SER POLÍTICO …..

O Professor Cavaco dizia que não lia jornais. Será que via televisão? Também nunca cheguei a saber.
Sempre discordei deste pensamento e atitude, pois quando estamos em funções públicas e concretamente políticas deveremos acompanhar a imprensa nacional, regional e concelhia, ou então termos alguém que nos informe e depois, por exemplo nas televisões fazemos um “andar para trás” na TV e vemos o que não vimos.
Se queremos ser híbridos ou andarmos com pezinhos de lã e tibiezas o melhor é não sairnos de casa.
Felizmente temos pessoas, alguns que nunca foram politicos ou militantes partidários, com coragem que utlizam os meios que têm há disposição, como as redes sociais, e dizem em voz alta aquilo que o Povo fala em surdina, muitas vezes também com medo de ser acorrentado pelo poder.
Infelizmente em.muitas terras deste PAÍS, apesar de celebrarmos 45 anos de Abril de 1974, ainda temos muitos “PIDES” por aí a circular.
Hoje o Povo quando não se revê em quem está no Poder, e muitas vezes sem ter quem os represente na Oposição, utiliza as Redes Sociais ou os artigos de opinião na imprensa escrita e falada, para chamar os “bois pelos nomes”.
Dinâmica e Coragem precisa-se neste Portugal de Abril.
Temos de voltar acreditar.

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SER OPOSIÇÃO

A Lei nº24/98 , publicada no Diário da República n.º 121/1998, Série I-A de 26 de Maio de 1998, diz-nos que “é assegurado às minorias o direito de constituir e exercer uma oposição democrática ao Governo e aos órgãos executivos das Regiões Autónomas e das Autarquias Locais de natureza representativa, nos termos da Constituição e da lei”.

  1. Mas, todos sabemos que em democracia, o papel da oposição é claro, e é a esta a quem cabe fiscalizar a administração, os actos dos nossos governantes,, ser a caixa do correio das propostas e insatisfações populares e, de certa forma, ajudar o governo (nacional ou local) a administrar melhor, criticando, apontando equívocos e incongruências, destacando as consequências de desacertos e denunciando erros e omissões.

Uma Oposição competente contribui para se alcançar o objetivo da ação política. Além disso, deve estar centrada sempre na construção de propostas e apresentar caminhos diferentes dos actuais para garantir maior eficiência do órgão ou órgãos dos quais não é poder e possibilitar o constante crescimento desse mesmo órgão ou orgãos.

Fazer Oposição por fazer Oposição, sem linha de rumo e sem nenhuma coerência, não é correcto. Tem de haver pois uma estratégia. E a estratégia tem de ser colectiva, não é um ser o comandante do navio, e outro(s) quererem a sua promoção pessoal, deixando muitas vezes o comandante sozinho na proa.

Nas Autarquias, nem sempre por vezes conseguimos encontrar no Poder, quem esteve anteriormente na oposição, mas algumas vezes isso acontece. Todavia, muitas vezes alguns chegam ao Poder, e esquecem-se o que diziam e faziam quando estavam na Oposição. É mais fácil estar na Oposição, do que no Poder.

Eu comecei a minha actividade política na Oposição, depois fui Poder, e voltei a estar na Oposição, conheci por isso ambos os ambientes e aprendi que estar ao lado da governação autárquica quando tinha de estar, e contestar quando o devia, e por isso ser Oposição não é somente ser contra, mas sim debater e também contribuir para um futuro melhor.

Um Oposição inconsequente, sem critérios e linha política definida, perde a credibilidade e acaba agindo contra a governação.

Por outro lado, temos de ser livres e desprendidos, económica e profissionalmente falando, de quem está no Poder, sob pena de não termos possibilidade de representarmos verdadeiramente quem nos elegeu, pois temos sempre receio e medo de quem nos paga o salário ou avença ao fim do mês, deste modo estamos sempre, mas sempre condicionados na nossa acção politica.

Sermos livres de actuar, sermos livres de emitir a nossa opinião é muito positivo.

É muito importante, não sermos reféns do poder económico que tantas e tantas vezes, dirige e condiciona o poder político.

Temos de saber pensar por nós próprios, temos de ser independentes desse poder económico, caso contrário cairemos nas mãos dos chamados mandantes, que não sendo eles poder, tutelam de fora para dentro quem o povo dirige.

