Rio, Santana, Pedro Duarte e a reconfiguração do centro-direita

Os últimos dias abanaram o espaço político do centro-direita.

O ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes assumiu em definitivo a saída do Partido Social Democrata. Neste momento, estará a escrever a declaração de princípios do novo partido que pretende ter formado até ao final de Setembro.

No mesmo dia, Pedro Duarte, antigo Secretário de Estado e actualmente Director da Microsoft, numa entrevista ao Expresso, afirmou que “o PSD, tão cedo quanto possível, deve mudar de estratégia e de liderança”, reconhecendo a ruptura com Rio e a disponibilidade para assumir a liderança do PSD.

Por sua vez, o actual líder do PSD, Rui Rio, anda há cerca de 15 dias desaparecido em combate. Este sepulcral silêncio estende-se aos “ministros-sombra” e aos seus porta-vozes – mais de cinquenta –, que nada dizem sobre o estado do País. É relevante que último facto político digno de nota tenha sido a apresentação do novo cartão de militante. Isto diz muito da agenda política do líder do partido, quando nos últimos dias esteve activo um grave incêndio em Monchique, que causou prejuízos materiais avultados com um forte impacto na economia municipal. Do líder do PSD, dos seus “ministros-sombra” e dos porta-vozes nem uma palavra com a excepção de uma breve declaração do vice-presidente, David Justino. Talvez todos estejam de férias num daqueles cruzeiros para seniores – com dificuldades de comunicação – em pleno mar do Caribe.

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O desespero do Bloco de Esquerda

Os casos que envolvem Catarina Martins e Ricardo Robles aparentemente não configuram quaisquer crimes. Ninguém coloca em causa que possam fazer investimentos, terem negócios no âmbito do alojamento local, procurarem o lucro, ganharem dinheiro ou recorrerem a fundos comunitários.

Tudo isto é lícito. É a economia e o mercado a funcionarem.

O problema está na cara não bater com a careta. O problema está na hipocrisia. O problema é a incoerência. O problema está na tão apregoada superioridade moral. O problema está no discurso do BE ser um e a prática de alguns dos seus principais dirigentes ser o seu contrário.

Nos últimos dias percebemos que o Bloco de Esquerda está a fazer tudo para desviar o assunto do essencial mas o povo não é estúpido.

O problema é que o BE está a ver o chão a fugir-lhe dos pés e, azar dos azares, logo quando estavam prestes a atingir os seus objectivos – chegarem ao Poder.

Como dizia Abraham Lincoln “pode-se enganar todos por algum tempo, pode-se enganar alguns por todo o tempo, mas não se pode enganar todos todo o tempo”.

Paulo Vieira da Silva

Gestor de Empresas / Licenciado em Ciências Sociais – área de Sociologia
(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

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Autarquias que viraram “Comissões de Festas”

A criação do Poder Local teve como objectivo garantir uma  maior eficácia na resolução dos problemas das populações porém, nos últimos anos, muitas autarquias tornaram-se “Comissões de Festas”.   Uma parte significativa do seu orçamento vai para a organização de festanças, festas e festinhas avulsas sem objectivos estratégicos para o desenvolvimento integrado e sustentado dos municípios.

Hoje, lamento dizê-lo, mas os cidadãos tornaram-se muito pouco exigentes com os seus autarcas satisfazendo-se com pouco mais que “pão e circo”. As pessoas necessitam de se divertirem – completamente de acordo –  mas precisam sobretudo que as autarquias resolvam os seus principais problemas.

Mas vamos ao caso em concreto da minha terra, o Marco de Canaveses.

Nos últimos anos fui um crítico da gestão autárquica de Manuel Moreira não partilhando daquelas que foram as suas prioridades que tiveram como consequência a paralisação do desenvolvimento do Concelho.

Nas últimas horas li nas redes sociais elogios ao primeiro dia das Festas do Concelho. Agora pergunto quanto vão custar estes cinco dias de festança? Não sei mas estou convicto que ajudariam na resolução de alguns problemas que afectam o quotidiano das pessoas.

