SER OPOSIÇÃO

A Lei nº24/98 , publicada no Diário da República n.º 121/1998, Série I-A de 26 de Maio de 1998, diz-nos que “é assegurado às minorias o direito de constituir e exercer uma oposição democrática ao Governo e aos órgãos executivos das Regiões Autónomas e das Autarquias Locais de natureza representativa, nos termos da Constituição e da lei”.

  1. Mas, todos sabemos que em democracia, o papel da oposição é claro, e é a esta a quem cabe fiscalizar a administração, os actos dos nossos governantes,, ser a caixa do correio das propostas e insatisfações populares e, de certa forma, ajudar o governo (nacional ou local) a administrar melhor, criticando, apontando equívocos e incongruências, destacando as consequências de desacertos e denunciando erros e omissões.

Uma Oposição competente contribui para se alcançar o objetivo da ação política. Além disso, deve estar centrada sempre na construção de propostas e apresentar caminhos diferentes dos actuais para garantir maior eficiência do órgão ou órgãos dos quais não é poder e possibilitar o constante crescimento desse mesmo órgão ou orgãos.

Fazer Oposição por fazer Oposição, sem linha de rumo e sem nenhuma coerência, não é correcto. Tem de haver pois uma estratégia. E a estratégia tem de ser colectiva, não é um ser o comandante do navio, e outro(s) quererem a sua promoção pessoal, deixando muitas vezes o comandante sozinho na proa.

Nas Autarquias, nem sempre por vezes conseguimos encontrar no Poder, quem esteve anteriormente na oposição, mas algumas vezes isso acontece. Todavia, muitas vezes alguns chegam ao Poder, e esquecem-se o que diziam e faziam quando estavam na Oposição. É mais fácil estar na Oposição, do que no Poder.

Eu comecei a minha actividade política na Oposição, depois fui Poder, e voltei a estar na Oposição, conheci por isso ambos os ambientes e aprendi que estar ao lado da governação autárquica quando tinha de estar, e contestar quando o devia, e por isso ser Oposição não é somente ser contra, mas sim debater e também contribuir para um futuro melhor.

Um Oposição inconsequente, sem critérios e linha política definida, perde a credibilidade e acaba agindo contra a governação.

Por outro lado, temos de ser livres e desprendidos, económica e profissionalmente falando, de quem está no Poder, sob pena de não termos possibilidade de representarmos verdadeiramente quem nos elegeu, pois temos sempre receio e medo de quem nos paga o salário ou avença ao fim do mês, deste modo estamos sempre, mas sempre condicionados na nossa acção politica.

Sermos livres de actuar, sermos livres de emitir a nossa opinião é muito positivo.

É muito importante, não sermos reféns do poder económico que tantas e tantas vezes, dirige e condiciona o poder político.

Temos de saber pensar por nós próprios, temos de ser independentes desse poder económico, caso contrário cairemos nas mãos dos chamados mandantes, que não sendo eles poder, tutelam de fora para dentro quem o povo dirige.

E como diz o refrão de uma música muito conhecida:

“Ontem apenas fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero”.P

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RIO SARDOURA , um recurso hidrico com enorme potencial

A campanha de limpeza do Rio Sardoura começou com uma CANDIDATURA a PROJECTOS DE APOIO AOS CLUBES ROTÁRIOS, promovida pela Fundação rotária portuguesa (FRP), após os incêndios de Outubro de 2017, definindo a FRP essa verba como FUNDO DE CALAMIDADE DISTRITAL.

Fomos desafiados a fazer uma candidature e eu, como representante do Rotary Clube de Castelo de Paiva, junto da Fundação rotary Portuguesa tive de pensar num projecto. Escolhi a limpeza do Rio Sardoura, um projecto diferente daqueles que se andavam a fazer pelo País. Propus então ao meu Clube, na altura presidido pelo Companheiro Carlos Novais e foi aprovado. Passo seguinte era preciso contactar a Cãmara Municipalde Castelo de Paiva e as Juntas de Freguesia e convida-las para parceiros. Todos sem excepção agarraram este projecto

A Câmara apoia com 2.500 euros, correspondendo aos meios técnicos (máquinas), e as Juntas de Freguesia com a mão de obra.

