BIKINIS, BURKINIS, ENFIM, TUDO A MESMA SEITA

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A França elegeu o burkini como a maior ameaça atual, à segurança nacional. Existirão provas, que as mulheres que optam por tal traje balnear, estejam de algum modo ligadas ao terrorismo? Em que algibeira vai a França guardar a sua laicidade?

Sim, podemos aceitar o nervosismo francês, perante os últimos e terríveis acontecimentos. Custa-me porém aceitar que a França ceda a esta tentação medíocre e claramente discutível. Como poderemos, sociedade ocidental, depois reclamar os valores básicos e intrínsecos da nossa cultura e desbragar fervorosamente os princípios da democracia, se nos enovelarmos no paradoxo?  (Ler Mais…)

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TRUMP, O PALADINO DA DESGRAÇA ADIVINHADA

Trump

Com Trump a ganhar terreno a Clinton, as consequências para o mundo, de uma vitória daquele, nas próximas eleições americanas, são ainda imprevisíveis.

Porém,

De acordo com um relatório da “Economist Intelligence Unit (EUI)”, pertencente ao prestigiado semanário “The Economist”, a possibilidade de eleição de Trump, representa uma ameaça a nível global, equivalente aos efeitos económicos da ascensão do “jihadismo”. Demolidor relativamente à ocupação da Casa Branca por Trump, aquela unidade de análise conclui que, o posicionamento hostil de Trump em relação à China pode motivar uma guerra comercial entre os dois países, que conduzirá ao seguinte epílogo: a reivindicação pela China e também pela Rússia, da categoria de “polícias do mundo”.

Quer-me parecer que o ungido Trump, traz consigo a demência dos dias. O especialista em falências promete aplicar o “modelo de sucesso” das suas empresas, ao país, embora, e como se não bastasse, sejam desconhecidas as vantagens das anteriores incursões de grandes gestores, nas arenas políticas. (Ler Mais…)

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O CASTIGO DO EXEMPLAR ALUNO

MoscoviciUma política miserável, devastadora da dignidade de um Povo. Durante quatro anos, destruíram-se conquistas sociais, deprimiram-se orgulhos e mergulhou-se o País na mais trágica situação do pós 25 de abril. Para quê? Para isto?

A Comissão acabou de anunciar que as regras orçamentais não foram cumpridas, em 2015. Em 2015, repito.

Ao sabor da corrente de Bruxelas, resguardada nas exigências legais ratificadas, somos “chamados à pedra” por mau comportamento. Comportamento aquele, que foi anteriormente, pelos mesmos atores, e vá-se lá perceber porquê, elogiado. Mas o que foi ontem, não é necessariamente o mesmo que hoje. Coerência não marca, em definitivo, as instâncias europeias, guardiãs, pelos vistos apenas, dos Tratados, mesmo que estes não sejam, na perspetiva de Juncker, aplicáveis de igual modo a todos os Estados-membros. Não se lhes ocorrerá, creio, punir a Alemanha por superávit (diz que não têm base legal, pois o Tratado Orçamental não as prevê) ou a França, que também não cumpre os objetivos do défice. (Ler Mais…)

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PARA QUE SERVE AFINAL UM GOVERNO?

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Um país desgovernado, na agonia de um rumo. Assim se apresenta a vizinha Espanha, às eleições legislativas do próximo domingo, 26.

No tabuleiro político apresentam-se a jogo o afeiçoado ao poder, Mariano Rajoy, que arrisca a continuidade da sua vida política, motivado numa solitária resiliência, que nem aos colegas de partido agrada, Pedro Sanchéz, convicto ainda de que é possível conquistar a Moncloa, mesmo que afinal tenha que negociar com a direita, Pablo Iglesias, aprontado para se constituir o número 2 do futuro Governo, apesar da dura realidade partidária interna lhe oferecer como trilho apenas cacos, e Albert Rivera, hábil na manipulação à esquerda e à direita, como instrumento útil para atingir o seu objetivo. (Ler Mais…)

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ENTRETANTO, O CAOS NA VENEZUELA

Venezuela

Sob a forma de passarinho, ou de qualquer outra espécie animal ou vegetal, revela-se imperioso que Nícolas Maduro seja, urgentemente, ungido.

