Tempos novos, vícios velhos

Tive ocasião de, nestas últimas autárquicas, fazer parte de uma lista candidata a um dos órgão municipal. Já não o fazia há uma série de anos porque não me identificava com as posturas do PSD local, lá é mesmo PSD, o PPD só agora é que vem ressurgindo aos poucos.

Nestas eleições, para além das candidaturas naturais dos Partidos haviam três candidaturas independentes das quais só uma vingou tendo sido vencedora em quase todo o Concelho. Essa candidatura, habilmente dissidente do PS local consegui congregar votos à Esquerda e à Direita e tal aconteceu apenas porque os militantes do PSD resolveram fazer uma leitura diferente do cenário local. Viram nessa candidatura uma forma de se “vingarem” do Poder que lá havia vigorado durante as últimas décadas deixando cair o seu candidato, o seu projecto e as suas equipas. Olhando mais para a sua agenda pessoal do que para a de todos os habitantes do Concelho. (Ler Mais…)

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CONDEIXA – O PEQUENO PRINCIPEZINHO

E ao 41º ano Condeixa é mais socialista que nunca! O PS hoje tem maioria absoluta em todos os órgãos autárquicos do concelho: na câmara municipal, na assembleia municipal e em todas as 7 freguesias, mesmo naquelas em que o PSD já foi poder e são, tradicionalmente, locais de forte votação no partido (a EGA, o Zambujal e Vila Seca/Bendafé, por exemplo). É um poder absoluto como nunca se viu na história da democracia em Condeixa.

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O futuro político de Passos Coelho e do PSD

As últimas sondagens apontam para que o PSD possa ficar abaixo dos 20% em Lisboa, Porto, Coimbra, Oeiras, Gaia, Gondomar, Matosinhos, Porto, entre outras importantes cidades, sendo que na Invicta possa mesmo ficar abaixo dos 10% e que na capital Teresa Leal Coelho possa ficar atrás de Assunção Cristas.

Apesar destas sondagens indicarem uma hecatombe eleitoral para o PSD, nos grandes centros urbanos, onde se concentram a maioria dos eleitores, confesso que não quero acreditar nestes resultados mas tenho a honestidade intelectual de reconhecer que parece existir um efeito “António Costa” a potenciar os resultados do PS.

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Nas próximas eleições não fique em casa: vote, saiba onde e como votar

A elevadíssima abstenção deveria deixar todos os partidos políticos muito preocupados, mas o passado tem mostrado que não. Porque será? Confesso que não tenho uma resposta, mas fica a ideia que esta situação pouco ou nada incomoda os políticos.

É notório que a abstenção tem funcionado como uma forma de protesto dos eleitores face aos políticos que têm governado o nosso País. Porém o distanciamento dos cidadãos não é um fenómeno recente, muito menos um problema que afecte apenas o nosso País. Nas últimas presidenciais americanas quase metade dos eleitores não participaram nas eleições. O problema da abstenção tem raízes profundas, que vão desde o crescente descontentamento com os políticos até ao desinteresse pelo fenómenos político, pelo que não existe uma solução mágica para o resolver.

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A opinião política sobre o PSD

Desde que o então Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, contrafeito, empossou o actual Governo, a liderança do PSD entrou em período de visível indignação não aceitando que a nova situação política em Portugal era legal e tinha pernas para andar.

Os responsáveis do Partido sentaram-se á espera que tudo corresse mal ao Governo, alimentaram boatos, imaginaram resultados, desejaram desgraças das quais pudessem tirar proveito político.
Mas, António Costa e os Partidos que apoiam o Governo do PS, contrariaram tudo isso e foram com calma e atempadamente conseguindo resultados económicos e financeiros invejáveis e estabelecendo uma paz social há muito desaparecida.

A esperança voltou aos rostos dos Portugueses.

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Sarrabulho não é o mesmo que Sarrabulhada

Um dos meus melhores amigos vive em Ponte Lima. Por isso, regularmente visito a terra do arroz de sarrabulho e do vinhão e vou estando atento ao fenómeno político limiano. Aliás quem não se lembra do Orçamento de Estado “ do queijo limiano”, negociado com Daniel Campelo, no tempo do governo do Eng. Guterres.