O protocolo entre todas estas instituições foi assinado no passado dia 25 de Outubro e a campanha no terreno começou no passado sabado (27) em São Martinho.

A Camara tratou das autorizações junto da APA, Agencia Portuguesa do ambiente.

O Porquê do RIO SARDOURA ??

Como se sabe, o Concelho de Castelo de Paiva tem cerca de 109 km2 e uma população próxima dos 17 mil habitantes. No passado mês de Outubro de 2017, ardeu uma parte significativa do seu território, atingindo mais de 70% da sua mancha florestal.

Um dos recursos naturais que Castelo de Paiva são os seus recursos hidricos, nem sempre de fácil acesso e muitos deles carregados de árvores e folhagem,uma vez que Portugal abdicou no período pós 25 de Abril de 1974 da sua limpeza, levando à extinção dos guarda – rios. Assim desde essa altura a limpeza dos rios não se faz, o que levou ao aparecimento de espécies arbóreas que  alteraram parcialmente algumas dessas áreas e foram focos de passagem de uma margem para a outra, fazendo autênticas “pontes”, para a passagem do fogo.

Em relação aos recursos hídricos em Castelo de Paiva falamos dos Rios Arda, Sardoura, Paiva e Douro, sendo que os três primeiros são afluentes do Douro e o no caso do Rio Sardoura este tem a quase totalidade do seu percurso no concelho de Castelo de Paiva, passando por 4 das suas seis freguesias, possuindo ainda um ribeiro com caudal idêntico que atravessa quase toda a freguesia de Sardoura.

O Rio Sardoura nasce na freguesia de Santa Eulália (Arouca), concelho de Arouca, local onde inicia o seu percurso de 18 km até desaguar no rio Douro, na freguesia de Santa Maria de Sardoura, passando ainda nas freguesias de Real, de Sobrado e de São Martinho todas elas no concelho de Castelo de Paiva e todas elas abrangidas pelo incêndio de Outubro de 2018. Inclusivamente o Rio Sardoura, é dos cursos de água que constitui a bacia hidrográfica do rio Douro.

Com esta candidatura pretendeu-se arranjar voluntários e financiamento para a limpeza dos principais troços deste Rio Sardoura, nas citadas freguesias e nos locais em que eles têm mais densidade arbórea, evitando focus de propagação de futuros incêndios nas suas margens, permitindo que assim ele possa contribuir em muitas zonas para o desenvolvimento económico do concelho, criando com esta iniciativa novos hábitos, de preservação dos nossos rios.

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Por PORTUGAL

 Em 1997 fui eleito a primeira vez Presidente de uma Câmara Municipal, a de Castelo de Paiva. Vivia eu apenas há 18 meses neste concelho. Durante 12 anos dediquei-me, a tempo inteiro, (abdicando de uma confortavel vida familiar e profissional), de alma e coração, à causa pública. Servi o meu País. Todas as funções que exerci até hoje aos mais diversos níveis foram desempenhadas com o mais elevado grau de responsabilidade. Mais importante do que os partidos, neste área,  fundamento as minhas decisões no serviço da causa pública e procurar fazer o melhor pelo meu País.Em 2017, aceitei mais um desafio, e num concelho diferente daquele que servi de 1998 a 2009. Nunca me arrependi dos actos e decisões que tomei. E aqui recordo quando trabalhava na holding pessoal de Américo Amorim e aceitei ser candidato à Autarquia de Castelo de Paiva, estávamos em 1993. Nesse ano nao venci as eleicoes. Tenho orgulho na obra realizada da cultura ao desporto, da dinamização empresarial às acessibilidades, da educação à saúde, do ambiente à qualidade de vida. Muito se fez, e estou consciente que muito mais há para fazer. Muitos criticam, mas quando chamados a participar na actividade recusam-se e refugiam-se nos textos ou, na era moderna nas redes sociais. Participar  na actividade política é um dever cívico. Todos somos poucos. Todos temos obrigação de continuar a trabalhar por PORTUGAL.
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Por um novo rumo.

