Conectados pela distância

Terapia a distancia funciona? Tem validade cientifica? É possível auxiliar uma pessoa em sofrimento em uma outra região remota?

Há alguns dias recebi um e-mail de uma portuguesa que vive em Tokyo com depressão solicitando tratamento e ajuda. Em Tokyo a paciente não tem acesso a psicólogos que falam português…o que podemos fazer para a auxiliar?

Psicoterapia “on lini “ para todos nós foi novidade, um aprendizado, uma realocação dos meios de terapia tradicionais para outro settting terapêutico, o redimensionar do espaço. Foram anos de discussão para chegar se a uma regulamentação a respeito aprovada pelo Conselho Federal de Psicologia do Brasil o CFP que estabeleceu regras e normas ligadas ao código de ética, regulamentando a atividade de aconselhamento a distancia.

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Ternura

Onde está seu carinho? Em que lugar enfiaste sua ternura? Pode me dizer onde habita sua suavidade? Por que tens coração duro, de pedra, frio? O que tens ganhado com toda sua razão, discursos, vontade de independência? Quantas coisas e pessoas perdeu na vida com agressividade, rispidez, crítica, dureza e belicosidade? Giovanni Pico della Mirandola traduziria onde esta seu reino angelical?

A crise de afetividade de nossos dias é raiz , matriz geradora de boa parte dos conflitos afetivos de nosso tempo. Especialmente fomentando o egoísmo, dificuldade de comunicação, isolamento, agressividade, competição, falta de respeito, a critica exagerada, impaciência, irritabilidade a agressão entre as pessoas. O absurdo de Camus hoje é revivenciado nas histórias do amor. Mas quem quer amar?

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Reclamar

Carinha de entendido, ar intelectual, sabe todos os nomes técnicos, jura que entende do assunto mas tudo não passa de verborragia. Não peça para efetivamente fazer nada, ele não vai dar conta mas …reclamar e achar defeitos… é a sua maior especialidade, especialmente naquilo que os outros fazem. É assim com as pessoas que vivem de reclamar, os rabugentos que diariamente tem uma opinião destrutiva para emitir e nada para fazer.

Reclamar é arte, e desta arte com roteiro, estilo, tendências, nuances existem os que apenas copiam a reclamação alheia como um cover. Sacro ofício dos crí­ticos literários, de música e dos rabugentos do existir. Assim reclamar pode ter erudição se for bem construí­do ou ser apenas o velho resmungo, entre dentes, um rosnado.

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O dedo podre

Boite e balada! Casa noturna cheia. Mais de 5 mil frequentadores. Espaço sobreposto a cotovelada e pisam no pé. Na noite, centenas de rapazes e moças disponíveis na caça. Com quem vou ficar hoje? Será que vou encontrar meu grande amor? Ela ali, vai toda produzida tentar-se a tentar. Olhares, dança, tudo tornando o corpo em vitrine. Mas na lei de Murphy e da vida, ela acaba sendo atraída no meio da multidão pelo que menos deveria gostar: o estelionatário posando de milionário clonando cartão de  crédito ou o pequeno agressor egoísta que vai lhe pisar no calo durante os dois próximos anos. Por que seu desejo lhe trai?

Dedo podre é quem gosta de andar mal acompanhado para não ficar só,  quem gosta de viver de migalhas quando a temática envolve relacionamentos, é quem vive em um masoquismo,  acreditando que amor é sofrimento .  Dedo podre traduz a falta de amor próprio, a necessidade de sofrer para sentir-se vivo, o auto boicote advindo de péssimas escolhas afetivas.