E como diz o refrão de uma música muito conhecida:

“Ontem apenas fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero”.P

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Um mundo melhor é possível

No rescaldo das eleições intercalares americanas de ontem considero a eleição de Alexandria Ocasio-Cortez para o congresso americano como o facto mais relevante sobretudo pelo simbolismo que encerra. Ontem no seu discurso de vitória recordou as motivações da sua candidatura dizendo que “não lançamos esta campanha por achar que era única, especial ou melhor do que ninguém. Lançamos esta campanha porque na ausência de alguém que tenha uma posição clara sobre as questões morais do nosso tempo, então cabe-nos a nós expressá-las”.

Alexandria era uma jovem americana, como muitos outros milhões de jovens americanos, desiludida com as propostas dos políticos convencionais. Não sentia que as suas preocupações eram as preocupações dos políticos americanos.

As preocupações de Alexandria são também as preocupações de milhões de jovens em todo o mundo que não se reveem na actual classe politica mundial.

Alexandria não se resignou. Teve a coragem de arriscar e dar a cara pelos seus valores morais e ideais. A sua mensagem política, próxima dos que mais sofreram com a crise e com algumas das decisões de Trump, foi clara: saúde para todos, redução das propinas – Alexandria encontra-se ainda a pagar os seus estudos em Economia e Relações Internacionais na Universidade de Boston -, emprego para todos, abolição da agência de controle da imigração, responsável por grande parte do programa de deportação levado a cabo por Donald Trump. Foi a votos e ganhou estrondosamente. Há um ano quando começou a campanha servia às mesas num restaurante em Manhattan. Agora é a mais jovem congressista da história americana. Tem apenas 29 anos. É de origem porto-riquenha nascida no conhecido bairro do Bronx. As suas raízes não a impediram de lutar pelos seus sonhos.

Alexandria Ocasio-Cortez é a prova que vale a pena acreditar que as coisas podem mudar. Que não podemos desistir. Que existe um caminho para percorrer. Que temos que acreditar e lutar convictamente pelos nossos valores morais e ideais porque um dia pode ser tarde demais. Tal como como afirmou Alexandria no seu discurso de ontem “a better world is possible”. Eu também acredito nisso. Alexandria é o exemplo vivo de que vale a pena acreditar, sempre!

Paulo Vieira da Silva

Gestor de Empresas / Licenciado em Ciências Sociais – área de Sociologia
(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

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Do segundo turno das eleições brasileiras

Domingo próximo, o Brasil vai às urnas pedir um tempo, uma trégua da pobreza, da violência, da hipocrisia, dos jornais, dos governos corrompidos, das Academias, das doenças, da ganância impune das salteadoras de nossas estradas, das decisões estúpidas ou maldosas. Uma trégua dessa jovem e trágica história em que a longa noite da ditadura dos militares, do medo e do silêncio, amanheceu numa democracia carnavalizada, república das bananas, de covardias e mentiras que nunca se retratarão.

No próximo domingo, o brasileiro vai tentar de novo um descarrego dos erros do passado, da insanidade nos gastos públicos, da imperícia com os juros, da tirania no ensino, de toda a sordidez dos hospitais, dos preconceitos de mil faces, das fraudes na cultura num campo cheio de mortos e feridos.

Neste domingo próximo, milhões de nós irão caminhando já sem forças para a esperança. A esperança que não morre nunca, que está na voz doce dos nossos negros, na simplicidade natural dos caipiras e dos índios, nos inocentes, pobres ou ricos, que honestamente reclamam um tempo para a doçura, a vida e a alma que quer sonhar com a autenticidade.

Vai sem forças porque temos sido educados por psicopatas, informados por psicopatas e governados por psicopatas. Hábeis comedores de criancinhas, arrogantes ladrões sem a menor cor de vergonha, agem juntos, a céu aberto, à luz do mais claro dos dias, onde a nuvem parece recortada sobre o azul. Marcam e traumatizam, com as sombras do fracasso, vidas que não escolheram seus sonhos ou seus pesadelos, que não conheceram a justiça, que nunca viram Paris, que nunca leram Keats ou Raul Brandão – vidas que embora chamadas livres, não sabem o que é liberdade, além de uma palavra facilitadora.