A 9 de Dezembro de 2017, a convite do Presidente da CPC do PSD de Castelo de Paiva (aqui na foto comigo e com Pedro Santana Lopes) participei num jantar de Natal de um partido político no qual fui filiado de 1991 a 2017. Foram 26 anos de intensa actividade em que muitas coisas positivas e negativas aconteceram. Entrei pelos meus próprios pés, em Setembro de 1991, através da Secção do Bonfim, na cidade do Porto, cidade onde vivi os primeiros 32 anos da minha vida. Filiei-me sem padrinhos, nem outro tipo de interferências.
Nunca exerci cargos de nomeação política, sempre eleito pelo povo, o que me dá ainda mais liberdade de pensamento.
Como trabalhador mantenho-me até hoje como filiado nos TSD’s, uma organização na qual se pode ser filiado, sem ter de se ser obrigatoriamente filiado no PSD.
Quanto à ligação ao PSD, da mesma forma que procedi em 1991, mas agora usando as novas tecnologias, com um simples email de um parágrafo (5 linhas) desfiliei-me do PSD, a 13.3.2017.
Nos últimos meses tenho assistido a actos semelhantes (desfiliações) de muitos militantes com quem convivi e que representaram o Partido a um nível ainda mais elevado.
Um desses militantes foi Pedro Santana Lopes. Ele não foi um militante qualquer. Ele melhor que ninguém saberá as razões que o levaram a tomar tal atitude.
O que vai fazer daqui para a frente, a ele competirá decidir.
Tenho assistido nos últimos dias a algum aparente nervosismo de alguns militantes sociais democratas.
Vivemos num País livre e democrático. Vivemos num país em que temos de respeitar a liberdade e o pensamento dos outros.
Tal como eu, muitos portugueses não se revêem no pensamento e ação do actual líder do maior partido da oposição.
Sempre aprendi que o futuro a Deus pertence.
Vamos deixar a nau portuguesa andar e que o futuro nos leve a bom porto.
Gosto muito do meu País e é aqui que quero continuar a viver, de uma forma livre e democrática. Pretendo continuar a pensar pela minha própria cabeça, sem os constrangimentos que uma militância partidária assim o exige, e que no na Assembleia da República tem a sua antítese como expoente máximo.

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A IGUALDADE DO GÉNERO

A Igualdade entre mulheres e homens é uma questão de direitos humanos e uma condição de justiça social, sendo igualmente um requisito necessário e fundamental para a igualdade, o desenvolvimento e a paz.

Ao falarmos na Igualdade de Género exige que, numa sociedade, homens e mulheres gozem das mesmas oportunidades, rendimentos, direitos e obrigações em todas as áreas.

Vem isto tudo a propósito da final da taça de Portugal em futebol feminino, realizada no Estádio Nacional, para alguns, estádio de Oeiras para outros, e na presença de 11.714 espectadores.

Este jogo disputou-se no mesmo recinto da final da taça de Portugal em futebol masculino, mas oito dias depois, contando inclusivamente com a mesma entidade organizativa, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Todavia, havia algo de diferente que distinguia estes dois jogos o sexo dos intervenientes e os protagonistas do camarote presidencial.

Enquanto no jogo dos homens esteve Sua Execelência, o Senhor Presidente da República e o Primeiro Ministro e o Presidente da Direcção da FPF, no jogo feminino esteve o Secretário de Estado do Desporto e o Vice Presidente da FPF.

É pena que tal aconteça, e havia aqui uma oportunidade de praticarmos a igualdade do género.

São nestes pequenos, grandes gestos, que muitas vezes podemos fazer a diferença.

Foi um grande jogo de futebol, esta final da taça de Portugal feminina, mostrou que temos evoluído muito nesta modalidade e tive pena que os principais protagonistas que estiveram no camarote presidencial uma semana antes não tenham marcado presença, isto sem qualquer desconsideração para quem os substituiu.

