Novos Partidos

Hoje, no Diário de Notícias,  o Nuno Garoupa escreve um artigo que aborda a questão da formação de novos partidos políticos em Portugal.

O futuro do nosso País preocupa-me muito, por isso, este é um tema que eu, o Nuno Garoupa e mais alguns amigos falamos de quando em vez.

Confesso que há dias que partilho da opinião do Nuno, mas confesso que tenho ocasiões – e os meus amigos sabem disso – quando um tipo de nome André Ventura é colocado na posição de referencial que divide o PSD sobre questões xenófobas ou uma (Á)gata qualquer – que me desculpem os fãs – aparece como candidata a uma Câmara Municipal pelo partido da D. Conceição Cristas, entendo que temos o dever cívico de colocar um travão a este caminho trumptista muito estreito e simultaneamente perigoso que PSD e CDS parecem querer começar a trilhar.

Ainda ontem uma pessoa muito importante na minha vida me dizia que achava que eu voltaria à vida política. Eu disse-lhe que não. E hoje continuo a pensar exactamente o mesmo.

Porém há momentos que sinto que pior que não conseguir formar um novo partido, que preencha o espaço do centro político moderado,  com sucesso é nunca ter tentado.

E este é o dilema que vivo, e que sinto que os meus amigos também sentem, em nome exclusivamente de um Portugal melhor para os nossos filhos e para as futuras gerações.

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Marco de Canaveses: Cristina Vieira pode conquistar Câmara para o PS

Hoje o Semanário EXPRESSO dá conta que o Marco de Canaveses poderá ser um dos 47 Municípios a mudar de mãos nas próximas Eleições Autárquicas.

Desde a primeira hora foi notória a aposta do actual Primeiro-Ministro e Secretário-Geral, António Costa, em ganhar a Câmara Municipal do Marco de Canaveses pela primeira vez para o Partido Socialista.

Por isso Antonio Costa marcou presença na apresentação da candidataura de Cristina Vieira numa iniciativa, marcada pelo entusiasmo, que juntou mais de 1500 pessoas no Parque Fluvial do Tâmega.

A candidata do Partido Socialista é vista como uma humanista, que tem pautado a sua campanha pela elevação, privilegiando o contacto com a população, tendo apresentado propostas concretas para a resolução dos reais problemas dos marcoenses.

Hoje a notícia do EXPRESSO deixa indicaçoes que Cristina Vieira poderá vir a conquistar pela primeira vez a Câmara Municipal do Marco de Canaveses para o Partido Socialista que já foi governada, no passado, pelo CDS, e pelo PSD, que passará assim também a ser  presidida pela primeira vez por uma mulher.

A vitória de Cristina Vieira será um rude golpe para o PSD no panorama político do Distrito do Porto.

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Marco de Canaveses: Património do Hebetismo

A polémica requalificação de parte do centro cidade do Marco de Canaveses que incluiu a repavimentação tipo “medieval” das suas ruas – executado pelo executivo do PSD liderado por Manuel Moreira há cerca de meia dúzia de anos e que custou vários milhões de euros – obriga a que agora seja necessário cobri-lo com saibro aquando da passagem da Volta a Portugal em Bicicleta.

Este trabalho está a ser efectuado, desde ontem, prejudicando o normal funcionamento da cidade, nomeadamente com elevados prejuízos para o comércio local, de forma a que ciclistas e todo o staff da maior prova velocipédica portuguesa passem amanhã – num abrir e fechar de olhos – no centro do Marco de Canaveses.

Parece-me que os Marcoenses, em geral, e os comerciantes, em particular, merecem mais respeito, bem como o dinheiro proveniente do pagamento dos seus impostos.

Uma pergunta simples: quanto custa aos marcoenses a passagem da “Volta” e esta operação de “preservação” deste Património do Hebetismo que nos foi legado por algumas – felizmente – muito poucas pessoas?

Em nome de um futuro melhor para o Marco espero que estas mesmas pessoas a muito breve prazo tenham a resposta adequada dos Marcoenses de forma a que parem de fazer mal à minha terra.

Adenda às 21h00: Os comerciantes marcoenses afixaram nas suas lojas estes cartazes manifestando que nunca sentiram o Marco tão mal tratado.

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Polícia de Costumes

Anda por aí uma “policia de costumes”.

A fazer lembrar os “Guardas da Revolução” do Aiatolá Khomeini e todos os excessos por eles cometidos na defesa ultra dogmática do que entendiam ser a Fé.

Por cá, felizmente, a violência da “polícia de costumes” exerce-se apenas pelos escritos ou pelas declarações à comunicação social e não atinge os requisitos de violência física que caracterizaram tristemente os seus antecessores iranianos.

Por cá essa “polícia de costumes” anda particularmente atenta a quem ouse ser politicamente incorrecto e tenha o atrevimento de se pronunciar de forma critica sobre essencialmente três assuntos:

Determinadas orientações sexuais, minorias étnicas e algumas religiões minoritárias no nosso país.

