Angola e o FMI

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Finalmente Angola decidiu efectuar um pedido internacional de ajuda ao FMI, para resolver os graves problemas financeiros que a enfrenta a sua economia. Em conjunto, desde 2014 saíram de Angola mais de 100 mil emigrantes portugueses, ou seja, aproximadamente 1/3 do total de residentes temporários nacionais naquele país, o que poderá ter fortes impactos nos níveis de desemprego nacionais. Com cerca de 1000 pequenas e médias empresas fortemente dependentes do mercado Angolano, a braços com atrasos dos pagamentos dos bens exportados ou ainda das obras já realizadas, temo que a breve trecho, estes problemas sejam passados para o sector financeiro nacional, nomeadamente para o nosso frágil sistema bancário. Além disso, as despesas do estado poderão subir de forma acentuada, sobretudo as rubricas relacionadas com os apoios sociais, o que terá consequências no equilíbrio das contas públicas. Não se pode ainda esquecer, que a nossa balança corrente também será afectada, não só pela quebra nas exportações, mas também pela redução das remessas ou fluxos financeiros provenientes de empresas e cidadãos nacionais. Normalmente, as intervenções do FMI, apesar de conferirem liquidez no curto prazo, são acompanhadas de medidas de austeridade com repercussões no médio e longo prazo, nos projectos futuros associados à construção civil nas restrições às importações, de forma a proceder ao reequilíbrio da balança comercial. Desta forma, prevê-se tempos difíceis, não só para a economia angolana, mas também para muitas empresas e famílias portuguesas, fortemente dependentes deste lucrativo mercado.

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