Porquê obras de nada?

Fazer o que é necessário para evitar/minimizar acidentes não é visível. Não é considerado “obra”. Se um autarca for diligente e fizer manutenção e prevenção, dos caminhos, da floresta, das árvores, dos rios e outros cursos de água, das praias e falésias, etc., não pode apresentar isso como “obra” para ser eleito, porque não tem como mostrar o que fez: e se mostrar não tem impacto. Evitou mortes, evitou feridos, evitou perdas de bens materiais… mas isso não é valorizado, porque falamos do que não aconteceu. A melhoria da qualidade de vida das pessoas é de somenos para muitos. Que valor tem isso quando comparado com uma rotunda com relva, luz e uma obra de arte?

Por isso, governar bem, pensando nas pessoas, no seu modo de vida, na sua qualificação e na cultura, não é prioritário. O que é necessário é fazer “obra”. Aliás, no final de cada mandato a pergunta de todos é sempre a mesma: que “obra” fez este senhor(a)?

Não se admirem por isso que o vosso dinheiro, sim porque o dinheiro que eles usam não é público, é vosso, dos contribuintes, seja desperdiçado em OBRAS DE NADA.

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A Inovação e o Empreendedorismo na Transformação da Cidade

Data e local: 28 de Julho, 17:00, Auditório do IteCons em Coimbra

Evento: detalhes aqui.

 

Tópicos para debate

Qual é o papel da inovação na mudança necessária nas cidades?
Como pode ser usada?
Qual o impacto na governação da cidade?
Que políticas devem ser realizadas?
São fatores de inclusão?
Qual o impacto na cultura, na vida e na organização da cidade, na atração de investimento, na atividade económica?
É importante organizar comunidades, explorar a vizinhança?
Como devem ser organizadas?
E a atividade empresarial, como deve estar espalhada pela cidade?
Impacto no urbanismo?
Uma cidade que se reinventa todos os dias.
Uma cidade de oportunidades.
Uma cidade inclusiva.
Uma cidade aberta à participação de todos.

 

Jose Antonio Salcedo (Empreendedor, ex-Professor Universitário)*

Franquelim Alves (ex-COMPETE, ex-Secretário de Estado da Inovação)

J. Norberto Pires (Professor da UC)

 

* Relator do relatório “A Inovação na Transformação da Cidade”, realizado no Porto a convite do Vereador do Pelouro da Inovação e Ambiente

 

 

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Não é suicídio político porque Passos há muito que não existe

Pedro Passos Coelho resolveu dizer, depois de uma visita a Pedrógão, ladeado por deputados do PSD (Maurício Marques, deputado por Coimbra e Teresa Morais, deputada por Leiria), que tinha “… conhecimento de que há vítimas indiretas, pessoas que puseram termo à vida, que em desespero se suicidaram, que não receberam apoio em tempo devido“. É uma afirmação de uma enorme gravidade. Na verdade, depois de 64 mortes num incêndio que coloca em causa o Estado e os serviços do Estado, só se compreende uma afirmação destas se a informação fosse verdadeira, confirmada e se se verificasse total inoperância por parte dos serviços do Estado. Em qualquer outro caso, um político minimamente responsável, sério e com sentido de Estado, nunca transmitiria uma informação deste tipo aos microfones de uma televisão.

 

 

Pois, mas o pior veio a seguir. Para espanto e choque do país, os serviços do Ministério da Saúde e da ARS do Centro vieram desmentir essa informação. E um “politiqueiro” de Pedrógão, aparentemente sedento de ataque fácil ao Governo, veio dizer que passou esse boato a Passos Coelho sem confirmar. Inacreditável.

 

Portanto, Pedro Passos Coelho, um homem que deveria ser um político experiente, que já foi PM, numa época muito difícil, recebe uma informação gravíssima sobre pessoas que, em sofrimento, se estariam a suicidar, não contando com o necessário e urgente apoio psicológico do Estado, e resolve dizer isso na TV sem confirmar? Acredita em tudo o que lhe dizem? Não percebe a gravidade do que disse? Não tem o menor sentido de Estado, nem de humanidade, para perceber que este tipo de coisas se transmite ao Governo e às autoridades porque não são, nem podem ser, matéria de nenhum tipo de luta político-partidária?

Não tinham os deputados do PSD que acompanhavam PPC, como por exemplo Maurício Marques (deputado por Coimbra) e Teresa Morais (deputada por Leiria), a obrigação de confirmar as informações que são passadas ao líder do seu partido? Que andam a fazer? Nenhum tem a menor dimensão e sentido de Estado para perceber que há assuntos que não podem cair na esfera da luta político-partidária?

Este não é o fim político de Pedro Passos Coelho porque este homem já não existe como protagonista político. É um simples intervalo de muito mau gosto.

 

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Coimbra2030: urgente mudança de atitude

 

Quais devem ser os conceitos chave do processo de construção de uma cidade/região que privilegie os ideais e seja capaz de identificar, avaliar e materializar boas ideias em benefício de toda a comunidade?

Por outras palavras, que variáveis devemos desenvolver para que a nossa cidade/região seja capaz de se tornar a escolha daqueles que procuram novas ideias e se identificam com essa atitude inconformada?