Agora quando visito Ponte de Lima vejo que começou a poluição visual. Mas pior ainda é constatar que quem está no poder tem muitos mais recursos e, por isso, parte na corrida uns metros à frente. Mas como em tudo na vida, não interessa como começa, interessa sim, como acaba.

Refiro-me aos cartazes políticos, às figuras, aos slogans, à presença intrometida e invasiva de muitos. Confesso que mesmo que quisesse estar alheio ao fenómeno político não conseguiria dado este inebriante folclore minhoto.

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Debate na TVI sobre as Autárquicas em Matosinhos

A jornalista Judite de Sousa moderou na TVI um debate entre cinco candidatos à Câmara Municipal de Matosinhos.

Este debate teve lugar ontem à noite e nele participam José Rodrigues(CDU), Luisa Salgueiro(PS), António Parada e Narciso Miranda (Independentes) e Jorge Magalhães (PSD).

Como de costume falou-se muito do passado, dos motivos que levaram estas pessoas a serem candidatos, dos amores e desamores políticos vividos por alguns no passado.

Em relação ao futuro e aos programas de cada um, tirei a seguinte conclusão:

José Rodrigues – Bem preparado, dentro dos assuntos discutidos, mas politicamente distraído, pois, ao chamar algumas vezes Presidente a Narciso Miranda, quase assumiu que será esse o desfecho destas eleições.

Luísa Salgueiro – Muito vaga nas afirmações, muito pouco convicta e muito mais preocupada em mostrar o seu agradável sorriso, como se numa passerelle estivesse. Bela publicidade á pasta de dentes que usa.

António Parada – Algumas propostas interessantes como a dos passadiços do Leça e o melhor aproveitamento do terminal de navios de passageiros, mas , dando juz ao seu nome, esteve um pouco “parado”.

Jorge Magalhães – Nitidamente que aquela não é a guerra dele. Posto ali para que o PSD cumprisse calendário. É um bom médico, posso afirmar isso, mas é puro demais para ocupar cargos deste quilate.

Narciso Miranda – O autêntico ” Senhor de Matosinhos” . O alvo dos ataques de todos. Muito interventivo, por vezes até demais, Narciso Miranda demonstrou ser de longe o que melhor conhecia o concelho, o que mais precisas e concisas propostas tinha para o futuro.

Resultado final …

Vitória indiscutível de Narciso Miranda, não só pela confiança que deu aos eleitores mas também pela ausência de eficácia dos concorrentes.

Julgo que muitos apoiantes do PSD vão usar o voto útil em Narciso para que Luísa Salgueiro não possa ganhar.

A onda antes de enrolar na areia está a crescer a olhos vistos e isso notou-se ontem no debate …

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Porquê obras de nada?

Fazer o que é necessário para evitar/minimizar acidentes não é visível. Não é considerado “obra”. Se um autarca for diligente e fizer manutenção e prevenção, dos caminhos, da floresta, das árvores, dos rios e outros cursos de água, das praias e falésias, etc., não pode apresentar isso como “obra” para ser eleito, porque não tem como mostrar o que fez: e se mostrar não tem impacto. Evitou mortes, evitou feridos, evitou perdas de bens materiais… mas isso não é valorizado, porque falamos do que não aconteceu. A melhoria da qualidade de vida das pessoas é de somenos para muitos. Que valor tem isso quando comparado com uma rotunda com relva, luz e uma obra de arte?

Por isso, governar bem, pensando nas pessoas, no seu modo de vida, na sua qualificação e na cultura, não é prioritário. O que é necessário é fazer “obra”. Aliás, no final de cada mandato a pergunta de todos é sempre a mesma: que “obra” fez este senhor(a)?

Não se admirem por isso que o vosso dinheiro, sim porque o dinheiro que eles usam não é público, é vosso, dos contribuintes, seja desperdiçado em OBRAS DE NADA.

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