Tempos novos, vícios velhos

Tive ocasião de, nestas últimas autárquicas, fazer parte de uma lista candidata a um dos órgão municipal. Já não o fazia há uma série de anos porque não me identificava com as posturas do PSD local, lá é mesmo PSD, o PPD só agora é que vem ressurgindo aos poucos.

Nestas eleições, para além das candidaturas naturais dos Partidos haviam três candidaturas independentes das quais só uma vingou tendo sido vencedora em quase todo o Concelho. Essa candidatura, habilmente dissidente do PS local consegui congregar votos à Esquerda e à Direita e tal aconteceu apenas porque os militantes do PSD resolveram fazer uma leitura diferente do cenário local. Viram nessa candidatura uma forma de se “vingarem” do Poder que lá havia vigorado durante as últimas décadas deixando cair o seu candidato, o seu projecto e as suas equipas. Olhando mais para a sua agenda pessoal do que para a de todos os habitantes do Concelho. (Ler Mais…)

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Carta Aberta ao Dr. Pedro Passos Coelho

Carta aberta ao Dr. Pedro Passos Coelho

As autárquicas são uma fonte inestimável e inesgotável não só de parasitas como de gente que dá o que tem e não tem para obter o seu “lugar ao Sol”. Salvem-se aqueles que entram nesta corrida pelo serviço público e pelo que ele representa.
Já em tempos tinha ouvido rumores, como qualquer militante ou simpatizante atento, das possíveis movimentações de Rui Rio para a liderança do PPD/PSD. Na altura e seguindo palavras do próprio e sabendo de alguns “notáveis” que o secundavam, achei que foi uma asneira pegada e um aproveitamento da imagem e credibilidade que ele tinha granjeado enquanto Presidente da CMP – cargo aliás que desempenhou com o maior rigor e competência.
Pois qual não foi o meu espanto quando tive acesso às fotografias do “evento” em Lisboa. Um jantar que mais não serviu para juntar todos aqueles que querem o fim de Passos Coelho e que não olham a meios para atingir esse fim. Tudo quanto são Barrosistas e Cavaquistas estavam presentes naquela sala, esses e todos aqueles e aquelas que querem aparecer e iniciar-se no carreirismo seguidista.
Mais uma vez me sinto envergonhada com este PSD que não é o meu PPD, o de Sá Carneiro, o de Santana Lopes e o de Passos Coelho.
As perguntas que me assolam são: o que fazia António Capucho naquele jantar se já não é militante do Partido? O que querem provar os barões e baronesas presentes naquela sala? O ódio a Passos tem uma razão de ser e penso eu que seja do conhecimento de todos, prende-se tão-somente com o facto de ele os ter tentado unir debaixo da sua liderança mas sem lhes dar a visibilidade a que estavam acostumados e tendo inclusive tentado cortar-lhes algumas das regalias de que auferem. O facto de não ser lobbista ou de esquemas também o colocou na lista negra destas pessoas.
Eu sempre disse que Rio não ganharia o Partido a menos que ganhasse Lisboa e pelo visto não fui a única a pensar assim visto que esta acção tem apenas esse intuito. Apostando no facto de Rio ter um percurso profissional na mesma área de Passos e ter supostamente as mesmas características de rigor seria para muitos, como um dia foi para mim, a aposta clara na sucessão a Passos Coelho. Tinha apenas um senão, era do Porto e supostamente não cedia a lobbies daí que fosse impossível que ganhasse Lisboa e por consequência, o Partido.
Tenho que admitir que me enganei, não na leitura que fiz da situação mas na capacidade pidesca de actuar deste PSD. E devo dizer que entendo perfeitamente porque muitos militantes e simpatizantes não se identificam com ele da mesma forma que muitos continuam “de pedra e cal” ao lado de Passos Coelho.
Mais uma vez sou obrigada a repetir-me: Dr. Pedro Passos Coelho, quer paz? Quer que deixem de o minar? Limpe o Partido, se faz favor. Os nomes e as caras são conhecidos de todos, há provas indesmentíveis da falta de lealdade político-partidária e das intenções com que determinados grupos dentro do Partido fazem as coisas. Há demasiadas demonstrações de ataques morais e intencionais aos Estatutos do Partido e eles foram escritos para serem respeitados.
Caro Dr. Pedro Passos Coelho, um dia a mais de Partido mal frequentado, até por aqueles que lhe dão pancadinhas nas costas e o defendem nas redes é um dia a menos de ar irrespirável para quem é verdadeiramente social-democrata e acredita em si, no seu mérito e no seu trabalho. É um dia a menos de paciência para aqueles que o querem ver ocupar o seu lugar no Hemiciclo, o lugar que conquistou nas urnas.
O facto de acreditar que poderia unir o Partido fê-lo cometer erros, fê-lo apostar em quem não devia por considerar que as pessoas estavam do seu lado e fê-lo perder pontos preciosos junto da opinião pública.
Querendo, o Senhor vai muito a tempo de fazer “damage control” e recolocar o Partido nos eixos trazendo-o de volta à sua génese reformista, liberal e social-democrata. A cada dia que passa tenho a certeza que o Senhor tem mais consciência de quanto o tempo é precioso e por isso lhe peço pressa. Ignorar não resolve o problema e só o enfraquece. Assim que o Senhor fizer o que tem que ser feito pode estar certo que bem alto se vai ouvir “ Passos vai em frente, tens aqui a tua gente”.
Estamos cansados destes lobbies e destas lutas de Poder internas. Estamos cansados de ver sempre as mesmas caras a forçar situações para que tudo se mantenha na mesma para benefício dos próprios. Estamos fartos e cansados deste momento social-comunista que atravessamos. Não é difícil fazê-lo Dr. Pedro Passos Coelho e neste momento, politicamente, o Senhor já pouco tem a perder mas se fizer as coisas certas, muito terá a ganhar com toda a certeza.
O PPD/PSD é plural mas isso não significa que se deixe espezinhar por estes actos, significa sim que aceita diferentes visões e contributos que tenham o bem de Portugal como fim último e nenhuma das pessoas presentes neste convívio me demonstra que esse seja o caso.
Eu pago quotas, participo quando me pedem a troco de mais nada que seja ajudar o meu Partido para através dele ajudar o País por isso lhe peço enquanto meu Presidente que não deixe que brinquem com o meu tempo, com o meu dinheiro e com a minha ideologia.

