Museu do Douro no 20º aniversário

Quem diria?! Estão já passados vinte anos sobre a publicação da Lei nº 125/97 – 2 de dezembro, que cria o Museu do Douro.

Não era expectável, mas foi-me dirigido um ofício da Fundação Museu do Douro a informar que o Conselho Consultivo havia aprovado por unanimidade uma proposta do Conselho Diretivo para me atribuir o título de Membro Honorário da Fundação Museu do Douro, F. P.

Consciente e convictamente, dirigi um e-mail ao presidente do Conselho Diretivo do seguinte teor:

«Recebi o V/ ofício de 13 de outubro pp, cujo conteúdo, numa primeira leitura, me causou surpresa. Não me ocorria o convite que me formula no último parágrafo. Afinal, o meu trabalho enquanto Deputado à Assembleia da República não deve merecer outro reconhecimento que não seja o sentimento do dever cumprido. (Ler Mais…)

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Quem mais dá…

A procura do conflito

Estive fora uns dias. Quando cheguei, apercebi-me de que houvera grande turbulência. Remodelação ministerial, o comentariato nacional a querer encontrar pontos de divergência e de discórdia entre o Presidente, hoje, já era mesmo a Presidência, da República e o Primeiro-ministro. Tudo era objeto de análise para encontrar um conflito institucional. O cúmulo terá acontecido ontem na TVI24, em mais de 1 hora, com direito a intervalo, após a entrevista do Primeiro-ministro. (Ler Mais…)

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“Estamos sem festa e sem dinheiro”

O adágio popular é, impreterivelmente, repetido no final das festas. Sabedoria popular, dir-se-á. O dinheiro das jeiras podia não ser muito, mas sempre se arranjavam uns escudos para um bolo de carne – a salgadeira, quando a havia, ajudava -, para um bolo mulato e mais alguma coisa que desse ares da sua graça. Depois do arraial, é frase comum por estes lados.

Estamos sem festa e sem dinheiro, já a ouvi hoje pela manhã. E na volta que já fiz a pé para desintoxicar, ocorreu-me um novo motivo a que esta expressão dá sentido no presente ano, na aldeia que me viu nascer. A mancha negra que persiste pelo termo desta terra duriense faz saltar à memória as consequências do incêndio florestal de há um mês atrás. (Ler Mais…)

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“Todas as palavras esdrúxulas são naturalmente ridículas”

Tão ridículas quão desprovidas de bom senso. E o que temos visto e ouvido por estes dias, são piores do que “as cartas de amor” a que se refere Álvaro de Campos.

Na verdade, as palavras esdrúxulas que políticos e não políticos (hoje, está na moda, ser comentador… de tudo e de nada), vão proferindo, por isto e por aquilo, são verdadeiramente ridículas, porque exageram no acento que colocam em questões, por vezes, bem pertinentes. Mas perdem a acuidade e a razão pelo acento esdrúxulo com que delas falam. Como em tudo, quando se empertigam para colocar o acento tornam-se no que o poeta classifica. Ridículas, pois claro!

Militares que ameaçaram depor armas! Mas que nome se dá, na guerra, a isso? Conheço um Regimento de Infantaria em que o lema é “Nem um passo à retaguarda”. Mas aqueles outros, não só dão passos à retaguarda como depõem as armas. Depois, claro, sugere-se a demissão do Ministro da Defesa. Os políticos é que são culpados. Mas com oficiais assim, que até deixam roubar armas, que farão os soldados? Pelo sim, pelo não, talvez, depor os ditos. (Ler Mais…)

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«Portugal é “melhor” e “mais bonito” vezes infinito. Agora são os Açores»

Este título é do Público, no caderno Fugas, e encontrei-o há dias, por simples acaso, em versão on-line. Abri-o e li-o com interesse.