Nada desta discussão tem a ver com listas de pessoas. Constitui, na verdade, um debate prévio a cada projeto e tem a ver com um tipo de independência que é muito mal compreendida na nossa sociedade: a capacidade de em conjunto, sem objetivos relacionados com a circunstância pessoal de cada um, ser capaz de contribuir para o desenvolvimento de uma ideia global, a médio e longo-prazo, de cidade e região.

A escolha das pessoas deveria ser posterior a tudo isso, isto é, a escolha de pessoas deveria ser uma consequência do debate programático e de estratégia, permitindo que as lideranças se afirmem por isso mesmo, pela capacidade de liderar, e não por estratégias de pequeno grupo.

Na minha opinião, e tendo em conta a cidade em que vivemos, daria prioridade a 5 conceitos, todos eles relacionados com uma urgente mudança de atitude:

1) Inovação: ser capaz de introduzir sistematicamente novas formas de realizar, mais eficientes, mais preocupadas com o ambiente e com as pessoas;

2) Competência, profissionalismo e rigor: privilegiando com clareza a ideia de escolher os melhores e colocar o foco na capacidade de fazer bem as coisas no interesse de toda a comunidade;

3) Desenvolvimento de uma forte identidade local/regional: baseada em valores culturais e históricos que de alguma forma possam ser fatores de união e de um certo bairrismo;

4) Ideia clara de comunidade e de cidadania: é essencial que este conceito seja desenvolvido e considerado prioritário. Dele depende uma atitude inconformada de dedicação à comunidade, mas também da necessária valorização dos esforços que tenham a comunidade e os ganhos coletivos como objetivo essencial;

5) Abertura ao mundo: desenvolvimento de uma cultura que procure novas ideias e novas culturas, procurando incorporá-las, dando-lhes espaço, e permitindo que se desenvolvam.

Estou firmemente convencido, e isso guia a minha ação (por muito incompreensível que possa ter sido em alguns momentos), que a sociedade do futuro deve fomentar uma mudança radical de atitude, rejeitando os interesses de pequenos grupos e a promiscuidade entre o interesse público e o interesse privado, que são duas das principais causas da fraqueza económico-industrial relativa da cidade/região (e do país), transferindo o seu apoio para pessoas e grupos de pessoas com elevada competência técnica, elevados padrões éticos e que estão prontos a assumir responsabilidades a médio e longo prazo para a regeneração do tecido económico-industrial da cidade/região (e do país).

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Candidaturas independentes em Coimbra?

 

Hoje o Diário As Beiras aborda o tema das candidaturas independentes em Coimbra. O assunto é introduzido por Ricardo Castanheira e pelo diretor do jornal Agostinho Franklin, sendo depois argumentado por José Manuel Silva (ex-bastonário da Ordem dos Médicos) e por mim próprio (J. Norberto Pires).

Convido-vos todos a ler e a perceberem as razões apresentadas por duas pessoas que consideram essencial a existência de candidaturas independentes. Da minha parte, deixei, de novo, muito claro o que penso e aquilo que deve ser uma candidatura independente, a qual deve ser protagonizada por alguém com pensamento sobre Coimbra.

Pessoalmente estarei também muito atento à possibilidade de contribuir para uma candidatura ganhadora, isto é, uma candidatura que conheça bem o que deve ser feito e que perceba como se deve constituir.

O único cenário de interesse para a cidade e região é, no meu ponto de vista, uma candidatura que seja capaz de mobilizar – tendo por base pensamento crítico de anos e a participação em projetos concretos – as melhores soluções em termos de equipas e estratégias para Coimbra. Só uma candidatura assim tem potencial para gerar esperança, convencer as pessoas e ganhar pela diferença.

O texto (em PDF) pode ser encontrado neste link:
https://www.dropbox.com/s/s96imu5prd7dwfj/4_5_pdf.pdf?dl=0

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Coimbra: Por ideias, por projetos com estratégia, por um futuro.

A cidade e região de Coimbra precisa de ponderar com muito cuidado as opções que vai tomar em 2017. Nessa perspetiva, defendo que devemos ser muito cuidadosos na forma como vamos selecionar os projetos de gestão autárquica que nos vão ser propostos nas eleições do final do ano. Devemos exigir uma definição clara de prioridades, bem como planos concretos de resolução dos problemas identificados. Devemos ser muito cuidadosos na análise das equipas que nos vão ser propostas, escrutinando o seu passado de realizações e avaliando a sua capacidade para cumprir aquilo que se propõem atingir. Mas cima de tudo, devemos exigir uma calendarização de objetivos e de resultados a atingir, que seja minimamente precisa para que possa ser avaliada. Tudo isto é para mim essencial pelo seu enorme potencial mobilizador. Acompanho nisso este excelente artigo de Paulo Júlio.

Eu acredito numa candidatura a Coimbra que saiba afirmar: (Ler Mais…)

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Metro Mondego: o espelho da qualidade das nossas lideranças nacionais e regionais

A sociedade Metro Mondego anda há mais de 20 anos a tentar montar um metro ligeiro de superfície em Coimbra. Gastou mais de 150 milhões de euros de forma irresponsável, fez obras que estão abandonadas, destruiu o serviço de transporte que existia, os sucessivos governos do PS, PSD e CDS fizeram promessas que nunca foram cumpridas, as populações foram defraudadas, etc., e hoje não há metro. O que vemos é políticos regionais e nacionais a atirar culpas uns para os outros, com total despudor.

(Ler Mais…)

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