Ao dispor.

Saudações sociais-democratas
Luisa Vaz (militante nº 69338)

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Uma estratégia para reganhar Portugal

 

Aproximam-se mais uma vez eleições autárquicas e o xadrez político volta a movimentar-se. Candidatos que “renovam os votos”, caras novas que aparecem, pessoas que não se falavam há quatro anos voltam a mostrar vontade de estar juntas. O clima de campanha e de consequente queixume/ festa faz as delícias das pessoas e da comunicação social.

É sem dúvida uma boa forma de andarmos entretidos e perdermos a noção do mal que andam há quase dois anos a fazer ao País.

A este propósito e numa conversa informal, perguntaram-me o que faria se fosse Passos Coelho para reganhar o País e as pessoas. A minha resposta inicial é que quem percebe um pouco disto só tem que estar desejoso que ele volte à ribalta e às vitórias rapidamente mas quem vota muitas vezes só se interessa com o “ópio do povo”, ou seja, as boas noticias e a ilusão de riqueza que a Esquerda tão bem cria na mente dos mais distraídos. Na mente dos “sofredores da crise” a mensagem que fica é “que o País pode viver longe das amarras da austeridade.” Não percebem no entanto que esta não só não terminou como lhes foi prometido como foi aumentada substancialmente por via dos impostos indirectos. Mas a isso os incautos respondem: “ a vida está mais cara, a culpa é do Euro”, sem a mínima noção da carga absurda de impostos que é taxada neste País.

Confrontada com esta dura realidade fui obrigada a elaborar um pouco mais e eis as conclusões a que cheguei e o que considero que poderia ser feito por Passos Coelho para cativar novamente a atenção das pessoas visto que elas parecem ter um grave problema com a verdade e a frontalidade e preferem cenários irreais e cor-de-rosa.

