Vão deixar saudades, muitas saudades!

Barack Obama deixa hoje a presidência dos EUA. Um homem que deixou a sua marca indelével. Não fez tudo bem, nem tudo o que pretendia fazer, certamente, mas fez o mundo avançar. E avançou muito. Quebrou muitas barreiras e preconceitos. Mostrou que afinal o “homem mais poderoso do mundo” é um homem simples e normal, que dispensa o fato e a gravata e usa “jeans”, com uma vida e uma família normal, que riem e choram, saltam e brincam, como todos nós. Têm na sua casa dois cães – o Bo e a Sunny – que fazem parte da família. Por acaso de raça portuguesa: o cão de água português.

Obama é também mais um caso em que fica provado que por trás de um grande homem existe sempre uma grande mulher. Michelle Obama foi um suporte fundamental e deixa também o seu legado. Não entrou rico na Casa Branca, nem sai rico da Casa Branca. Não vimos ao longo destes oito anos o seu nome associado a qualquer escândalo pessoal ou familiar, nem a casos de corrupção. Vão deixar saudades, muitas saudades!

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Repensar os sistemas políticos

É urgente que nos dediquemos, sociedade civil incluída, a levar a cabo este exercício. Mudar pode ser algo complicado porque a maioria considera que “ ou não é ouvida” ou pura e simplesmente é impossível mudar.

Os recentes acontecimentos na Europa e no Mundo levam a que esta discussão seja cada vez mais urgente. O que se tem verificado é que quem ganha pelo voto popular não governa e se as pessoas já consideram que o seu voto de pouco ou nada vale, não tarda, desvinculam-se de vez desse dever cívico. (Ler Mais…)

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Uma agenda para Coimbra

 

É para mim muito desanimador ver o estado de degradação da cidade de Coimbra. Visível na falta de limpeza, na falta de cuidado, na falta de aprumo, mas essencialmente, na ausência de atividade, na ausência de iniciativa, na total ausência de estratégia económica e na capacidade de criar emprego, de estratégia cultural, educativa, em suma, de objetivos a médio e longo-prazo credíveis e partilhados pela população. Coimbra é a cidade que já quis ser tudo, mas que na verdade nunca montou uma agenda séria que permitisse concretizar tudo aquilo que quis ser. Não eram, percebemos bem, verdadeiros objetivos, os quais implicam equipas, planos detalhados, muito esforço, coordenação entre comunidades nas várias áreas e capacidade de enfrentar dificuldades. Na ausência de tudo isso, as anunciadas intenções não eram mais do que isso, intenções estéreis e inconsequentes. Muitas vezes atiradas para o ar na mira de objetivos de curto prazo, muito particulares ou pessoais, ou como justificação para gastar dinheiro de fundos comunitários. O resultado é o que está à frente dos olhos de todos. Basta querer ver. (Ler Mais…)

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Porque estávamos INFORMADOS

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Em 2015 fui convidado para fazer uma TEDx Talk no TEDxCoimbra. Apresentei uma talk que se veio a revelar meio premonitória. Centrei-a no nosso país, mas o que lá disse explica bem o que se passa em todo o mundo e vem agora muito a propósito sobre a eleição de Donald Trump para Presidente dos EUA.

Chamei a essa palestra “Licença para MUDAR e… falhar redondamente”. O seu conteúdo mostra bem que aquilo que nos vai acontecendo, e a eleição de Trump é só uma dessas coisas, não é surpresa nenhuma. Pelo menos para mim não é. É uma consequência, inerente à democracia, do nosso desleixo. A democracia não é um sistema perfeito. Precisa de ser cuidada. Quando se ignoram os outros, quando nos esquecemos de informar de forma objetiva e independente, de educar, de cuidar da cultura, de ensinar cidadania, de mostrar a responsabilidade da liberdade, quando vale tudo pelo dinheiro, quando é mais importante salvar bancos do que cuidar de refugiados, quando o desemprego é um problema de quem está desempregado, etc., etc., etc., a democracia mostra o seu lado mau. Criamos legiōes de excluídos que, rapidamente, se tornam maioritárias. E em democracia as maiorias mostram a sua existência e vontade. Eu acrescento ” e ainda bem”, porque são alertas destes que, espero, nos façam pensar e corrigir. Grave é se não fizerem. (Ler Mais…)

