A minha democracia é melhor que a tua

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Desde que ficou decidido que Donald Trump seria o candidato republicano à Casa Branca em 2016 que não tive qualquer dúvida de que ele iria ganhar. Não digo isto agora porque ele ganhou, pois, se se tivesse verificado o contrário, eu não teria qualquer problema em assumir a minha enorme surpresa. Não confundir previsão com desejo, pois vejo e falo deste assunto dum ponto de vista totalmente pragmático e abstrato, meramente ligado à análise social e política.

A campanha de Donald Trump deu de facto uma grande lição a toda a gente (a esse propósito, ver o que diz Miguel Esteves Cardoso AQUI). É incrível como não obstante as suas aparentes indiscrições e falhas pessoais, os americanos votaram nele ainda assim – será que Clinton já saiu do seu buraco de vergonha? Isto só vem provar que os seus adversários, bem como os media estiveram mal, muito mal, ao limitar o seu contraditório a apontar a excentricidade da personagem de DT, esperando que isso fosse suficiente.

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Robin dos Bosques

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Este governo parece apostado em criar um fosso entre os seus cidadãos: de um lado, os malvados ricos, e de outro, os pobres dos pobres. Ora, parece-me a mim que fazer políticas (e fazer política) com base nesta dicotomia é bastante amador e simplista, além de ser pouco, muito pouco, para descrever a realidade e o circunstancialismo social do Portugal de hoje.

É evidente que existem sempre uns que têm mais que outros, faz parte da realidade de todos os países, e não vai ser num mandato que se vão resolver os males do mundo. Mas é importante destacar que os regimes políticos que tentaram construir sociedades igualitárias acabaram sempre por fabricar pobreza e miséria. Veja-se o que sempre aconteceu nas “democracias” populares soviéticas ou, para me cingir à actualidade, na Venezuela. Assim, até onde pode, ou deve, ir o tratamento diferenciado que se dá a quem tem mais face a quem tem menos e vice-versa?

A questão está na ordem do dia, graças ao novo imposto sobre o património que este governo pretende implementar. Aparentemente, num país onde o fosso que existe entre os assim chamados “ricos e pobres” já é considerável, temos um brilhante governo instigador que quer aumentar a clivagem que já existe. Enganem-se todos os que pensam que esta medida é muito justa e promoverá a igualdade, enganem-se os maiores defensores da “justiça social”: esta medida, pelo que dela conhecemos, está a ser levada a cabo com uma arbitrariedade tal, que só pode ser uma medida ideológica, e que, a assim ser, protagoniza o início do fim. Sem esquecer o evidente desrespeito pelo princípio da proibição da dupla tributação, que esta medida evidentemente ofende, o basismo com que foi apresentada, deixando transparecer uma gritante falta de rigor e de critério. Sugiro que, já que vamos ver caso a caso o património das pessoas para, então, o taxar, o mesmo deve ser aplicável à reposição dos salários dos funcionários públicos, por exemplo, aferindo face aos seus rendimentos e património globais quais deles efetivamente carecem do aumento salarial. Foram medidas destas (como este novo imposto) que levaram países como a Venezuela a alcançar a prosperidade de que gozam hoje.

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