O tempo da desmemória 

mente-vazia

Há um hoje um estranho tempo no qual, do mesmo modo em que de tudo se arenga muito intensamente, do mesmo tudo se esquece muito rapidamente.

A  classe política, com o seu inato jeito para folhear os recessos mais profundos da psicologia de massas, domínio no qual decerto investe mais do que no bem-fazer social, apreendeu com nitidez e cupidez a sua capacidade devoradora de hipo assimilar pela rama a hiper informação, cuspindo-a logo de seguida, de modo a poder fazer boca para a que se sucede de imediato, já quente e fremente na linha de montagem expelidora, ou charivari de casbah.

O destinatário é um alvo que recebe tantas frechadas que deixa o São Sebastião reduzido a feridas e ofensas de terceira. (Ler Mais…)

Gosto(0)Não Gosto(0)

Reforçar as fraquezas é tal paródia…

Acode-nos a tal fogo-faralho qual dos mais lídimos santos da liturgia romana?
Mais se pensa que até eles se quedaram, perpétuos, na indiferença do mármore de Pêro Pinheiro ou do castanho dos soutos da Lapa, mesmo que bichado do caruncho secular ou das pragas mais actuais…
O que era, outrora, ser digno?
Poucos se lembrarão, de tal forma o vocábulo se adulterou, mas com esforço e sem ir à wikipédia (aí sim, a dúvida assarapanta-se!), talvez assim a dignidade se adornasse: ter ideias e sentimentos elevados e nobres por molde a inspirar respeito e veneração.
Isso é que era bom! Respeito e veneração… (e há sempre aquela rábula da veneração ser a adoração de Vénus, coisa de largo espectro semântico colateral, que até a doenças e vestuário nome deu).
Se o “digno” se abastardou como um licoroso velho e decrépito que só aceita estar deitado e à sombra, o indigno tornou-se invisível. Talvez por dantes aqueles serem poucos e hoje uma legião destes serem. E como não vemos o orgalho no próprio olho e as massas são uma cortina opaca… (Ler Mais…)

Gosto(0)Não Gosto(0)