Comem crianças prometendo-lhes o futuro no museu dos hipócritas, nas malditas escolas. Porque a felicidade está além da vista, para depois da faculdade – palco da arrogância que carrega um giz numa mão e uma cabeça mole na outra. Outras dessas cabeças comem as criancinhas ao assinar sanções, vetos e roubos da dignidade ainda em flor desses inícios que só querem viver. Nessa tragédia, os mensageiros podem comê-las simplesmente ao trazerem, para a boca da cena, notícias falsas.

Nas últimas semanas, tirando o sono das pessoas, bestas-feras têm babado para defender o terrível estado a que chegamos, como se fossem o Arcanjo Miguel, e não o veneno que germina, nos sempre perigosos grupos, a mais grossa hipocrisia, desenhada com os dentes molares, vendendo gato  por um voto e a tudo isso chamando direito, educação, cultura e justiça.

Esse monstro de mil cabeças, todas moles, convicto de que possui a consciência das classes, tanto quanto a de que eu não posso fumar ou comer carne, vem rebaixando a moral de homens brilhantes que tentaram trazer o capital de uma maneira realista para estas paragens, sem pão e circo. Difamando-os, assim, porque não acreditaram que o homem quer prosperar, que Deus adora variar e que engordar um poder absoluto somente atiça a gula e o ardil dos psicopatas. Odiando-os porque ousaram engrossar o coro – de que o Estado só deve fazer aquilo que só ele pode fazer -, alijados porque desejaram produzir alguma riqueza ao invés de distribuir a miséria.

As mil cabeças surraram a horrível palavra “fascista” sem pudor, sem medo e sem vergonha para falar de seus mais sinceros comparsas. Agora já não têm outra palavra. Destruíram o pensamento de antes com a mesma fala grossa e promessas de mundos que agora ouvem dissonantes, porque já não são as suas, mas as de outrem, que a pressão do tempo renovou dentro dessa terra – uma voz talhada na geologia dos nossos caracteres e crimes, chamada sem consciência pela dor dessa terra, para trazer dos túmulos a inteligência que ouviu o canto do capital. Confusas, as mil cabeças, todas moles, insistem nas velhas palavras que hoje já não significam nada.

Que esse insistente monstro não diga mais do povo, porque a despeito de suas grandes preocupações, o povo ainda sofre. Não exija nenhuma voz das urnas, apenas as ouça; não lhes venha dizer o que devem dizer. Elas não carregam a condução do povo em tamanho padrão, carregam a experiencia que quer bater de volta. Então apanhem, mil cabeças! Parem de torturar com terror! Porque, no domingo, o Brasil não estará fazendo nada além de pedir mais uma chance ao Banco Central, aos correios e ao petróleo; pede mais uma vez pelos pobres, sempre enganados e usados no discurso demagogo; pede pelos mortos da Piazza di Spagna. Pede perdão à Ciência e à Beleza, filhas banidas desta terra de impostores. Pede sombras generosas às árvores, campos largos, água limpa e o simples direito de não temer caminhar sozinho pelas noites de verão.

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Imprescindíveis

Numa democracia adulta os ocupantes de cargos públicos nunca são imprescindíveis.

Vem isto a propósito da actual polémica relacionada com a escolha do novo Procurador Geral da República.

Após seis anos de mandato a Procuradora Joana Marques Vidal divide a opinião publica portuguesa em relação à eficácia do seu trabalho, algo que acontece em quase todos os cargos de comando.

Este cargo não é outorgado por eleição mas sim por escolha do Governo e nomeação pelo PR.

Mal estaria a justiça em Portugal se fosse necessário renovar mandatos de seis anos pelo facto de alguém ser IMPRESCINDÍVEL.

Que pensariam os outros magistrados?

Doze anos é tempo demasiado para se ocupar um cargo tão importante, algo que não acontece com nenhum outro oriundo de eleições.

Estou convicto que a própria Dra. Joana Marques Vidal não pensa na renovação do mandato e não se considera imprescindível.

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Fio desencapado ou Incêndio no Museu Nacional

Pelo mundo tem-se falado, nesses últimos dois dias, sobre o incêndio do bicentenário Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, situado naquela que foi uma das cidades mais lindas do mundo – o Rio de Janeiro –, e que jaz morto ali mesmo. Para entender o tamanho da tragédia é preciso entender quem ateou-lhe fogo. Não trago números, mas trago um pedaço da verdade. Embora tenha angariado fama, ninguém conhece o Brasil – esse vilão de si mesmo. Só o brasileiro o conhece e, se não for muito esperto, pode ser o próprio Brasil sem se conhecer – a pior das sinas.