Espero que em situações futuras tal situação não se venha a repetir, isto porque a igualdade do género tem de se praticar no dia a dia..

 

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A FEIRA DO VINHO VERDE e o TURISMO como factor do desenvolvimento económico

Faltam quarenta e um dias para ter início o maior evento que se realiza no concelho de Castelo de Paiva, a XXI Feira do Vinho Verde.

Esta Feira tem já um cariz nacional, pela quantidade de visitantes de norte a sul do País e que leva além fronteiras do País o bom nome de Castelo de Paiva e o seu principal produto agrícola, o vinho verde.

O vinho foi, é e será o principal produto agrícola de Castelo de Paiva. Por isso é que este certame surgiu, para homenagear todos aqueles que ao longo de décadas e décadas dedicaram a sua vida à nossa agricultura. Foi uma promessa eleitoral que fiz aos agricultores e produtores paivenses nas Eleições Autárquicas de Dezembro de 1997. Muitos desses agricultores, com muitas dificuldades criaram filhos e alguns deles hoje dentro e fora do nosso concelho têm cargos de grande responsabilidade. A Agricultura e o vinho foi durante muitas décadas o único ganha pão de muitas famílias.

 

Recordo aqui que a Comunidade Europeia pretendia na altura eliminar 400 mil hectares de vinha no espaço europeu, onde a região dos vinhos verdes também irá estar abrangida. E assim em 1999, foi-nos proposto pelas autoridades nacionais e apoiado pela Comunidade Europeia um programa de reconversão de 245 hectares da nossa vinha. Não nos podemos esquecer que há sete anos tínhamos freguesias do nosso concelho que não produziam vinho verde, mas sim vinho americano, e hoje produzem vinho verde. O programa de reconversão de vinha em Castelo de Paiva criou postos de trabalho, fez atrair ao concelho famílias que por um motivo ou por outro saíram do concelho, e hoje temos algumas marcas de produtores individuais com excelentes vinhos. Facto que não acontecia antes do Plano estar concretizado.

 

Mas é nestas alturas que se prova a solidariedade dos paivenses e a Câmara Municipal ao realizar este evento, sabendo que é dos mais procurados no concelho, ajuda o mundo agrícola e viti-vinicola a ter uma esperança num futuro melhor.

 

Os nossos vinhos verdes são um orgulho de todos nós. E mais satisfeitos ficamos quando ouvimos dizer que o nosso vinho tinto é dos melhores do mundo. Numa canção antiga os nossos antepassados diziam

‘’Ó Paiva terra de rara beleza

               Ó Paiva capricho da natureza

                           Que a Vila de Paiva sinta orgulho em ser portuguesa”

 

Em 1998, prometemos e avançamos com este projecto, timidamente à volta da Câmara antiga. Poucos eram aqueles que acreditavam neste projecto, mas é com orgulho paivense que passados vinte e um anos olhamos para este projecto como sendo um projecto não só da Câmara mas também do Povo de Castelo de Paiva.

 

Uma palavra de apreço também à Cooperativa Agrícola Paivense e à Adega Cooperativa de Castelo de Paiva pelo apoio nomeadamente, que durante anos prestaram na comissão técnica da feira do vinho. Outro exemplo da boa colaboração que foi conseguida foi a parceria com a Associação Comercial de Castelo de Paiva. Exemplo disso é o merchandising produzido para promoção da Feira, e lembro aqui aquela cavaca gigante, com 80 kgs (doce regional tradicional) com dois metros e meio por dois metros e meio, 1000 ovos,  50 ks da farinha, 30 kgs açúcar, demorou dois dias a fazer, numa iniciativa do comércio e indústria local.

 

O programa de desenvolvimento do concelho que passa fundamentalmente pelo turismo, tem no ENOTURISMO e no turismo viti – vinícola um potencial extraordinário. Para quem não se lembra, no ano de 2006 foram mais de 5000 pessoas aquelas que chegaram até nós de barco através dos rios Douro e Arda. Nesse ano, o rafting no Rio Paiva trouxe mais de 10 mil turistas e praticantes a Castelo de Paiva.Ao monumento Anjo de Portugal, junto à Ponte Hintze Ribeiro, foram mais de 300 mil, os visitantes que por lá já passaram.

