Quem vier atrás que feche a porta!

Por diversas vezes tive a oportunidade de referir que atendendo ao percurso político (e porventura até profissional) do actual presidente do Município de Viseu, António Almeida Henriques, não eram expectáveis milagres no decurso do seu mandato, quer fossem eles ao nível de políticas públicas ou ao nível do equilíbrio financeiro, no minimo ao nível daquele que recebeu do seu antecessor no cargo, Dr. Fernando Ruas. Como não há santo que nos valha, quando não há matéria-prima ou matéria cinzenta, pelos vistos não falhei por muito e basta um olhar atento pelas ultimas noticias para se confirmar tal veredicto.

Almeida Henriques, convém recordar aos mais desatentos, saiu, pela porta pequena, demitido do governo, sem honra ou glória, depois de se ter lançado a suspeição, dada à estampa na Revista Sábado, de que ele seria o “bufo” (em troca de boa imprensa) do governo de Passos Coelho. Obviamente, para não ir directamente para a fila do centro de emprego mais próximo, foi despromovido do Governo para a Autarquia. Assim, ganhou o governo e ganharam os portugueses tendo a autarquia e os viseenses sido os derrotados. Agora, um aparte, imagine o leitor a quantidade de incompetência necessária para o próprio Miguel Relvas desejar a nossa despromoção, foi só isto que calhou em sorte a Viseu.

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Medíocres e Apagados!

Tiririca pior não fica!

A Concelhia de Viseu do Partido Social Democrata vai a votos nas próximas semanas. Segundo a imprensa regional (cada vez pior diga-se de passagem), o actual líder não se recandidata. Até aqui nada de novo, excepto o facto do actual dirigente, dois anos após a sua eleição, continuar a ser um total desconhecido. Três em cada dois militantes do Partido não reconhecem o seu líder, pergunte-se a quem perguntar (leu bem mas pode voltar a ler). Para o próximo acto eleitoral Joaquim Seixas, vice-presidente do executivo liderado por Jorge Sobrado, deverá avançar para a Comissão Política Concelhia. Esta candidatura é vista como positiva de modo a “liquidar” (expressão da imprensa) qualquer ideia de regresso de Fernando Ruas.

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Austrália, o amigo interesseiro de Timor-Leste!

Por estes dias nas ruas de Dili assistiu-se a uma enorme manifestação do descontentamento timorense sobre o transferir (1)desprezo diplomático que a Austrália votou à questão das fronteiras marítimas entre Timor-Leste e o seu país vizinho que no entretanto explora nesse mesmo mar um dos seus maiores recursos naturais, o petróleo. A questão já vem de longe e a 5 de Julho de 2001 a Austrália e Timor assinavam em Díli o acordo de exploração de reservas de gás e de petróleo no mar de Timor, depois de meses de negociações. O então ministro australiano dos Negócios Estrangeiros, Alexander Downer afirmava na ocasião que tinha “chegado um grande momento” e que “o Acordo do Mar de Timor” era um bom resultado para a Austrália e Timor-Leste e que iria “servir para fortalecer e estreitar a amizade” entre os dois países. O tempo veio a mostrar que assim não aconteceu e 15 anos depois mantém-se o impasse entre Timor-Leste e Austrália em relação à exploração do campo de Greater Sunrise com o “Tratado sobre Certos Arranjos Marítimos no Mar de Timor”, que envolve a definição das fronteiras marítimas entre os dois países a merecer duas leituras opostas e a não encontrar resposta concreta à luz do Direito Internacional.

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