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O populismo “trumpiano”

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A maior surpresa política do ano foi a vitória de donald trump nas eleições norte-americanas e as suas potências repercussões nos próximos ciclos eleitorais europeus. O crescimento do fenómeno “trump”, do ciudadanos ou do Podemos em Espanha, da Aurora Dourada na Grécia e inclusivamente da Frente nacional em França devem-se a duas mudanças estruturais ocorridas essencialmente no seculo XXI. A primeira mudança traduz-se no forte agravamento das desigualdades sociais e na distribuição do rendimento criado pela utilização crescente da tecnologia, pela expansão dos meios digitais, pela introdução de um sistema fiscal regressivo e pelos efeitos da deslocalização da produção para países asiáticos com mão-de-obra “barata”. Este efeito é particularmente grave nos EUA, embora na Europa se sinta com maior intensidade as consequências das elevadas taxas de desemprego. Incapazes de proteger uma classe trabalhadora encurralada entre a deslocalização, a precarização das relações laborais e a dificuldade em adquirir competências para a entrada numa economia exigente e orientada para as tecnologias de informação, os partidos democráticos e as tradicionais organizações sindicais encontram-se a “braços” com uma enorme crise de confiança, de militantes e do número de votos. (Ler Mais…)

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A minha democracia é melhor que a tua

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Desde que ficou decidido que Donald Trump seria o candidato republicano à Casa Branca em 2016 que não tive qualquer dúvida de que ele iria ganhar. Não digo isto agora porque ele ganhou, pois, se se tivesse verificado o contrário, eu não teria qualquer problema em assumir a minha enorme surpresa. Não confundir previsão com desejo, pois vejo e falo deste assunto dum ponto de vista totalmente pragmático e abstrato, meramente ligado à análise social e política.

A campanha de Donald Trump deu de facto uma grande lição a toda a gente (a esse propósito, ver o que diz Miguel Esteves Cardoso AQUI). É incrível como não obstante as suas aparentes indiscrições e falhas pessoais, os americanos votaram nele ainda assim – será que Clinton já saiu do seu buraco de vergonha? Isto só vem provar que os seus adversários, bem como os media estiveram mal, muito mal, ao limitar o seu contraditório a apontar a excentricidade da personagem de DT, esperando que isso fosse suficiente.

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Não foi Trump que ganhou, foi Hillary que perdeu

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Parece mentira, eu sei, mas Donald Trump é o 45° Presidente dos Estados Unidos da América. Afinal aquele que parecia ser a escolha errática dos americanos termina a ganhar as eleições.

E hoje uma pergunta domina a actualidade: como é possível Trump ser o o novo Presidente?

Eu preferia responder com outra pergunta: que erros cometeram, nos últimos 20 anos, os políticos convencionais americanos para que fosse possível a eleição de Trump?

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De “Tensão” em “Atenção”

No início do “Insónias”, fui convidado pelo meu Amigo Paulo Vieira da Silva para escrever com regularidade no “Insónias”… Só agora começo… Já lá vai algum tempo em que devia ter começado…

Mas escrever no “Insónias” é caso complicado: os assíduos leitores exigentes e a exigência a que me obrigo por fazer parte de um painel de elevada qualidade, faz com que o que aqui escrever tenha que ser bom, de qualidade, com conteúdo e…sobretudo que o Leitor tenha interesse, curiosidade… Enfim, tenha crítica positiva (diria o meu Pai, e bem – “Estás tramado!”)

O Mundo está a sofrer uma extensa mudança de paradigma em matéria de Defesa e Segurança. Por um lado, o pós-11 de Setembro – que obrigou o Mundo a rever os seus padrões de prevenção e combate ao Terrorismo; e por outro lado, o crescente terrorismo motivado pelo radicalismo islâmico promovido pelo ISIS, com imensa conveniência a quem beneficia directamente da instabilidade oferecida. Sobre isto, falarei com alguma calma nos próximos artigos.

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