Em primeiro lugar, assim que lhe fosse possível Passos deve limpar o Partido. Todos sabemos qual o nome e apelidos do cancro que o mina de dentro para fora e quem são as pessoas que se auto-beneficiam e beneficiam os amigos através das suas ligações ao Partido e ao Poder.

No meu entender, para que nos guie na limpeza da “nossa casa”, Passos deve primeiro e sem medo limpar a sua retirando a militância a todos aqueles que de uma forma ou de outra não respeitem os Estatutos ou não cumpram no seu quotidiano os preceitos da Social-Democracia. Não é difícil fazer esta avaliação e isso faria com que ganhasse o respeito e a consideração das pessoas pois seria considerado como um acto de rectidão e coragem. O Partido não deve servir para catapultar ninguém e muito menos quem só se consegue orientar por via da Política.

Em segundo lugar, Passos deveria apresentar um Programa de Governo para as próximas legislativas tão ambicioso quanto Reformista de base Liberal. E o que significam estes palavrões?

Ora uma Economia de base Liberal é uma Economia que não depende do Estado para funcionar e que assenta nos mercados livres e na livre concorrência. Para que isto se torne possível é necessário que Passos assuma a necessidade de reescrever a Constituição da Republica Portuguesa (CRP) e todos sabemos como isso será difícil com o novo ocupante de Belém mas bem-feitas as contas, se Passos ganhar as Legislativas o senhor entretanto sai e dará lugar a outro com a cabeça mais assente em cima dos ombros e não tão virado à Esquerda como este. Se for pelo menos um pouco mais recatado e imparcial no desempenho do cargo eu já me dou por satisfeita.

Prosseguindo, a reescrita da CRP permitirá a Portugal acabar com muitos dos grilhos que impedem o seu desenvolvimento como sejam as divisões entre o sector público e privado, o sistema eleitoral, a orientação política que se pretende para o País e tantas outras questões. Passos necessita de explicar porque é que esta CRP não cumpre com os requisitos mínimos para o salutar desenvolvimento da Nação e argumentos válidos não faltam. Assim as pessoas percebam e dar-lhe-ão todo o seu apoio – excepto os Funcionários Públicos mas até aí há gente muito consciente que pode fazer a diferença.

Cumprido este pressuposto podemos passar às etapas seguintes que aliás estavam previstas no Programa de Governo que ganhou as últimas eleições legislativas. Assim temos: uma verdadeira Reforma do Estado e definição clara das suas funções. O Estado não deve estar em mercados regulados ou concorrenciais, deve fazer o seu papel de garante de equidade na elaboração e aplicação das regras e não vicia-las para benefício próprio; Reforma do Sistema de Segurança Social tendo em vista o seu prolongamento saudável no tempo atendendo a que vivemos tempos de “pirâmide invertida”. Uma das formas de a tornar mais sustentável seria uma aposta clara nas Politicas de Natalidade e aí há muito que pode ser feito; uma Reforma da Justiça – os primeiros passos foram dados com Paula Teixeira da Cruz mas as reversões e as asneiras do último ano e meio não só nos fizeram perder tempo precioso como não ajudam à fixação do tão necessário Investimento Directo Estrangeiro (IDE) pois os empresários não vão correr o risco de fazer investimentos avultados em Países com situações irregulares aos níveis da Justiça e Fiscal; Reforma Fiscal, é necessário que Portugal encontre outro caminho para se tornar sustentável – por via do crescimento e da geração de riqueza privada, por exemplo e não por via do aumento sucessivo de impostos. Uma carga fiscal mais baixa faria com que houvesse menos fuga aos impostos e que todos pagássemos. “Se todos pagarmos pouco, juntos pagamos muito”; Reforma da Saúde para que haja uniformização nos cuidados prestados e no numero de profissionais e meios necessários e por último mas não menos importante: Reforma Educativa traçando um plano que ensine as nossas crianças a pensar e a raciocinar e os nossos jovens a elaborar e produzir pensamento articulado de forma consistente. Uma juventude que não sabe falar não sabe pensar, não raciocina e não se expressa condignamente. Como não somos babuínos, convém que saibamos tirar o melhor proveito da nossa Língua pátria e nos saibamos expressar para que entendamos os outros e estes nos entendam. Esta acção pode parecer simplória mas tem uma repercussão enorme em termos sociais e de desempenho profissional.

