Tradições de Natal!

           Serão mesmo tradições? Ou, somente, tiques de modernidade com ares de passado?

Pois bem! Ainda na Noite de Natal, (ou será de Consoada?) num repente, registei na minha página do face: «Passou a correr! Desceu as escadas 2 a 2. Deixou uma prenda. Obrigado, Pai Natal!». Tradições. Agora, designamos assim a espera ansiosa do bater à porta de alguém que nos habituámos a chamar “Pai Natal”. Há umas dezenas, não muitas, de anos, era o menino Jesus que trazia as prendas pela chaminé. Nem sempre havia dinheiro para umas botas, ou sequer, para uns socos/as. Uma lapiseira, uma lousa nova, porque a outra se partira, sabe-se lá se nas costas de algum colega mais quezilento, uma camisola, que o frio apertava e a escola só tinha uma braseira, que era para a Professora se aquecer, pois era mais velha. Os alunos, ah!, esses tinham o recreio para correr, mas sem passar a linha que o separava do das raparigas.  (Ler Mais…)

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Gente que cuida de Gente

Um dos argumentos que tem sido utilizado pelo governo para não atender às pretensões dos enfermeiros é que as mesmas representam um elevado encargo orçamental e que o mesmo não consegue ser todo acomodado. É uma falácia, como ficará demonstrado.

Ora, é sobejamente sabido que os sindicatos até aceitam que não seja tudo para agora, pelo que a recusa peremptória do governo só revela que mais do que uma questão de impacto orçamental o que estamos a assistir é a uma recusa com base em pressupostos (preconceitos) políticos. É também inultrapassável que mudanças num grupo profissional num determinado sector geram ondas de impacto no restante sector além de ser necessário atender aos impactos sistémicos na restante Administração Pública e na sociedade em geral (nomeadamente no sector privado e social).

Mas, até agora, desconhecem-se quaisquer estudos nesta matéria, o que só reforça a tese de que estamos perante uma recusa política com base em opções que não são tornadas claras e em preconceitos. E é aqui que chegamos ao cerne da questão: às opções políticas e a quem tem a sua responsabilidade. Já se percebeu que desde o primeiro-ministro ao ministro das finanças todos se vieram pronunciar sobre o problema, o que quer dizer que o mesmo assumiu uma natureza sistémica e que implica uma abordagem integrada ao nível do Governo.

Mas era preciso tanto? Não, não era. E porquê? Porque quem devia ter desenhado uma solução que permitisse atender à resolução das injustiças mantendo o equilíbrio orçamental era o Ministro da Saúde.

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Quem boicota os ENFERMEIROS?

A primeira, e mais lógica, resposta que nos apetece dar é: o Governo, através do Ministério da Saúde. (Tendo em conta que Médicos, TDT’s, Nutricionistas, Psicólogos e Farmacêuticos já viram suas carreiras revistas nos últimos dois anos)

Mas, será tal suficiente para justificar tamanha embirrice e preconceito contra os enfermeiros (Simplesmente a espinha dorsal, o maior grupo profissional na área da Saúde que está junto do doente 24 horas) ?

Não, não é.

É consabido que o Ministro da Saúde é um fã, numa relação de sentimento recíproco , do sector privado da saúde. Aliás, consta que mesmo antes do resultado das eleições de 2015 ser conhecido já os privados tinham feito chegar ao PS que, caso ganhasse, o Ministro deveria ser alguém como o actual, e idealmente ele.

Alguém que mantivesse PPP, ADSE e outras coisas que são o garante de vida dos privados (e a ver vamos onde vai parar a história da liberdade de escolha do hospital…) Portanto, uma ascendência política que se confirma e cujo casamento foi certamente apadrinhado pelo actual presidente da república.

Mas qual o interesse dos privados na questão dos Enfermeiros? É que qualquer melhoria no sector público representa pressão sobre o sector privado, que na saúde é menos representativo (ainda) que o público.

No caso dos médicos é ao contrário, dado que ganham bem mais no privado do que no público. Aliás, é lá que fazem dinheiro a sério. No caso deles, a pressão funciona ao contrário. Se o público não quer perder os melhores para o privado, tem de pagar mais. Assim se justifica o aumento de 43% de vencimento com o ACT de 2015, cujos valores querem agora manter mas com redução de parte da carga de trabalho associada.

