Candidaturas Independentes? Existem sim….mas muito poucas.

Com o aproximar das Eleições Autárquicas, e muito naturalmente, começam a formar-se as chamadas candidaturas independentes, sobretudo às Câmaras e às Juntas de Freguesia.

No próximo acto eleitoral serão centenas e centenas acrescerem e a multiplicarem-se por todo o País, desde o interior mais remoto ao hiper-povoado litoral. No entanto, dessas centenas e centenas candidaturas, muitas poucas serão genuinamente independentes.

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Eleições Autárquicas 2017: Lisboa e Porto já “mexem”

As Eleições Autárquicas já provocam reboliço nas duas principais urbes do País. Cristas, em Lisboa, anunciou a sua candidatura à Câmara Municipal, numa inteligente jogada de antecipação que, além de condicionar – e muito – o PSD, lhe assegura um palco permanente durante um ano, que se poderá reflectir positivamente nos índices de popularidade do seu próprio partido. No Porto, o candidato alegadamente independente, que ganhou as últimas eleições com o apoio do PP e de uma importante facção do PSD, e que depois sem qualquer pudor se ancorou no PS, muito por culpa do ambicioso Pizarro que quis ser presidente por interposta pessoa, conduzindo hoje o seu próprio partido a um beco para o qual não se vislumbra grande saída, está hoje no “mercado”, a ver quem dá mais, que neste específico caso é ver quem cede mais, num jogo diria indecente entre aproximações e afastamentos ao PS e ao PSD, feito de pequenos gestos, recados e insinuações, na ânsia de obter o apoio do partido que lhe permitir mais margem de manobra na constituição da sua própria lista. O PS, arrastado, como já referi, para este pântano por Pizarro, arrisca-se a ter que comer sapos gigantescos, para assegurar que Rui Moreira não se abra – como secretamente deseja – a um apoio formal do PSD. Nesta valsa interesseira do dito candidato quem corre sérios riscos de ficar, como dizem os espanhóis, “mareado” é o PP, já que Cristas, tontamente, logo no Congresso que a elegeu presidente do partido, declarou-lhe apoio, numa estúpida iniciativa de demarcação inicial do PSD. (Ler Mais…)

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Porque não pensar na saída da União Europeia?

Imperios

Equacionar seriamente a saída de Portugal da União Europeia não é hoje apanágio exclusivo de qualquer extremista de direita ou de esquerda, mas pode ser uma meditação daqueles que consideram que esta dita “União” é um projecto esgotado e que neste momento apenas está submetida aos interesses económicos e financeiros dos Estados membros mais poderosos.

Se há facto que caracteriza e distingue a Europa dos demais continentes – sendo o mesmo a matriz essencial da sua identidade – é o de ser o Continente das Nações e dos Estados-Nação. Nações e Estados-nação, que embora partilhando a mesma herança clássica e judaico-cristã, possuem diferenças culturais e étnicas suficientes que suportaram e justificaram ao longo dos milénios essa mesma separação de povos, enquadrados nesses mesmas Nações e Estados-nação.

Já por várias vezes, ao longo da História Universal, se formaram várias uniões europeias, que costumamos chamar impérios. O Império Romano, o Império Napoleónico e o III Reich, são exemplos disso. Impérios formados pela força, que duraram até á erosão dos respectivos poderes imperiais e à revolta desses povos, que integram as Nações e os Estados-Nação da Europa.

Neste momento a União Europeia está transformada num Império, em que o poder de subjugação já não assenta directamente na força das armas mas na força do dinheiro, que se transformou na forma mais consolidada de Poder da sociedade contemporânea.

O que poderia fazer durar esta União e fazê-la diversa de um Império já desapareceu. A solidariedade, o respeito pelos países mais débeis, a subsidiariedade, já não constam das reuniões dos órgãos formais e informais da União e muito menos do seu gigantesco corpo de funcionários.

Hoje assistimos ao domínio dos mais fortes pelos mais fracos, no favorecimento constante dos interesses desses mais fortes em desfavor dos mais fracos. As diferenças entre os fortes e os fracos tendem, aliás, a aumentar.

Portugal beneficiou da adesão às Comunidades Económicas Europeias, muito pouco á União e rigorosamente nada à Moeda Única.

Entre outras tragédias transformamo-nos num país do terciário e pouco mais. Há anos que não abre uma fábrica em Portugal e as que abrem só o fazem á custa de benefícios e incentivos para o capital estrangeiro.

Claro que uma saída da União Europeia teria custos. Custos no imediato e no médio-prazo, mas estou convencido que, a longo-prazo, só lucraríamos com isso a começar na recuperação da nossa moeda o que ajudaria muito às exportações – dizem os gurus que Portugal tem que exportar muito.

Por outro lado esta Europa está moralmente doente. Submetida, tempo a mais, ao neoliberalismo e às “terceiras-vias”, perdeu as suas matrizes humanistas e socialistas-democráticas, sendo paste fértil para os extremos.

Portugal tem uma ligação histórica indestrutível a povos-irmãos de outras geografias, em que o Atlântico foi, é e será ponte. Um Atlântico que pouco diz – a não ser para o saque de recursos – a esta Europa crescentemente “continentalizada”. A nossa permanência nesta União Imperial apenas enfraquece as nossas possibilidades além-mar, mesmo perante países que são fruto do nosso antigo Império Colonial.

Portugal, nascido em 1143, com certidão de baptismo passada em 1179, tem todo o direito – diria o dever – de equacionar todas as possibilidades.