Com uma Assembleia Nacional, eleita em janeiro, contrária à sua ideologia, presidida por um opositor experiente, Henry Ramos Allup, e apesar das medidas, politicamente coercivas, introduzidas por Maduro, um dia antes da instalação do novo Congresso (retirou aos parlamentares o direito de nomear dirigentes para o Banco Central da Venezuela e suspendeu “temporariamente” a publicação de estatísticas económicas), o cerco aperta-se.

Nícolas Maduro, imbuído de puro desvario, manda e desmanda, diz e contradiz, faz e desfaz, inconsciente da guerrilha que a maioria opositora na Assembleia, e pior, o Povo, lhe declarou.

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INDAGAÇÕES A PROPÓSITO DA CRISE MIGRATÓRIA

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Mais 500 pessoas morreram esta semana no Mediterrâneo. Desde o início do ano, estima-se a chegada, por via marítima, à Europa, de 179,552 pessoas, excluídas as 1562 que terão perdido a vida, na viagem (segundo dados do Jornal Observador).

Enovelam-se-me os sentimentos, quando ouço falar de refugiados e migrantes. O rigor das palavras é aqui fundamental. Refugiado – o que cruza fronteiras, em fuga de conflitos armados, perseguição ou morte, no seu país de origem, é diferente de migrante – o que procura noutros destinos, melhores condições de vida. O refugiado é forçosamente migrante, mas a causa da migração é substancialmente diferente. Mas o que contribui para o meu enovelar sentimental é o facto de – afirmá-lo-ei sem pejo – ser possível que entre essas pessoas, possa estar gentes com intenções pouco merecedoras, relativamente aos europeus. Pelo menos, é esta a opinião de vários especialistas.

Comove-me a quantidade abominável de desgraçados que se lançam aos mares, em chalupas descontroladas, pelas quais deram o que tinham e não tinham, arriscando ainda dar lhanamente o que lhes resta – o último fôlego. Quando aqui chegam não sabemos quem são. E é também isto que emaranha o sentir. Vulgarmente desprovidas de qualquer tipo de documentação (o que a existir, significaria também pouco, por motivos óbvios), todas se dizem refugiadas, em busca de asilo político. Será?

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E NÓS, AS VÍTIMAS DA CORRUPÇÃO?

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Assistimos, por estes dias, a notícias em catadupa sobre investigações criminais, que no seu decurso regular, vão-se concretizando e envolvem servidores públicos, grupo profissional no qual – sinalizo já o “disclaimer”- me incluo.

Em menos de duas semanas, vimos desfilar pelos ecrãs, detidos, um magistrado do Ministério Público, Autoridades de polícia criminal, dirigentes e funcionários da Administração Pública, os quais, presumivelmente cometeram atos ilícitos tipificados como crime de corrupção e outras infrações conexas.

Especialistas, mais ou menos reconhecidos para o efeito, desataram a bramir que os cortes salariais dos últimos anos, a perda de prerrogativas próprias dos agentes públicos e a consequente desmotivação generalizada daqueles, eram a causa e o efeito deste surto criminal.

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NO EPICENTRO DA ERUPÇÃO DOS “PANAMA PAPERS”

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Ainda na canícula da erupção arrisco a escrita, acerca daquele que, com forte probabilidade, poderá vir a ser considerado o maior escândalo relacionado com criminalidade económico-financeira, dos últimos anos.

Alinhados num diapasão e fuso horário que se fez comum, reclamado pelo necessário impacto do caso, os órgãos de comunicação social mundiais, sob a batuta do International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ) dinamitaram o repouso do escândalo e, em simultâneo, o Mundo ficou a conhecer os principais contornos do acontecimento. Notícias, opiniões, infografias, análises cronológicas e listas de nomes, são expelidos, evidenciando vítimas: o humilde contribuinte, cremado na sua honra e pudor fiscal.

Não tendo ainda atingindo a fase de rescaldo, dificilmente se poderá alcançar que objetivos servirão esta notícia, a sua fidedignidade, dimensão e os efeitos pessoais, políticos, económicos e criminais que consequentemente terá.

No acervo dos apregoados 11,5 milhões de documentos comprometedores para os reais donos-disto-tudo, encontrar-se-ão indícios da utilização de empresas offshore, para facilitação de subornos, negócios ilegais de armas, evasão fiscal, fraude financeira e tráfico de droga.

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