Por exemplo: como está a resolução do problema da água e saneamento que se arrasta há longos anos? Em que fase está a implementação do programa Marco Investe que prometia atracção de investimento para o concelho, fixação dos jovens na sua terra e criação de emprego? Quando vamos ter a prometida e tão ansiada substituição do pavimento das ruas do centro da cidade?

A função de uma autarquia é muito mais que organização de eventos. Nunca percebia porque Manuel Moreira gastava tanto dinheiro em festas e festinhas, tal como não entendo porque este novo executivo socialista vai no mesmo caminho. Moreira subia para o palco para discursar nestes momentos para sua promoção pessoal política. Não concordava. Parece que a nova autarca está a cometer a tentação de lhe seguir as pisadas. Parece que a diferença reside no facto dos discursos agora serem mais curtos.

Infelizmente este não é apenas um problema do Marco de Canaveses.

Paulo Vieira da Silva
Gestor de Empresas / Licenciado em Ciências Sociais – área de Sociologia
(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

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Em nome de um novo PSD do Porto apoio Rui Nunes

No próximo dia 30 de Junho a Distrital do PSD do Porto vai a votos. Apresentam-se três candidatos a sufrágio: Alberto Machado, Alberto Santos e Rui Nunes.

Nada tenho contra Aberto Machado e Alberto Santos, até pelo contrário, conheço-os há muitos anos, ambos são homens honestos e excelentes autarcas, porém penso, nomeadamente pelos apoios que reúnem, não têm as condições políticas para fazerem a ruptura com o passado que o actual momento exige.

Um passado em que paulatinamente, nos últimos anos, o PSD foi perdendo a influência política no Distrito.

Um passado que levou o PSD a uma derrota histórica nas últimas Autárquicas. No Distrito perdeu as Câmaras de Felgueiras, Paredes e Marco de Canaveses para o PS, liderando agora apenas cinco autarquias num total de dezoito Municípios sendo que na cidade do Porto teve uma derrota humilhante tendo conseguido somente 10,39% dos votos e elegendo apenas um vereador.

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Uso abusivo de dados pessoais constantes de uma base de dados obsoleta na titularidade do Banco de Portugal, migrada com o silo da Autoridade Tributária

E se dessem conta de que “alguém” tinha alterado o IBAN associado ao vosso NIF no portal das finanças?
Uma alteração, aparentemente, “inexplicável“, mas com um registo de «IBAN confirmado» na Vossa página pessoal da Autoridade Tributária?

«Confirmado»?

Por quem?

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O 25 de Abril de 1974

Nesse dia de Abril de 1974 levantei- me como de costume, tomei o meu banho, vesti-me, tomei o pequeno almoço, e, pelas 8,00 horas saí da minha casa em Leça da Palmeira, entrei no meu Fiat 128 e arranquei para Gondomar a caminho da então agência do Crédito Predial Português onde era subgerente.

Nada de anormal observei até que, já em plena Circunvalação, liguei o rádio e fui surpreendido por uma música fora do normal… logo ouvi um comunicado das forças armadas a informar sobre o golpe de estado que estava em curso.

Senti um misto de alegria e esperança mas, ao mesmo tempo, de receio e dúvida pois não conhecia a tendência politica dos militares que estavam em campo.

Cheguei ao Banco e já lá estavam quase todos os colegas e eles, como eu, surpreendidos e sedentos de notícias mais sólidas.

Abrimos o Banco como normalmente o fazíamos mas poucos minutos passados recebemos um telefonema da Sede em Lisboa a mandar fechar a Agência e regressarmos a nossas casas até que os noticiários da TV informassem o que deveríamos fazer no dia seguinte.

Soubemos aí que o General Spinola estava por trás do Golpe e isso sossegou-me. Não era de extrema direita.

Regressei a Leça, a minha mulher também já estava em casa pois as aulas tinham sido suspensas e a minha filha também já tinha vindo da escola.

Passamos o resto do dia juntos à TV e à rádio trocando impressões com amigos que iam aparecendo ou mesmo pelo telefone.

Ouvimos Zeca Afonso, iamos aumentando a nossa alegria quando nos fomos apercebendo de que era um golpe a favor da democracia e da liberdade.