Acrescento que para além destas áreas, o Estado deveria ter sob a sua alçada as Forças Militares e de Segurança e nada mais. Se se concentrar nestas áreas o Estado português já tem muito que fazer.

Este compromisso deveria ser assumido por todos os Partidos com assento parlamentar sem excepção e deveria ter como única linha orientadora o facto de ser o melhor para Portugal independentemente das ideias que cada líder político tem sobre as mais variadas matérias. Sem este compromisso será quase impossível que Portugal atinja a estabilidade de que necessita para fortalecer as suas contas e a sua posição interna e externa com carácter permanente e não transitório e dependente das condicionantes externas e factores como o Turismo ou as Exportações.

É uma tarefa difícil a que aqui proponho a Pedro Passos Coelho mas faço-o porque considero que ele é capaz de a desempenhar como ninguém e não tem medo das adversidades e dos obstáculos. Caso esta agenda merecesse o aval dos portugueses ele teria toda a margem para a negociar internamente e para fazer valer estas posições.

Portugal precisa de, de uma vez sair debaixo do jugo pseudo-colonialista e socialista onde foi enfiado pelos “pais fundadores da Democracia” e abrir-se a uma nova perspectiva global e a uma nova forma de estar mais arejada e mais livre de preconceitos e pré-conceitos totalmente ultrapassados e que já provaram não ter qualquer aplicabilidade pratica.

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Quando as escolhas de uns podem ser imposições para outros

O que me leva a escrever este artigo prende-se com o fervor a que tenho assistido na comunidade internauta portuguesa no que concerne às decisões que o recém-presidente eleito tem levado a cabo.

Comparando com o cenário político português, esta realidade deixa-me ainda mais perplexa pois em Portugal já há muitos anos que há uma clara manipulação da informação mas até ao senhor Trump ter inventado o conceito de “fake news”, ninguém por cá se parecia importar com o facto de estar a ser manipulado mas há uma onda de reacções violentas imediata cada vez que alguma dessas “so-called fake news” é utilizada por algum “anti-Trump”. (Ler Mais…)

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O Portugal profundamente confuso

Foto de Duarte Marques.

Não sei o que me deixa mais confusa, se Portugal se os portugueses. Estamos num momento muito particular da nossa História Política e Económica mas a única razão para estarmos a atravessar o mesmo momento de há 20 anos atrás está relacionado apenas com a mentalidade do “povo”. Não gosto desta expressão, tem para mim uma conotação de Esquerda que me incomoda e acho que todos sabem que me causa alergia, uma alergia incontrolável.

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Mais uma má jogada

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Rui Rio deu há dias uma entrevista a um canal de televisão onde afirmou estar disponível para se candidatar à liderança do Partido em tempo útil. Segundo ele, se não tinha aparecido no último Congresso de Espinho no início do ano, não fazia sentido nenhum provocar eleições agora e por isso desmentia todos os boatos que o davam como disponível para provocar uma crise interna.

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Repensar os sistemas políticos

É urgente que nos dediquemos, sociedade civil incluída, a levar a cabo este exercício. Mudar pode ser algo complicado porque a maioria considera que “ ou não é ouvida” ou pura e simplesmente é impossível mudar.

Os recentes acontecimentos na Europa e no Mundo levam a que esta discussão seja cada vez mais urgente. O que se tem verificado é que quem ganha pelo voto popular não governa e se as pessoas já consideram que o seu voto de pouco ou nada vale, não tarda, desvinculam-se de vez desse dever cívico. (Ler Mais…)

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Ideologia e Realidade

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Tenho esperado com alguma expectativa o desenrolar da situação político-económica portuguesa.

Quando se deu o golpe de Estado em Outubro de 2015, vaticinei que esta Geringonça não duraria um ano. Não contei foi com o apoio do PR “de Direita” e da própria UE. Também não contei que o dinheiro durasse tanto tempo. A tal “almofada” que Maria Luís Albuquerque guardava religiosamente não para levar para casa mas para poder pagar os juros. (Ler Mais…)

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