Bem-aventurados os que não nascem no Brasil ou aqueles que podem deixá-lo. Aqui, as bênçãos da Natureza contrabalançam a fome, o frio e a sede de nossas almas – pobres almas, carcomidas pelas ambições da Academia, dos ricos e famosos, dos jornalistas e dos políticos. Esses abortos da razão e da sensibilidade, velhos conhecidos … esses vícios sem virtudes, inflados pela vontade de um poder fraco e mixo ou de um dinheiro alto que só pode comprar o baixo.

Li que Portugal e França querem ajudar na reconstrução do Museu. Por favor não deem nada para o Brasil, nem bola. Tudo aqui queima, mingua ou apodrece, numa vida insalubre que respira o enxofre do inferno, num faz de conta cheio de custas, mais extraordinário do que o mais alucinado dos contos de fadas.
Aqui, não se pode ter a ousadia de adoecer. No Brasil não se tem saúde, tem-se sorte, fama ou dinheiro.

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Por PORTUGAL

 Em 1997 fui eleito a primeira vez Presidente de uma Câmara Municipal, a de Castelo de Paiva. Vivia eu apenas há 18 meses neste concelho. Durante 12 anos dediquei-me, a tempo inteiro, (abdicando de uma confortavel vida familiar e profissional), de alma e coração, à causa pública. Servi o meu País. Todas as funções que exerci até hoje aos mais diversos níveis foram desempenhadas com o mais elevado grau de responsabilidade. Mais importante do que os partidos, neste área,  fundamento as minhas decisões no serviço da causa pública e procurar fazer o melhor pelo meu País.Em 2017, aceitei mais um desafio, e num concelho diferente daquele que servi de 1998 a 2009. Nunca me arrependi dos actos e decisões que tomei. E aqui recordo quando trabalhava na holding pessoal de Américo Amorim e aceitei ser candidato à Autarquia de Castelo de Paiva, estávamos em 1993. Nesse ano nao venci as eleicoes. Tenho orgulho na obra realizada da cultura ao desporto, da dinamização empresarial às acessibilidades, da educação à saúde, do ambiente à qualidade de vida. Muito se fez, e estou consciente que muito mais há para fazer. Muitos criticam, mas quando chamados a participar na actividade recusam-se e refugiam-se nos textos ou, na era moderna nas redes sociais. Participar  na actividade política é um dever cívico. Todos somos poucos. Todos temos obrigação de continuar a trabalhar por PORTUGAL.
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A política passa, os amigos ficam

É publico que sou amigo do Pedro Santana Lopes, sempre o demonstrei sobretudo nos momentos mais difíceis. Compreendi e respeito a sua decisão de sair do PSD. Confesso que preferira que assim não fosse mas a vida é assim mesmo.

Hoje inicia-se o processo de formação do seu novo partido – Aliança – com a recolha de assinaturas ao longo do País. Não estarei neste seu novo projecto politico. Já lho transmiti com amizade e lealdade.

Há dias um outro amigo, Pedro Duarte, disponibilizou-se para assumir uma candidatura à liderança do PSD.

Há muitos anos lhe dizia que um dia iria ser Presidente do PSD e Primeiro-Ministro. Não digo que estava escrito nas estrelas mas sempre acreditei nisto. Pelas suas qualidades pessoais, profissionais e intelectuais. Mas também porque partilhamos os mesmos princípios, valores e causas. Muito poucas pessoas – talvez duas ou três – me retirariam destes anos sabáticos completamente afastado da vida politica. Uma dessas – poucas pessoas – era o Pedro Duarte. Por isso coerentemente estarei ao lado do meu amigo Pedro Duarte para o ajudar a construir o projecto político que – mais cedo ou mais tarde – irá apresentar aos portugueses.

Ao meu amigo Pedro Santana Lopes desejo-lhe os maiores sucessos – porque merece tudo de bom na vida – estando certo que compreenderá esta minha decisão. Os amigos compreendem e respeitam os amigos.

Termino como comecei. A política passa, os amigos ficam!

Paulo Vieira da Silva

Gestor de Empresas / Licenciado em Ciências Sociais – área de Sociologia
(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

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