Aí os “polícias” e as “polícias” arrepelam os cabelos, rasgam as vestes e arremetem sobre os impíos com uma violência e um sectarismo que deixam transparecer uma quase vontade de restaurarem uma “Santa “Inquisição” para não dizer pior.

Esta semana não lhes faltou “trabalho”.

Primeiro com a entrevista de Gentil Martins ao Expresso e depois com as declarações de André Ventura sobre a raça cigana.

Na imprensa, nas redes sociais, onde quer que fosse os “polícias de costumes” até espumavam de pura raiva contra as declarações de um e de outro ignorando (os fundamentalistas e os defensores de totalitarismos esquecem sempre esse “detalhe”) que vivemos numa democracia e que as pessoas tem direito à sua opinião.

Posso não estar de acordo com tudo que Gentil Martins disse, e nalguns casos na forma como o disse, mas estou de acordo com muitas outras e acho ,acima de tudo, que ele tem o direito de ter aquelas opiniões e de as exprimir em liberdade.

O “caso” de André Ventura é ligeiramente diferente.

Porque o que ele disse, concordando-se ou discordando-se, não é nenhuma heresia e todos sabemos e conhecemos imensos casos demonstrativos disso.

Mas André Ventura é candidato do PSD a Loures.

E por isso o “spin” do governo e do PS, ajudado pela idiotice útil (ao PS) de alguns membros da oposição, quer fazer do caso um enorme escândalo que desvie as atenções de Pedrogão, de Tancos, do Siresp, dos empregos para a família no governo socialista, da fuga para férias do primeiro-ministro a meio de uma tragédia nacional, dos secretários de estado a contas com a Justiça que se demitiram um ano depois, das criticas da segunda figura do Estado (triste Estado que o tem como segunda figura mas isso é outra conversa) à Justiça entre muitas outras coisas.

E a “polícia de costumes, no seu fervor sectário, desmiolado e próprio de ditaduras onde a liberdade de opinião é palavra vã mais não faz, neste caso, do que prestar um enorme frete ao governo.

É o preço da sua intolerância…

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Naturalmente corrupto

A naturalização do fenómeno da corrupção é um dos processos da pós-modernidade transoceânico que deixaria de cabelos arrepiados Nicolau Maquiavel . Foi decretado lícito ao político ser e viver de forma corrupta , em uma das inversões de valores presentes a civilização da pós modernidade. O bem privado coletivo transformado em forma de enriquecimento lícito, e o ilícito maleável dentro de uma conveniência. Observando os dois últimos pleitos regionais deparei com um cenário interessante: rara pessoa digna, com ideologia partia para o rumo da política. Vi vários casos de desempregados, agiotas, de trapaceiros, de caloteiros conhecidos mais que de repente aparecerem dentro do horário da propaganda eleitoral prometendo o mesmo de sempre que iriam trabalhar pela família cristã, pelo combate da violência, por mais emprego pela educação e melhoria da qualidade de vida.

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COIMBRA VAI GANHAR

Coimbra atravessa um tempo decisivo na perspetiva de, através das próximas autárquicas, serem dados os passos necessários para sair do marasmo e da letargia reinantes.

O apoio do Professor Norberto Pires à candidatura “mais Coimbra” e os pressupostos que o sustentam constituem esse ponto de viragem decisivo. (Ler Mais…)

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“Todas as palavras esdrúxulas são naturalmente ridículas”

Tão ridículas quão desprovidas de bom senso. E o que temos visto e ouvido por estes dias, são piores do que “as cartas de amor” a que se refere Álvaro de Campos.

Na verdade, as palavras esdrúxulas que políticos e não políticos (hoje, está na moda, ser comentador… de tudo e de nada), vão proferindo, por isto e por aquilo, são verdadeiramente ridículas, porque exageram no acento que colocam em questões, por vezes, bem pertinentes. Mas perdem a acuidade e a razão pelo acento esdrúxulo com que delas falam. Como em tudo, quando se empertigam para colocar o acento tornam-se no que o poeta classifica. Ridículas, pois claro!

Militares que ameaçaram depor armas! Mas que nome se dá, na guerra, a isso? Conheço um Regimento de Infantaria em que o lema é “Nem um passo à retaguarda”. Mas aqueles outros, não só dão passos à retaguarda como depõem as armas. Depois, claro, sugere-se a demissão do Ministro da Defesa. Os políticos é que são culpados. Mas com oficiais assim, que até deixam roubar armas, que farão os soldados? Pelo sim, pelo não, talvez, depor os ditos. (Ler Mais…)

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Carta Aberta ao Dr. Pedro Passos Coelho