Um dia inesquecível…

Ao fim de 31 anos ia, finalmente, ser livre …

A minha homenagem aos militares de Abril…

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REQUERIMENTO TIPO PARA UTILIZAÇÃO DO NOVO AUDI A8 DA CÂMARA DE COIMBRA

Ex.mo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Dr. Manuel Machado,

_____________________ ( nome do requerente), eleitor nº ___ da freguesia de _____________ , concelho de Coimbra, vem expor e requerer a V. Exa. o seguinte:

1. Tive conhecimento através da internet que V. Exa. iria passar a dispor de um Audi A8;

2. E percebi que não se tratava de um acto de vaidade pessoal, mas uma forma de melhorar a imagem do município, pois que a viatura estará ao serviço do município e não exclusivamente do seu presidente;

3. Reflectindo sobre o assunto, lembrei-me de que o Audi do município poderá resolver-me um problema logístico que tenho em mãos;

4. No próximo dia 5 de Maio, é o casamento da minha prima Júlia (jovem médica) com o Raul (jovem engenheiro);

5. Pediu-me a minha prima que a transportasse à Igreja, ao que eu anuí;

6. Lembrei-me, depois, que o meu carro só tem duas portas o que, convenhamos, não é muito operacional para o efeito, sobretudo para entradas e saídas da noiva, já que o vestido poderá ficar agarrado e eventualmente rasgar-se;

7. Foi desta forma que me lembrei que, sendo munícipe de Coimbra, e estando o Audi ao serviço do município, seria um acto da maior justiça que eu pudesse transportar minha prima ao casamento no Audi A8;

8. Informo que entregarei o veículo devidamente lavado e com o combustível reposto;

9. Dispenso o motorista.

Face ao exposto, requeiro a V. Exa. se digne emprestar o Audi 8 para utilização deste modesto munícipe no próximo dia 5 de Maio, entre as 8h00 e as 24h00.

Coimbra, 17 de Abril de 2018

Pede deferimento,

Assinatura do Requerente
(conforme documento de identificação)

Notas:
1)Este requerimento pode ser modificado em função da necessidade de cada Munícipe mas apenas para os eleitores registados no concelho de Coimbra.

2)Este requerimento foi inspirado num efectuado em 2006 pelo meu falecido amigo, Joaquim Manuel Coutinho Ribeiro, dirigido ao presidente da Câmara Municipal do Marco de Canaveses.

Paulo Vieira da Silva

(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

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ADMINISTRAÇÃO CENTRAL vs ADMINISTRAÇÃO LOCAL, Dois pesos, Duas medidas

Em 2008 escrevi como Presidente da Câmara, uma CARTA ABERTA ao Primeiro Ministro, José Sócrates, uma carta perfeitamente actual e que o JN relatou na época relatou assim:

“O presidente da Câmara de Castelo de Paiva, Paulo Teixeira, escreveu uma Carta Aberta ao Primeiro-ministro reclamando o pagamento, por parte do Estado, de terrenos adquiridos pela autarquia e colocados à disposição do Governo. O autarca dá como exemplo as soluções encontradas pelo actual Governo para a Câmara de Lisboa – adquiriu por perto de 14 milhões de euros, ao Município de Lisboa, um terreno para construção, na zona Oriental, do Hospital de Todos os Santos. O autarca paivense exige igual procedimento em relação ao município que lidera.

Paulo Teixeira alega que o valor dos terrenos comprados pela autarquia paivense para as duas Escolas EB 2/3, Quartel da GNR, Escola Secundária e Tribunal Judicial ultrapassaram 2,5 milhões de euros. E lembra que o Governo e o Tribunal de Contas obrigaram o município, nas obras de remodelação e ampliação do edifício dos Paços do Concelho, na biblioteca municipal e na Rua Prof. Egas Moniz, “alterando regras de jogo estabelecidas e protocoladas”. Recorda ainda que na altura da remodelação do edifício camarário, era Manuela Ferreira Leite ministra das Finanças, a autarquia não pôde recorrer ao crédito.

Recentemente, a Câmara pagou 1,1 milhões de euros por uma parcela para que o Ministério da Educação construísse a Escola EB 2/3 do Couto Mineiro, entregando gratuitamente o terreno ao Governo. Isto implicou a penhora parcial (100.000 euros/mês) do FEF da Câmara desde Dezembro de 2007 até Julho de 2008. “

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