A ética e o rigor no jornalismo começa a ser raro… VAI UMA APOSTA?

A recente situação do caso das apostas ou aposta, num jogo da Liga NOS, pôs a nú um fenómeno cada vez mais presente e preocupante na realidade social e, mais precisamente, na comunicação social. O alarmismo é avesso à ética e ao rigor.

Não o refiro porque me diz respeito, pelo cargo que ocupo num dos Cubes visados, nem tão pouco por necessitar de defender a honra. A consciência tranquila não se “compra” em textos, conquista-se em actos.

Já muitos se aperceberam que as redes sociais se tornam, cada vez mais, um tribunal rápido (e pouco assertivo) em ditar sentenças e julgar pessoas. Mas, também no jornalismo se vive uma autêntica revolução e que não se compadece dos bons costumes. Seria um assunto, não para uma crónica, mas até para uma dissertação académica. (Ler Mais…)

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Direitos Televisivos e o Futebol Português

Na Argentina, os jogos das principais equipas são transmitidos em sinal aberto para todo o país, em virtude de um acordo celebrado pelo anterior governo e a liga de clubes, que assegurou o pagamento dos direitos televisivos. O valor do acordo mais do que duplicou as receitas dos emblemas argentinos, o que provocou uma enorme euforia despesista, reflectindo-se numa politica agressiva de contratações e no aumento dos gastos com a massa salarial. No entanto, o actual governo, acossado pelo enorme défice fiscal, decidiu cancelar o contrato realizado pelo anterior executivo, criando um impasse tremendo, que levou inclusivamente ao cancelamento da ronda inicial do torneiro “apertura”. (Ler Mais…)

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Capítulo 2 – A deslocação a TORONTO, em representação do FCPorto

Continuando com o segundo capítulo do Orgulho em Ser POrtuguês, eis que surge a deslocação a TORONTO.

Em 10 de Abril de 2004, ia ter início o jogo entre o FCPorto e o Marítimo, quando o Presidente do Jorge Nuno Pinto da Costa convidou-me para integrar a Direção do Futebol Clube do Porto, como Viçe Presidente desse órgão. Aceitei o convite com muita honra e em memória do meu pai, que também tinha sido dirigente do Clube. Um mês depois tivemos o acto eleitoral e tomávamos posse, uma semana antes da final da Liga dos Campeões, em Gelserkitchen, entre o FCPorto e o Mónaco.

Em 2005, o Presidente do clube recebe uma carta/convite para estar presente no dia 25 de Novembro desse ano, no 18º aniversário da Delegação do FCPorto, em Toronto, no Canadá. Uma particularidade nesse convite, se por um motivo inadiável o Presidente não pudesse ir, gostariam que fosse substituído pelo Vice presidente do Clube e Presidente da Câmara de Castelo de Paiva, Paulo Teixeira. O Presidente chamou-me ao Clube e entregou-me o convite e fazia questão que eu o representasse. Agradeci esse convite, e o clube fez-se representar pela minha pessoa e pelo João Pinto, o nosso eterno capitão e o campeão europeu de Viena.

A partida deu-se na madrugada de um dia, aonde na véspera tínhamos assistido no Dragão, ao jogo da Liga dos Campeões, entre o FCPorto e o Rangeres, que empatamos um a um.

Verdadeiramente conheci o Joao Pinto, na viagem para Toronto. Tinha sido o meu ídolo, mas nunca tinha privado com ele. A viagem até Toronto com transbordo numa capital europeia, durou quase todo o dia, tendo a nossa chegada a Toronto ocorrido cerca da meia – noite.

À nossa espera estava o Presidente da Delegação, o Senhor Cesário Braz, juntamente com mais dois membros da delegação. À saída do aeroporto disseram-nos que íamos comer qualquer coisa a casa do Cesário Braz. Impressionante a recepção, e em cima da mesa um cozido à portuguesa. Eu não queria acreditar, parecia que estava em casa. No final do jantar/ceia, o João Pinto desafia-os para “dez riscos”. o jogo da sueca. Eu não sendo um perito neste jogo, e logo comparado com o João Pinto, aceitei jogar e não perdemos uma partida. começava bem a nossa estadia em território do Canadá.

No dia seguinte e em todos aqueles que ali estivemos rara foi a situação em que tivemos de usar o português. Parecia que estávamos em Portugal. Quarteirões e quarteirões de casas todas de portugueses.

A presença na delegação teve dois momentos, um em que se realizou um jantar nas instalações da com a presença de centenas de portugueses. Outro em que se realizou um almoço de gala, com traje a rigor, estilo americano,nem que a delegação juntou as entidades oficiais da comunidade portuguesa.