É certo que nos faltavam as unidades hoteleiras. Conseguimos que fosse construído um hotel top junto ao Rio Douro, na Raiva.  Foi um investimento que ultrapassou os 12 milhões de euros, criou 52 postos de trabalho e tem 41 quartos e 26 apartamentos turísticos, estes últimos agora em fase de conclusão.

As unidades de alojamento local e casas de turismo em espaço rural também aumentaram. Teremos no futuro mais de uma centena de camas turísticas no concelho.

A Rota do Românico do Vale do Sousa passa também por Castelo de Paiva. Temos um monumento nacional incluído nesta Rota, o MARMOIRAL da Boavista e é uma mais valia para este concelho. Vêm aí os passadiços e os caminhos pedestres junto ao Rio Douro. Mais um factor de atractividade.

 

Sou acérrimo defensor que para ultrapassarmos algumas vicissitudes do mercado dos vinhos temos de dar as mãos e uma forma é por exemplo criarmos, como já o disse em 2006 e tenho vindo a dizer uma marca de vinho única, por exemplo CASTELO DE PAIVA. Nós vivemos numa aldeia global de biliões de seres humanos. Temos de ter dimensão e para isso temos que nos associar.

Hoje há vinhos de Castelo de Paiva a serem exportados para Singapura, Miami, Dubai, Holanda, Inglaterra, Espanha, França entre outros países.

Assim, o Turismo e o Vinho Verde são, pois, na minha opinião factores decisivos para o desenvolvimento do Concelho. Podem e vão ser factores geradores de postos de trabalho, o nosso principal problema de hoje. Por isso tenho esperança que aquilo que é hoje um dos nossos ex – libris, o vinho verde, vai continuar a dar-nos muitas alegrias.

Saibamos consolidar consolidar todos estes ingredientes e o turismo será um dos factores, senão o principal do desenvolvimento económico de Castelo de Paiva.

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Uma História de Azul e Branco

A minha família paterna é oriunda de Castelo de Paiva, tendo aí nascido o meu Avô, Ascendino Rodrigues Teixeira, sócio do Futebol Clube do Porto (FCP), n°11.941, quando nos deixou em 1976.

O meu Pai, José João Strecht Caldeira Teixeira, também ele natural de Sobrado, Castelo de Paiva veio com 5 anos viver com os pais para a cidade do Porto, freguesia de Massarelos e fez-se sócio do FCP.  Ainda jovem e solteiro a sua primeira ligação ao FCP, deu-se como atleta de Hóquei Campo.

No início da década de setenta entra no clube como dirigente e foi Chefe de Secção do Atletismo, numa época em que a Aurora Cunha, José Sena, o João Campos, entre outros despontavam para o atletismo. Nesta altura Jorge Nuno Pinto da Costa entre também como chefe de secção do boxe.

No final da década de setenta é eleito Presidente da Associação de Andebol do Porto, indicado pela direcção do FCP (cumprindo os mandatos de 1978/79 e 79/80).

No início da década de oitenta e até ao seu falecimento, num acidente de automóvel, em 5 de Março de 1981, é membro da Direcção do FCP, então presidida pelo Dr. Américo Gomes de Sá. Nessa direcção o meu pai era Director do Judo e Halterofilismo.

Em toda a sua vivência no FCP o meu pai fez história por diversas vezes nas Assembleias Gerais do FCP que se realizavam inicialmente no pavilhão das Antas e depois no Pavilhão Dr. Américo de Sá.

Durante muitos anos o meu Pai fez parte da Comissão Pró Sede. Tratava-se de um órgão do FCP que organizava as viagens de comboio para os adeptos acompanharem a equipe e obtinha receitas para construir nova sede. Recorde-se que até a Torre das Antas ser construída no final da década de noventa, os serviços do FCP funcionavam na arquibancada do Estádio das Antas e antes (final da década de setenta) na Praça do Município.