E a esquerda? Onde anda a esquerda que eu defendo que é tão feroz contra os privados e que se indignou com a situação da PT e da Autoeuropa?

Essa esquerda sabe que está de mãos e pés atados na geringonça, e sabe que atacar uma injustiça que ocorre no sector público é atacar o governo e consequentemente a sua própria manutenção no poder.
Infelizmente é uma esquerda de circunstâncias, e não de princípios. Partidos como qualquer outro.

E à direita? Ora, parte da direita vai alimentando a própria contestação por via de actores-chave (sendo certo que daqui lavará as mãos quando já não lhe for conveniente) e sabe que não pode aparecer a defender justiça para os enfermeiros porque isso contrariará o discurso austeritário que teve durante 4 anos e que mantém.

Os Enfermeiros com responsabilidades políticas, na DGS e nas Comissões de Reforma do SNS também nada têm a dizer sobre o momento atual? Estão à espera das eleições para dizer alguma coisa?

Concluindo, os Enfermeiros estão entregues a si mesmos, sendo certo que outros inimigos aparecerão, como é o caso da Ordem dos Médicos que em mais um exercício de demagogia e sem qualquer pingo de vergonha na cara veio afirmar que os médicos substituirão os enfermeiros nos partos.

Portanto, irão substituir quem já os substitui (e não é só dos partos que estamos a falar…)?

O SNS está “a arder” e parece que não há ninguém para ser responsabilizado politicamente… já agora, o presidente dos administradores hospitalares, tão afoito em debitar opiniões sobre tudo e mais alguma coisa, acha que é assim que se gerem recursos humanos? Ou acha que problemas de recursos humanos é a forma como os administradores são nomeados?

Esses sim, devem fazer muita diferença a quem entra por uma urgência adentro…

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Pensar e Agir sobre as Especialidades

Para que não haja qualquer tipo de dúvida, demonstro total apoio à concertação dos enfermeiros em torno do reconhecimento e valorização monetária da especialidade. Sejam elas através de vigílias, manifestações, vídeos de sensibilização e/ou greves. Contudo, é importante avaliar a forma como estas são feitas.

Deixar de Exercer Competências de Especialista é possível?

É algo que nos devemos preocupar e informar, para agirmos em consciência. Até porque não se trata de uma greve, já agora, porque nenhum sindicato o faz?

Por isso passo a partilhar e opinar sobre a informação que disponho sobre este tema de forma a podermos agir :

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Cordão Umbilical das Especialidades em Enfermagem

As especialidades têm estado na ordem do dia, mais concretamente a questão da devida remuneração pelo trabalho especializado.

Mas importará um breve revisitar de alguns desenvolvimentos da questão das especialidades na enfermagem para se perceber como chegámos, onde chegámos, e anteciparmos o que poderá vir a acontecer a breve trecho.

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Pedro Sampaio reforça equipa do Blogue Insónias

Pedro Sampaio

HABILITAÇÕES ACADÉMICAS

Licenciatura em Ciências Históricas pela Universidade Portucalense Infante D. Henrique;

ACTIVIDADE PROFISSIONAL

Técnico Superior da Faculdade de Letras da Universidade do Porto;

Exerceu funções de assessoria à Direção da FLUP. Atualmente é responsável por parte da agenda cultural da Faculdade de Letras e colabora com o seu Centro de Linguística.

Colaborou com o Instituto de Língua Portuguesa da FLUP;

Fez parte de 1990/91 a 2001/2002 da Assembleia de Representantes da FLUP, membro do Conselho Diretivo da Faculdade e membro do Senado da Universidade do Porto.

Foi Secretário da Comissão Nacional de Avaliação Externa dos Cursos de História.

Director do Departamento Municipal de Museus e Património Cultural da CMP, entre Abril de 2010 e Setembro de 2012 e Chefe de Divisão Municipal de Museus e Património Cultural entre Setembro de 2012 e Janeiro de 2014.

