto de alegria e esperança mas, ao mesmo tempo, de receio e dúvida pois não conhecia a tendência politica dos militares que estavam em campo.

Cheguei ao Banco e já lá estavam quase todos os colegas e eles, como eu, surpreendidos e sedentos de notícias mais sólidas.

Abrimos o Banco como normalmente o fazíamos mas poucos minutos passados recebemos um telefonema da Sede em Lisboa a mandar fechar a Agência e regressarmos a nossas casas até que os noticiários da TV informassem o que deveríamos fazer no dia seguinte.

Soubemos aí que o General Spinola estava por trás do Golpe e isso sossegou-me. Não era de extrema direita.

Regressei a Leça, a minha mulher também já estava em casa pois as aulas tinham sido suspensas e a minha filha também já tinha vindo da escola.

Passamos o resto do dia juntos à TV e à rádio trocando impressões com amigos que iam aparecendo ou mesmo pelo telefone.

Ouvimos Zeca Afonso, iamos aumentando a nossa alegria quando nos fomos apercebendo de que era um golpe a favor da democracia e da liberdade.

Um dia inesquecível…

Ao fim de 31 anos ia, finalmente, ser livre …

A minha homenagem aos militares de Abril…

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