A solidariedade que recebemos dessa União é uma balela, os “diktat” são constantes, as humilhações são uma permanência, e o País é exaurido em impostos que apenas sustentam uma banca nacional falida e os cofres públicos alemães.

Do ponto de vista da Democracia, a mesma está arredada dos verdadeiros centros de poder da União, e quem não “concorda” é cilindrado.

Do ponto de vista da ligação dos cidadãos aos órgãos e organismos da União, a mesma é praticamente inexistente e isso não se reflecte apenas nos actos eleitorais europeus.

Pensar na possibilidade de saída da União – desta União Imperial e hipócrita – não é um direito que nos assiste mas sim dever cívico de qualquer democrata. Uma saída (ao contrario da entrada e das demais decisões) sufragada pelo Povo em interpelação directa e depois de muito discutida.

 

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Bragança Fernandes, um gentleman com convicções profundas e construtor de consensos

ABF

A Política às vezes não passa de política fazendo que, nos seus meandros, os melhores se percam e sejam desperdiçados. Às vezes. Mas nem sempre. Outras vezes reúnem-se condições e conjugam-se vontades para que quem faz a diferença permaneça.

Fiquei a saber que o Eng. Bragança Fernandes, actual Presidente da Câmara Municipal da Maia, vai ser candidato à Comissão Política Distrital do PSD.

Apesar de independente – e muito crítico em relação aquilo em que o PSD se transformou nos últimos anos – considero que esta candidatura é boa não só para o PSD do Distrito do Porto, mas para a Política em geral.

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Os trunfos do PSD no Porto e na AMP: Rui Rio e Bragança Fernandes

Ruis

A primeira viagem que Costa fez foi ao Porto. Veio fazer o acordo eleitoral autárquico com Rui Moreira (eu não tinha dito?:). Um acordo mais do que previsível. O ex-candidato do PP e de uma facção do PSD, alegadamente independente será, nas próximas eleições autárquicas, o cabeça de lista alegadamente independente de um resto de lista essencialmente do PS. Esse acordo foi mais que confirmado no último congresso do PS e pela boca do próprio Costa.

Este acordo, que atesta bem o caracter de politico-oportunistas e de verdadeiros “treteiros” (como se diz no Porto), pois andam ambos a enrolar os Portuenses de Rui Moreira e de Costa, é uma entaladela das grandes para a fraquíssima líder do PP, Assunção Cristas (que faz da política uma espécie de performance Opus-Pop), que mal foi eleita, numa tentativa de “encravar” o PSD foi lampeiríssima (como também se diz no Porto) apoiar o “independente” Rui Moreira.

Perante este cenário, o PSD, só tem uma alternativa. Uma alternativa capaz de fazer implodir a candidatura socialista de Rui Moreira: o próprio criador de Moreira, outro Rui, o Rui Rio.

Se Rio aceitar ser o candidato do PSD à Câmara do Porto (e eu apesar de não gostar nem um bocadinho do dito enquanto político, acharei muito mais do que merecido em relação ao bluff Rui Moreira), o PSD não só poderá ganhar a Câmara do Porto como criar uma janela de oportunidade (pequenina, é certo) ao PP de Cristas para que o dito possa dar uma bela cambalhota à retaguarda e dar o dito por não dito e desvincular-se da candidatura claramente socialista.

O PSD, neste momento, deveria estar a colocar Rui Rio na corrida eleitoral autárquica do Porto e a colocar o seu único candidato capaz de mobilizar vitoriosamente uma candidatura metropolitana (se houver eleições para os órgãos metropolitanos), Bragança Fernandes, actual Presidente da Câmara Municipal da Maia, que está a cumprir a parte final do seu último mandato. Será que os órgãos concelhios e distritais do PSD percebem isso?

 

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O Rápido das 20 horas cilindra Passos Coelho

Contou-me um emplumado mocho que na semana passada, no Restaurante “O Rápido”, na Invicta, um repasto apadrinhado por um certo Virgílio (não o Públio Virgílio Maro, mas outro), reuniu um grupo de togados alaranjados, não para reescreverem a Eneida, mas para fazerem a funerária de Passos Coelho e promoverem a sua solene e rápida substituição por um conhecido tribuno europeu, dado a escritas religiosas e a dietas místicas.

Ao que parece a pira continuará a ser erigida, muito brevemente, lá para os lados de Águeda, em que para ajudar ao bom sucesso da empresa em vez de se abrirem gansos e consultadas as respectivas vísceras, será imolado um bácoro. Groink.

 

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António Tavares – Um “Homem Bom” do Porto – uma excelente entrevista ao JN

ant tavar

O António Tavares é um militante do PSD com suficientes pergaminhos de antiguidade e com obra pública suficiente para se poder pronunciar com qualidade não só sobre a vida interna do seu partido, sobre a cidade do Porto e também sobre a situação política nacional, o que faz com coragem, inteligência e sensibilidade na recente entrevista (15.05.2016) que concedeu ao Jornal de Notícias. (Ler Mais…)

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Da sobrevivência da espécie “Homo Portuga-Portuga, Sapiens-tem dias”

Vivemos num País com uma população de dez milhões de habitantes onde mais de dois milhões são pobres.

Uma pobreza – crescente e cada vez mais encapotada – que tem várias causas e – afirmo-o sem quaisquer complexos ou dúvidas – culpados concretos. (Ler Mais…)

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