Logo no início percebia-se a sua importância. Para o país e para o Douro. Mas como não o encontrara pelas redes sociais, diligenciei partilhá-lo. Com algum custo, é verdade, mas lá consegui fazê-lo com sucesso. Foi para à página da Douro Generation.

Pode crer o leitor que a partilha não se deveu a qualquer tipo de saloismo. Mas se não somos nós a gostar do nosso país, a manifestar gosto pelo que é nosso, o que esperamos? Que sejam outros a fazê-lo? No caso trata-se de uma atividade económica exportadora, tão elogiada nos tempos que correm. E Portugal, dois dos seus destinos turísticos, aparecem na lista dos melhores e mais belos destinos do mundo. O prémio do European Best Destinations (EBD) das melhores paisagens da Europa foi atribuído aos Açores. O Vale do Douro também está na lista, na 11.ª posição. Num conjunto de (Ler Mais…)

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O Sucesso do ON.2 – O Novo Norte

          Há dias, o JN publicou uma nota relativa ao encerramento do Programa “ON.2 – O Novo Norte”, destacando o seu sucesso.

Helena Teixeira da Silva, a autora da peça, realça o montante de investimento, “um envelope financeiro de cerca de 2,7 mil milhões de euros, a criação de quase oito mil empregos, o apoio a 605 novas empresas e mais de 500 projetos empresariais de inovação”.

A cerimónia de encerramento deste Programa, que integrava o QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional), contou com a presença do Ministro do Ambiente Matos Fernandes e decorreu no Terminal de Cruzeiros do porto de Leixões, infraestrutura que pôde beneficiar do apoio financeiro desse programa regional. Carlos Lage foi ali lembrado, com todo o merecimento. Ora, todos aqueles que conhecemos Carlos Lage, sabemos do seu gosto pela leitura e por uma conversa sobre questões de filosofia, de cultura. Até, com graça, nos referíamos a ele como pessoa que andava sempre com um livro debaixo do braço. Julgo que ainda hoje é assim… Mas os resultados de “O Novo Norte”, se não desmerecem de pessoas de cultura, e não, também não deixam de evidenciar as virtualidades de bons gestores. Carlos Lage, enquanto Presidente, é o rosto mais visível de bons membros da Presidência, de bons membros da Unidade de Gestão, de bons serviços da CCDR-N, no Porto, em Vila Real, em Bragança, em Braga. Estes, a dar bom testemunho, aliás, das virtualidades da descentralização. (Ler Mais…)

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Choque, ou murro no estômago?

             Talvez os dois. Mas quando se pretende – será que se quer mesmo? – fazer do Douro um destino turístico, ou sub-destino, como alguns espíritos miudinhos preferem dizer, o se passou na estação do Pinhão e que um empresário da região me narrou há dias não pode acontecer. Não devia acontecer. Porque poder, lá isso pode. Tanto assim é que aconteceu mesmo. E foi por ocasião do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Quando se deve valorizar um Sítio classificado pela UNESCO Património da Humanidade, de todos e já não só dos durienses, custa a ouvir.

Pois, quatro turistas, sei lá, se fossem oito ou dez podia acontecer a mesma coisa, deslocaram-se da unidade em que estavam alojados para a estação do Pinhão e aí tomarem o comboio até ao Pocinho. (Ler Mais…)

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Cooperação transfronteiriça

           Em recente visita a Mondim de Basto, o Primeiro-Ministro António Costa anunciou que em finais de Maio terá lugar em Vila Real uma Cimeira Ibérica sobre o tema da Cooperação Transfronteiriça. Antes, pelo que pude ler na comunicação social, terá lugar uma Cimeira Interparlamentar Ibérica.

Ótimo! Os Governos e os Parlamentos a analisar em conjunto os interesses, os anseios dos dois países, das regiões que a História separou, mas que a Geografia manteve próximas e que os Homens de um lado e do outro do que se convencionou chamar fronteira sempre souberam tornar território comum. E Vila Real em alta! (Ler Mais…)

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