Fez parte do Júri do Prémio “João de Almada” em representação da CMP, nas edições de 2010 e 2012;

Deputado pela Assembleia Municipal do Porto em 2009 e 2010;

Participou como orador em vários colóquios, debates e reportagens;

ARTIGOS PUBLICADOS

– Participação no Livro “CULTURA E SOCIEDADE”, com o artigo “BOAS PRÁTICAS DE GESTÃO CULTURAL”, p.173. Cordão de Leitura, 1ª Edição, CMP, abril de 2012.

– Artigo para as ATAS DO I CONGRESSO “VINHA E VINHO”, Porto, org. CEPESE, outubro de 2010, com o título: “O Museu do Vinho do Porto: criação, práticas e desenvolvimento”.

COORDENAÇÃO DE PUBLICAÇÕES

Coordenou, enquanto Diretor do Departamento Municipal de Museus e Património Cultural, a organização e elaboração das publicações:

MUSEUS DA CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO – Recordação Ilustrada das Coleções, ed. da Câmara Municipal do Porto, 2013, financiada pelo Programa Especial Regional do Norte ON2;

CATÁLOGO DOS 25 ANOS DO PRÉMIO JOÃO DE ALMADA, Caleidoscópio Editora, 2012.

PRÉMIOS NO ÂMBITO PROFISSIONAL

Prémio Nacional 2013 “Conservação e Divulgação do Património”, atribuído ao Banco de Materiais, da Divisão Municipal de Museus e Património Cultural da CMP, atribuído pelo projeto “SOS AZULEJO” da Polícia Judiciária. Presidente do Júri: Prof. Doutor Vítor Serrão. Recebido em Lisboa, em maio de 2013, no Palácio do Marquês de Fronteira;

Prémio “Parcerias 2013” atribuído ao projeto “Rota dos Museus” pelo ICOM (Instituto dos Museus e da Conservação), pelo Dr. João Neto, juntamente com outras Divisões da área da Cultura, da CMP e outros Museus da Cidade;

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Enfermeiros Especialistas a custo Zero num SNS de Excelência? 

Centro Hospitalar Médio Tejo EPE, e Hospital de Guimarães lançaram um concurso para Enfermeiros Especialistas com a remuneração equivalente aos Enfermeiros de Cuidados Gerais! 
Os motivos por detrás destes concursos sugeriam o pior. Desta vez Ordem dos Enfermeiros e Sindicato dos Enfermeiros foram céleres a tomar uma posição. Bem haja. Espero que a atitude se repercuta em todas as outras dimensões, pois os tempos assim o exigem. 

Contudo enquanto tudo isto acontece, na maioria dos hospitais é-lhes reconhecida excelência clínica, o que me leva a questionar de que forma é que são avaliados tendo em conta a falta de respeito que tem sido exercido sobre os profissionais de saúde, nomeadamente os de Enfermagem. 

Pude verificar que é tudo baseado em indicadores de processo o que me leva a perguntar: 

PARA QUANDO AVALIAÇÃO PELOS GANHOS EM SAÚDE OU INDICADORAS DE RESULTADO?

Cada vez mais é preciso medir e traduzir o conhecimento em ganhos em saúde que os cuidados de ENFERMAGEM produzem. Infelizmente muita informação de nada vale se não for transformada em conhecimento. 

O ICHOM incita os prestadores de cuidados de saúde de todo o mundo a compararem os resultados em saúde, com os conjuntos padronizados por condição médica, para que os prestadores de cuidados de saúde possam aprender e melhorar globalmente.

Estes conjuntos padronizados de resultados medem os cuidados de saúde com base no valor que estes produzem efetivamente para o doente. Por valor, entende-se quão melhor ficou realmente o doente por consequência de uma intervenção médica e quanto custou chegar a este resultado. 

Medir com base no valor que os cuidados de saúde produzem para o doente pode realmente ser útil para todos os agentes do sistema de saúde – para os profissionais de saúde, para o Estado/para os financiadores dos sistemas de saúde, para os gestores das organizações de saúde, e, claro, para os doentes.

Por isso colegas, o caminho é este. É demonstrar por A+B a quem não quer ver, que os Enfermeiros sejam generalistas ou especialistas têm muito valor a acrescentar e a dar em termos de Saúde. 

#AfirmarEnfermagem 

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