Voto obrigatório? Vamos a esse debate.

Nas últimas eleições a abstenção tem aumentado de forma quase exponencial. Apenas têm votado em média cerca de 50% dos eleitores. É notório que a abstenção tem funcionado como uma forma de protesto face aos políticos que têm governado o nosso País.

Porém o distanciamento dos cidadãos não é um fenómeno recente, muito menos um problema que afecte apenas o nosso País. Por exemplo nas últimas presidenciais americanas quase metade dos eleitores não participaram nas eleições. O problema da abstenção tem raízes profundas, que vão desde o crescente descontentamento com os políticos que temos até ao desinteresse pelo fenómenos político, pelo que não existe uma solução mágica para o resolver. (Ler Mais…)

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A estranha forma de pedir do Padre Almiro

Começo por fazer uma prévia declaração de interesses. Sou católico, apostólico, romano.

Tenho noção que hoje existe um claro afastamento das pessoas em relação à Igreja Católica. Os Padres deixaram de ser pastores para serem administradores. Hoje quando nos dirigimos a uma Igreja deixamos de ser atendidos pelo Clérigo para sermos atendidos por uma secretária administrativa.

Hoje, em muitos casos, a Igreja vive numa situação completamente antagónica àquela evocada na parábola do Pastor. Nessa parábola o Pastor tinha noventa e nove ovelhas na corte e foi buscar a que se perdeu. Porém hoje vivemos numa situação inversa em que parece termos apenas uma ovelha no curral e noventa e nove que andam perdidas. Hoje a Igreja pouco faz para as recuperar. A Igreja deve sair à rua ao encontro das pessoas que muitas vezes, tal como as ovelhas, andam perdidas. A missão da Igreja é sair do seu espaço físico, ir de encontro às pessoas e anunciar o Evangelho. Este é o maior conforto que as pessoas que acreditam em Cristo podem receber. O conforto espiritual que tão arredado anda da nossa sociedade.

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Os votos dos portuenses não têm dono

Hoje tenho lido muitas opiniões sobre o fim do casamento entre Rui Moreira e o PS. Mas também sobre o desfecho das próximas eleições Autárquicas no Porto.

Eu confesso que não arrisco qualquer prognóstico. Neste momento penso que o resultado está em aberto. As razões que levaram à supreendente vitória de Rui Moreira em 2013 poderão ser as mesmas que podem conduzir a uma derrota do actual presidente da Câmara nas próximas Autárquicas.

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Corrupção, um problema que Abril exponenciou

A revolução de Abril de 1974 trouxe à tona o problema da corrupção que se tem agudizado nos últimos anos. Políticos, banqueiros e administradores públicos tem sido alvo de suspeitas e acusações em que depois a montanha acaba por parir um rato.

Na sequência das últimas decisões judiciais ficamos com a sensação que vivemos num país onde reina a corrupção mas onde parece não existirem corruptos. Vamos ser claros. Para existir corrupção têm que existir corruptos. Ponto.

É preciso dizer com clareza que a legislação aprovada na Assembleia da República protege aqueles que a aprovam – os políticos – e que estes não disponibilizam aos demais agentes judicias os meios humanos e materiais para um combate sério à corrupção e ao tráfico de influências.

Um dos temas que abordo frequentemente em conversas com o meu amigo Nuno Garoupa é o problema da corrupção. É um tema que nos diz muito. Partilhamos muitas das mesmas preocupações e das soluções para combater esta epidemia que atinge, em larga medida, a classe política.

O Professor Doutor Nuno Garoupa é das poucas pessoas que fala sobre o problema da corrupção, em Portugal, sem quaisquer pruridos e de uma forma muito assertiva. Hoje dá continuidade ao seu artigo do Diário de Notícias da última semana. Escreve e bem que  “o primeiro passo tem de ser aprendermos a discutir este tema como uma qualquer política pública que apresenta ineficiências preocupantes, mas sem superioridades morais. Enquanto o debate público estiver contaminado por moralismos, não sairemos dos casos concretos e seremos incapazes de superar a observação de que a justiça penal falha há 43 anos.”

Será possível os governantes do nosso País escutarem por 5 minutos o Professor Nuno Garoupa? Não perdiam nada e o nosso País ganhava muito. Acreditem em mim.

É necessário sermos criativos na forma de comemorar e assinalar o 25 de Abril. Porque não a criação de um Ministério de Combate à Corrupção? Penso que é o tempo de estarmos todos unidos contra a corrupção.

Paulo Vieira da Silva

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Marco António Costa, o “Alpinista Politico“, os “SHM” e a sua “Rede“

Hoje faz dois anos que fiz chegar uma denúncia à Sra. Procuradora Geral República, Dra. Joana Marques Vidal, ao Sr. Director Nacional da Polícia Judiciária, Dr. Almeida Rodrigues, e ao Director do DCIAP, Dr. Amadeu Guerra, relativamente ao vice-presidente do PSD, Marco António Costa.

Não retiro uma vírgula ao que escrevi há dois anos. Tudo o resto consta do processo que continua em investigação que um dia será tornado público. Ao longo destes dois anos em tudo colaborei com as entidades judiciais. Nunca violei o segredo de justiça. E assim será até ao fim.

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O enriquecimento ilícito

Nos últimos dias, após ter sido tornado público o arquivamento do processo que envolvia o BPN , Dias Loureiro e Oliveira Costa, muito se falou e escreveu na imprensa e nas redes sociais sobre esta inaudita decisão do Ministério Público.

Foi notório que o País ficou em estado de choque com esta decisão, porém, não ouvi nem li nada sobre a necessidade de mudar a lei penal quanto ao enriquecimento ilícito.

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A (in)dependência da imprensa local

A imprensa local tem importância numa eleição autárquica. Felizmente cada vez menos. Hoje as redes sociais e os blogues têm um alcance incomensuravelmente maior e uma influência muito superior a um qualquer jornal ou rádio local.

Hoje tenho noção que tudo o que escrevo tem uma audiência nacional. Escrevi diversos artigos – com relevância nacional – que tiveram mais de 2 milhões de visualizações.

Há dias escrevi um artigo no meu blogue pessoal em que fiz um exame aos 12 anos de governação de Manuel Moreira à frente dos destinos da Câmara Municipal do Marco de Canaveses. Este era um artigo de âmbito estritamente local com interesse sobretudo para os Marcoenses. Mas apesar do interesse do artigo se circunscrever ao Marco e aos Marcoenses fiquei muito surpreendido com o seu alcance. Teve 145.000 visualizações. Sim, não escrevi mal, foram 145.000 visualizações. Provavelmente este meu artigo terá tido um alcance muito superior que a totalidade das edições anuais da maioria dos jornais locais.

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Isaltino, Valentim e o Professor Alberto de Vila Pouca

Nos últimos meses Isaltino Morais e Valentim Loureiro terão sido convidados pelas estruturas do PSD para serem candidatos, respectivamente, às Câmaras Municipais de Oeiras e Gondomar.

No primeiro caso terá sido Isaltino a recusar o convite. No caso de Gondomar foi Passos Coelho que vetou o nome do Major Valentim Loureiro.

A política exige coerência nas atitudes e nas decisões. Exige a utilização do “mesmo peso e da mesma medida” para todos. Mas assim não foi. No último Conselho Nacional do PSD o nome de Alberto Machado foi aprovado como recandidato à Câmara de Vila Pouca de Aguiar

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