A sua urna foi coberta por uma bandeira do FCP, pois esse era o seu desejo, e foi trazida pela direcção do FCP que o acompanhou desde o Salão Nobre do Edifício dos Paços do Concelho de Castelo de Paiva, onde era Presidente da Assembleia Municipal, até ao cemitério local, bandeira que no final da cerimónia me foi entregue.

Entre 1971 e 1974 frequentava eu a Escola Primária no Asilo Profissional do Terço, como aluno externo, e o meu pai inscreveu-me como praticante de ginástica no FCP. O ginásio do FCP funcionava num edifício alugado na Rua Alexandre Herculano, perto das Fontaínhas.

Após 1974 e ainda com dez anos os meus pais inscrevem-me na natação no FCP, passando mais tarde a praticar judo no mesmo clube.

Nos anos oitenta frequentei a ginástica no FCP, aí já a funcionar debaixo da
Arquibancada do Estádio das Antas.

Em 26 de Janeiro de 2001, nasce o meu primeiro filho, João Paulo. E como não podia deixar de fugir á regra com dois dias de idade foi inscrito sócio do FCP cumprindo assim uma tradição familiar, que já vai na terceira geração. A minha filha Leonor quarenta e oito horas depois de ter nascido, a 27 de Agosto de 2010 também já era sócia deste grandioso clube,

Quando o Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa me fez o convite, em 10 de Abril de 2004, no dia do jogo FCP — Marítimo, para integrar a direcção do Clube para o triénio 2004/2007 foi com surpresa, mas também com muita honra que recebi e que aceitei o desafio.

Por tudo aquilo que ele fez pelo nosso Clube nas últimas duas décadas e como forma de um tributo á memória do meu saudoso pai, disponibilizei-me para contribuir, dentro das minhas possibilidades, para engrandecer cada vez mais o nosso FUTEBOL CLUBE DO PORTO.

Decorria o ano de 2009 e fui distinguido com o DRAGÃO DE OURO, Dirigente do Ano, numa cerimónia realizada pela primeira vez no Dragão Caixa, tendo recebido esta distinção das mãos do Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa.

De Maio de 2010 até 2014, também fiz parte do Conselho de Filiais e Delegações do FCPorto.

Desde 2010, quer como membro efectivo, quer como membro suplente, faço parte do CONSELHO SUPERIOR do n nosso Clube.

Como SÓCIO e ADEPTO deste grandioso Clube, o meu clube de sempre que continua todos os dias a dar-me muitas alegrias.

O que se passa hoje na Avenida dos Aliados é impressionante, efectivamente só deve deixar indiferente aquele Senhor que durante doze anos fechou as portas do Município ao nosso Clube.

Obrigado Dr. Rui Moreira, o seu espírito democrático hoje teve o seu expoente máximo.

Ser PORTISTA É UMA PAIXÃO.

Paulo Ramalheira Teixeira

 

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PENEDOS DE SÃO DOMINGOS

De 2000 a 2003 o Monte de São Domingos localizado na União de Freguesia da Raiva, Pedorido e Paraíso foi afectado por vários incêndios que destruíram vegetação e alteraram de forma significativa a evolução dos blocos rochosos das suas encostas. Isto levou a que todo o terreno e as rochas ali existentes ficassem mais expostos.

Tudo isto conduziu à queda de blocos rochosos ao longo das vertentes até às proximidades das habitações que se encontram junto à estrada municipal CM 1123. O risco de outras quedas era grande.

Em devido tempo a Câmara Municipal e a Protecção Civil Municipal alertaram as entidades competentes. Muitas foram as entidades foram envolvidas e a quem recorremos.

Seguiu-se um estudo (relatório técnico) de uma empresa da especialidade, estudo esse que foi encomendado pela DRAOT-N (Direcção Regional ambiente e Ordenamento do Território do Norte). A CCDR-N e o então Governo Civil de Aveiro manifestaram total disponibilidade para colaborar.

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