Novo CANIL/ GATIL em perspectiva em Castelo de Paiva e Cinfães

Os concelhos de Castelo de Paiva e de Cinfães fizeram uma candidatura conjunta e foram uns dos municípios que vão ser apoiados pelo Ministério da Administração Interna para a construção de um Centro de Recolha Oficial de animais de companhia, diga-se cães e gatos..
Trata-se de um importante investimento para a região e que numa fase inicial a Câmara Municipal de Castelo de Paiva pensou localizar nos terrenos propriedade da Junta de Freguesia de Sardoura, perto do Alto da Fontela e onde nos anos 90 chegou a funcionar a lixeira municipal.
Este equipamento vai situar-se num dos lotes da Zona Industrial de Lavagueiras, junto à ETARI ali existente e a confinar com o nó da Variante à EN 222.
Ficará aliás no terreno, onde há cerca de um ano e depois dos incêndios de 2017, o Município de Castelo de Paiva. também através do seu Pelouro do Ambiente efectuou uma plantação de árvores, que até teve honra de nota de imprensa municipal. Muitas destas jovens árvores vão ser agora retiradas ou transplantadas uma vez que neste terreno vai ser construído este equipamento.
Foi pena na época não terem pensado bem no assunto e estas árvores poderiam ter sido colocadas noutro local.
Para algumas localidades e população do Município de Cinfães, este equipamento ficará muito distante.
Senão vejamos; dos Paços do Concelho de Cinfães à Zona Industrial de Lavagueiras distam 52 minutos, ou seja 43 kms, de Tarouquela são 30 kms, da Gralheira são 72 kms, mais de uma hora a percorrer e de Tendais, os 56 kms de distância demoram 1 hora e 10 minutos a percorrer.
Salvo melhor opinião, a este investimento poderia ter sido associado o Municipio de Gondomar, que tem freguesias como a Lomba e Jovim que distam deste terreno, a primeira 5 minutos e a segunda 30 minutos, bem mais perto do que a maioria das freguesias do concelho de Cinfães.
Quanto ao resto é um equipamento que é muito bem vindo, quanto à localização se o poder político escolheu este local, está legitimado pelo Povo para exercer a sua função, e foi eleito democraticamente, depois a população dirá de sua justiça.

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Autarquias que viraram “Comissões de Festas”

A criação do Poder Local teve como objectivo garantir uma  maior eficácia na resolução dos problemas das populações porém, nos últimos anos, muitas autarquias tornaram-se “Comissões de Festas”.   Uma parte significativa do seu orçamento vai para a organização de festanças, festas e festinhas avulsas sem objectivos estratégicos para o desenvolvimento integrado e sustentado dos municípios.

Hoje, lamento dizê-lo, mas os cidadãos tornaram-se muito pouco exigentes com os seus autarcas satisfazendo-se com pouco mais que “pão e circo”. As pessoas necessitam de se divertirem – completamente de acordo –  mas precisam sobretudo que as autarquias resolvam os seus principais problemas.

Mas vamos ao caso em concreto da minha terra, o Marco de Canaveses.

Nos últimos anos fui um crítico da gestão autárquica de Manuel Moreira não partilhando daquelas que foram as suas prioridades que tiveram como consequência a paralisação do desenvolvimento do Concelho.

Nas últimas horas li nas redes sociais elogios ao primeiro dia das Festas do Concelho. Agora pergunto quanto vão custar estes cinco dias de festança? Não sei mas estou convicto que ajudariam na resolução de alguns problemas que afectam o quotidiano das pessoas.

Por exemplo: como está a resolução do problema da água e saneamento que se arrasta há longos anos? Em que fase está a implementação do programa Marco Investe que prometia atracção de investimento para o concelho, fixação dos jovens na sua terra e criação de emprego? Quando vamos ter a prometida e tão ansiada substituição do pavimento das ruas do centro da cidade?

A função de uma autarquia é muito mais que organização de eventos. Nunca percebia porque Manuel Moreira gastava tanto dinheiro em festas e festinhas, tal como não entendo porque este novo executivo socialista vai no mesmo caminho. Moreira subia para o palco para discursar nestes momentos para sua promoção pessoal política. Não concordava. Parece que a nova autarca está a cometer a tentação de lhe seguir as pisadas. Parece que a diferença reside no facto dos discursos agora serem mais curtos.

Infelizmente este não é apenas um problema do Marco de Canaveses.

Paulo Vieira da Silva
Gestor de Empresas / Licenciado em Ciências Sociais – área de Sociologia
(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

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