Carta aberta ao Dr. Pedro Passos Coelho

As autárquicas são uma fonte inestimável e inesgotável não só de parasitas como de gente que dá o que tem e não tem para obter o seu “lugar ao Sol”. Salvem-se aqueles que entram nesta corrida pelo serviço público e pelo que ele representa.
Já em tempos tinha ouvido rumores, como qualquer militante ou simpatizante atento, das possíveis movimentações de Rui Rio para a liderança do PPD/PSD. Na altura e seguindo palavras do próprio e sabendo de alguns “notáveis” que o secundavam, achei que foi uma asneira pegada e um aproveitamento da imagem e credibilidade que ele tinha granjeado enquanto Presidente da CMP – cargo aliás que desempenhou com o maior rigor e competência.
Pois qual não foi o meu espanto quando tive acesso às fotografias do “evento” em Lisboa. Um jantar que mais não serviu para juntar todos aqueles que querem o fim de Passos Coelho e que não olham a meios para atingir esse fim. Tudo quanto são Barrosistas e Cavaquistas estavam presentes naquela sala, esses e todos aqueles e aquelas que querem aparecer e iniciar-se no carreirismo seguidista.
Mais uma vez me sinto envergonhada com este PSD que não é o meu PPD, o de Sá Carneiro, o de Santana Lopes e o de Passos Coelho.
As perguntas que me assolam são: o que fazia António Capucho naquele jantar se já não é militante do Partido? O que querem provar os barões e baronesas presentes naquela sala? O ódio a Passos tem uma razão de ser e penso eu que seja do conhecimento de todos, prende-se tão-somente com o facto de ele os ter tentado unir debaixo da sua liderança mas sem lhes dar a visibilidade a que estavam acostumados e tendo inclusive tentado cortar-lhes algumas das regalias de que auferem. O facto de não ser lobbista ou de esquemas também o colocou na lista negra destas pessoas.
Eu sempre disse que Rio não ganharia o Partido a menos que ganhasse Lisboa e pelo visto não fui a única a pensar assim visto que esta acção tem apenas esse intuito. Apostando no facto de Rio ter um percurso profissional na mesma área de Passos e ter supostamente as mesmas características de rigor seria para muitos, como um dia foi para mim, a aposta clara na sucessão a Passos Coelho. Tinha apenas um senão, era do Porto e supostamente não cedia a lobbies daí que fosse impossível que ganhasse Lisboa e por consequência, o Partido.
Tenho que admitir que me enganei, não na leitura que fiz da situação mas na capacidade pidesca de actuar deste PSD. E devo dizer que entendo perfeitamente porque muitos militantes e simpatizantes não se identificam com ele da mesma forma que muitos continuam “de pedra e cal” ao lado de Passos Coelho.
Mais uma vez sou obrigada a repetir-me: Dr. Pedro Passos Coelho, quer paz? Quer que deixem de o minar? Limpe o Partido, se faz favor. Os nomes e as caras são conhecidos de todos, há provas indesmentíveis da falta de lealdade político-partidária e das intenções com que determinados grupos dentro do Partido fazem as coisas. Há demasiadas demonstrações de ataques morais e intencionais aos Estatutos do Partido e eles foram escritos para serem respeitados.
Caro Dr. Pedro Passos Coelho, um dia a mais de Partido mal frequentado, até por aqueles que lhe dão pancadinhas nas costas e o defendem nas redes é um dia a menos de ar irrespirável para quem é verdadeiramente social-democrata e acredita em si, no seu mérito e no seu trabalho. É um dia a menos de paciência para aqueles que o querem ver ocupar o seu lugar no Hemiciclo, o lugar que conquistou nas urnas.
O facto de acreditar que poderia unir o Partido fê-lo cometer erros, fê-lo apostar em quem não devia por considerar que as pessoas estavam do seu lado e fê-lo perder pontos preciosos junto da opinião pública.
Querendo, o Senhor vai muito a tempo de fazer “damage control” e recolocar o Partido nos eixos trazendo-o de volta à sua génese reformista, liberal e social-democrata. A cada dia que passa tenho a certeza que o Senhor tem mais consciência de quanto o tempo é precioso e por isso lhe peço pressa. Ignorar não resolve o problema e só o enfraquece. Assim que o Senhor fizer o que tem que ser feito pode estar certo que bem alto se vai ouvir “ Passos vai em frente, tens aqui a tua gente”.
Estamos cansados destes lobbies e destas lutas de Poder internas. Estamos cansados de ver sempre as mesmas caras a forçar situações para que tudo se mantenha na mesma para benefício dos próprios. Estamos fartos e cansados deste momento social-comunista que atravessamos. Não é difícil fazê-lo Dr. Pedro Passos Coelho e neste momento, politicamente, o Senhor já pouco tem a perder mas se fizer as coisas certas, muito terá a ganhar com toda a certeza.
O PPD/PSD é plural mas isso não significa que se deixe espezinhar por estes actos, significa sim que aceita diferentes visões e contributos que tenham o bem de Portugal como fim último e nenhuma das pessoas presentes neste convívio me demonstra que esse seja o caso.
Eu pago quotas, participo quando me pedem a troco de mais nada que seja ajudar o meu Partido para através dele ajudar o País por isso lhe peço enquanto meu Presidente que não deixe que brinquem com o meu tempo, com o meu dinheiro e com a minha ideologia.

Ao dispor.

Saudações sociais-democratas
Luisa Vaz (militante nº 69338)

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