O fogo do diabo

O paralelismo entre o diabo e o inferno tem ar de simplista, mas depois de pisar aquele chão, ardido, a arder, não há, por muito simplista que seja, melhor paralelismo, melhor grafia para retratar, do fundo da medula, com escrita crua, um grande pedaço de terra, com pouca gente nela, cada vez menos, porque o fogo lhes quer roubar o que resta.

O diabo anda por ali.

O diabo só caminha no inferno.

O fogo.

Não é só o que ardeu, nem o que ainda arde.

Não é só as centenas de quilómetros seguidos, cercados, continuamente, pelos lados, pela frente, lá ao fundo, lá atrás, por um escuro que nos esmaga.

Ardeu um sem-fim-à-vista da nossa terra.

O diabo desceu às entranhas da vida daquela gente, empurrou aquela gente para o inferno.

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O diabo anda à solta

Vivo um dilema moderno;

As redes sociais intoxicam-me, mas preciso delas.

Não me armo em santo.

Já tive a minha conta. Uma vez.

Uma vez, uma piada mal contada, que nada tinha a ver com nada, a não ser uma brincadeira entre colegas de trabalho, deu em centenas de ameaças de morte, e de outras coisas mais.

Senti-me mal.

Nunca vira tamanho ódio, nunca o tinha sentido, sobretudo, porque era real, perante uma percepção errada.

Aprendi, apesar de, anos depois, sublinhar que houve uma reacção porque as pessoas, nas redes sociais, entenderam algo, que foi completamente mal entendido.

Mas, não houve hipótese, fui trucidado.

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A saturação: o Presidente da República

Sou um adepto confesso da sobreexposição.

Isso é visível na minha conta do Instagram.

É uma das muitas coisas que me aproxima do Presidente da República.

(Ainda guardo a sms que me enviou em resposta a uma outra minha, quando o felicitei pela vitória nas eleições, ele se quiser que a torne publica, e nem sequer votei nele)

Eu sou um admirador confesso de Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da sobreexposição.

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Donald Trump: a hiper-realidade de um louco

Eu já vi de tudo nesta vida.

São 47 anos que passaram à velocidade da luz, agora, visto assim.

Vi muros caírem, vi revoluções sem sangue derramado, vi a CEE, vi a Perestroika, vi os Stones, vi velhos ditadores morrerem, vi tsunamis – coisa que, até então, só em filmes e, foi a partir daí que comecei a acreditar que tudo é possível -, vi Mandela livre, vi Steve Jobs inventar-nos, vi, até, Portugal ser campeã da Europa, em futebol.

Mas, nunca esperei ver o que tenho visto, nestes primeiros dias do ano novo.

Confesso, tenho tido uma vida com mundo, uma vida cheia, pessoas, viagens, aprendizagem, desafios e confrontos, mas nunca tinha visto nada como agora, apesar de acreditar que o impossível é possível.

O 45º presidente dos Estados Unidos da América é um psicopata.

Donald Trump é um psicopata.

Pior, é que não há registos de um único psicopata que não seja perigoso.

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PEDRO E OS TRÊS REIS MAGOS (OU BALANÇO DO ANO POLÍTICO À RIBATEJANA)

Belchior, Baltazar e Gaspar.

Os três reis magos tinham uma missão; meterem-se ao caminho, para irem adorar o Rei dos Judeus.

Com eles levavam ouro, incenso e mirra, presentes, para oferecer ao “menino”, acabado de nascer.

Ora, se o “menino” nasceu a 25 de Dezembro, a vinda dos três reis magos nunca podia acontecer em Janeiro, parece óbvio.

Tem isto a ver com o diabo, perdão, com Pedro, o diabo e o lobo.

Pedro, que dias antes, com o tom grave que o caracteriza, se indignou com as “brincadeiras” do governo, aproveitava o jantar de Natal com os seus apóstolos parlamentares para brincar um bocadinho.

Por um lado, o diabo, que era para chegar, mas ainda não chegou, sentado no ombro de Pedro, ordena-lhe: brinca!

No outro ombro, o anjinho diz-lhe com voz doce: não brinques, Pedrinho.

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O PSD à procura do seu PPD

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O Partido Social Democrata é um partido fundamental para a democracia.

A política é um pouco como o futebol, a defesa dos interesses de cada um sobrepõe-se, não é de hoje, como no futebol, aos verdadeiros interesses, ao verdadeiro interesse: o bem comum.

É um erro que dura há quarenta anos.

As concepções e diferentes ideias e ideais deviam existir na arena para alargar o debate construtivo, num único caminho, o bem comum.

Era o país ideal, eu sei, sou um “D.Quixote”, a esquerda e a direita em comunhão política, para bem de um país inteiro.

Era o fim do descrédito, da desconfiança nos políticos, nos partidos políticos.

O país ideal.

Ele existe, na Europa, é verdade, existem vários (poupo o caro/a leitor/a à lista) países ideais.

Argumentam os tribunos que é uma questão cultural e sociológica, entre outras, essa coisa da “Coisa Pública”.

Pois, eu acredito que, em 1974, quando Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Magalhães Mota fundaram o PPD, que só foi PSD um ano depois, acreditavam no país ideal. Como eu. Mas, eu ao pé deles sou vento que passa.

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Está na altura de cumprir a promessa

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Recuemos ao dia 1 de Março deste ano.

Pedro Passos Coelho, líder do maior partido da oposição estava a horas de se recandidatar à liderança do PSD.

Porque assim dizem as sebentas, Passos falou ao partido através da televisão, mas ao falar ao partido também  falou ao país.

Nessa entrevista a uma estação de televisão, nesse dia 1 de Março deste ano, Passos fez uma promessa, e o país ouviu.

Quase 9 meses depois eu lembro essa promessa.

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Ode Insónias

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O que mais me irritou no Orçamento Do Estado foi o Orçamento de Estado.

Eu chamo-me José Gabriel, muitas vezes chamam-me João Gabriel.

Parece a mesma coisa, mas não é.

O que mais me irritou neste Orçamento Do Estado foi o facto de o próprio ministro lhe chamar João Gabriel.

Os jornalistas, os editores, os comentadores, os especialistas do Facebook, penso que 99% das pessoas chama João Gabriel ao Orçamento Do Estado.

Portanto, a discussão está inquinada, logo à partida.

Outra coisa que me irritou foi o facto de se criticar este ODE por ser de esquerda.

Queriam que fosse de direita?

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