Um evento fantástico em que mais uma vez só se falou português, e em que pude constatar a dinâmica e a força da comunidade económica naquelas parabéns.

A direcção da delegação nesta nossa estadia proporcionou-nos dois. momentos únicos, uma visita às cataratas do Niagara, e um almoço num restaurante panorâmico, situado numa das torres mais altas do mundo. Eu nunca estivera num sitio tal alto. Esse restaurante panorâmico rodava lentamente ao longo da refeição e permitia uma vista geral sobre a cidade de Toronto.

Nesta primeira e única experiência em terras canadianas,  só ouvi falar português, vivi momentos fantásticos, visitei empresas lideradas e propriedade de portugueses e senti na pele o orgulho em ser português.

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CCDR-N coloca travão à ida de Eduardo Vítor Rodrigues para o Futebol Clube do Porto

foto@aventar

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No passado dia 26 de Outubro o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, anunciou que tinha aceite o convite para o exercício de funções de vogal não-executivo da SAD do Futebol Clube do Porto afirmando que “são opções respeitáveis quando tudo é claro, transparente, sem fanatismos e sem conflitos de interesses. Hoje e sempre, às claras e, por isso, sujeito a escrutínio. Os conflitos que nos devem preocupar são os ocultos.”

Hoje o Futebol Clube do Porto anunciou no seu site que “o presidente da Câmara Municipal de Gaia não pode ser eleito por, mediante parecer desta quarta-feira da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), se encontrar em situação de inelegibilidade superveniente”.

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O Sabedor

mario_wilson

A minha profissão tem-me dado o privilégio de ter conhecido muitos homens bons, homens grandes, homens sérios, gente com carácter, sabedoria, com quem aprendi, ao longo destes mais de vinte e quatro anos de jornalismo. Não sei se farei vinte e cinco.

Fruto de ter passado mais de metade desse tempo a trabalhar na área do desporto, privei com muitos homens desse calibre, raros, dos quais pouco é dado a conhecer, para lá da sua intimidade.

Assim era Mário Wilson.

Discreto.

Um senhor.

Um conhecedor, do futebol, dos afectos, das relações, mas um profundo conhecedor das coisas do coração, e que belo era ouvi-lo dissertar, ora sobre futebol, ora sobre a vida. E o que ele amava a vida.

Mário Wilson era um senhor, com um enorme coração.

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O futebol visto por um Padre

No passado dia 15 de Agosto o Manuel Serrão não pode estar presente no programa Prolongamento na TVI24. No seu lugar esteve um outro meu amigo, o Padre Jorge Duarte. Um amigo que estará para sempre ligado à minha vida, casou-me e baptizou a minha filha, tendo ficado uma amizade para a vida.

O Padre Jorge, é assim que o trato, é um grande adepto do Futebol Clube do Porto, mas é sobretudo um enorme ser humano que  protagonizou com a sua serenidade e sabedoria um dos momentos mais bonitos que vi sobre futebol em televisão. Um momento de fair play único que nunca vi num programa do género.

Neste dia o meu estimado amigo Padre Jorge Duarte deu uma lição a Pedro Guerra e a José Pina que o futebol é muito mais que tricas e discussões sobre erros dos árbitros, foras de jogo, frangos ou golos falhados. O futebol é humanismo e solidariedade. Vale a pena ver este pequeno vídeo!

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Viagens GALP: venha daí a lista dos convidados

galp_energia

Está aberta uma nova caixa de pandora com as viagens GALP.

A actualidade dos últimos dias tem sido dominada pelas viagens feitas por três secretários de estado, a convite da GALP, para assistirem a jogos da selecção nacional, que brilhantemente conquistou o título europeu.

Nos últimos dias também têm sido divulgados a conta gotas, pela imprensa e de forma selectiva, alguns nomes de pessoas que terão também aceite o convite da GALP.

Esta é uma forma de ir mantendo a suspeita sobre governantes, políticos, altos funcionários públicos e empresários que não faz bem à saúde da nossa democracia.

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Obrigado por tudo, Portugal. Somos Campeões. Dentro e fora dos relvados.

adeptos portugueses

O futebol é um desporto apaixonante. Sem dúvida. A forma como mexe com o estado de espírito da generalidade dos adeptos é, digamos, extenuante. Diria mais, é uma forma, sui generis, de substância aditiva moderna. Em segundos transporta-nos de um estado depressivo agudo a um estado extasiante, inebriante. Faz-nos palpitar o coração mais forte. Momentos os há, penalties por excelência, em que esse facto se torna «não recomendado a cardíacos». Eleva a super-heróis nacionais o actor mais improvável. Ou não. O que é certo é que, de besta a bestial, vai a distância de um mero pontapé ou uma palmada na bola.

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