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Naturalmente corrupto

A naturalização do fenómeno da corrupção é um dos processos da pós-modernidade transoceânico que deixaria de cabelos arrepiados Nicolau Maquiavel . Foi decretado lícito ao político ser e viver de forma corrupta , em uma das inversões de valores presentes a civilização da pós modernidade. O bem privado coletivo transformado em forma de enriquecimento lícito, e o ilícito maleável dentro de uma conveniência. Observando os dois últimos pleitos regionais deparei com um cenário interessante: rara pessoa digna, com ideologia partia para o rumo da política. Vi vários casos de desempregados, agiotas, de trapaceiros, de caloteiros conhecidos mais que de repente aparecerem dentro do horário da propaganda eleitoral prometendo o mesmo de sempre que iriam trabalhar pela família cristã, pelo combate da violência, por mais emprego pela educação e melhoria da qualidade de vida.

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Carta Pro amigo João sobre o isolamento

“Olá, como vai ? Eu vou indo e você, tudo bem ? Tudo bem eu vou indo correndo Pegar meu lugar no futuro, e você ? Tudo bem, eu vou indo em busca De um sono tranquilo, quem sabe … Quanto tempo… pois é… Quanto tempo… Me perdoe a pressa É a alma dos nossos negócios Oh! Não tem de quê Eu também só ando a cem Quando é que você telefona ? Precisamos nos ver por aí Pra semana, prometo talvez nos vejamos Quem sabe ? Quanto tempo”…

Estes dias recebo uma mensagem eletrônica de um amigo dizendo que estava de cama há 10 dias, e que muitas pessoas não sabiam de seu estado. Pois é quanto tempo…na hora lembrei da música de Paulinho da Viola e me questionei. O que temos feito de nosso tempo? Na pressa dos nossos negócios, no quem sabe da existência…

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O discurso da inconsequência

Após a segunda discussão com seu marido ela pegou suas malas e foi embora de casa. Ele ficou perplexo olhando as contas de água, energia, telefone. Queria apenas sentar e fazer com sua companheira o orçamento, planejar os gastos de casa. A mulher, contrariada, dizendo que não se sujeitaria a tamanha humilhação, fez as malas e partiu. “Papai nunca me fez passar por tamanha humilhação!”, esbravejou ela.

Outra história. Ele tem 30 anos. Fez direito. Após oito anos tenta arrumar um emprego e não consegue. Tentou duas vezes a prova da OAB mas não conseguiu passar. Pudera: esteve presente em seu curso em corpo físico, de alma estava há léguas dali, pensando apenas nas mordomias que o concurso público prometia. Carros importados, casa boa, regalia de levar o paletó para trabalhar e passar as tardes no clube. Santo concurso. Fez um, dois, quarenta, e nada! ” Mamãe bancava tudo. Virou um estudante, um concurseiro profissional, a “otária” da mamãe  custeia. Troca de cursinho para concurso, passa por todos na cidade. “Mamãe paga as contas”.

Um dos agentes democráticos da vida é a busca de nosso pote mágico de ouro, o gênio da lâmpada, o sapatinho de cristal, o gorro do Saci,a mega-sena acumulada, um malote de dinheiro perdido, algo que sacie nossos desejos sem esforço, a magia da felicidade. Todo mundo quer ser feliz, do bandido na penitenciária à madame com sua bolsa mágica de quarenta mil reais. é a base de pensamento dos políticos e dos funcionários públicos improdutivos.

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O coração duro

Ela não perdoa. Coração frio, calculista. Mesmo com toda sua família pedindo para rever os fatos, pois é sua própria irmã. Implacável diante do erro alheio e generosa com os próprios defeitos. Ela não tem piedade e, compaixão é uma palavra que não existe em seu dicionário. Intolerância e raiva são comuns em seu cotidiano. Reclama que é infeliz mas não muda.
O problema da intolerância não é novo. Descrito em Isaías no antigo testamento, nos rituais da alcova de Sade, ou em Hamlet  de  William Shakespeare que diz: “impiedade  é a dor dos fracos”…covardia não é rara visto que tal tipo não encara de frente um problema. Aqui é o ponto em que o racionalismo é evidente. Pessoas de coração duro são extremamente racionais tendo justificativa para quase tudo, até para seu sofrimento.

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