Da utopia à razão de ser  

 

 

Em poucas situações duas simples palavras podem significar tamanhas diferenças na forma de ver o doente

O doente/cliente é resultado de uma opção livre, surge porque tem mais confiança, porque exerce um direito de escolha, confia enquanto a sua informação , a sua consciência ou a sua percepção lho indicar. O cliente em saúde, informa-se e decide. Faz da variedade de oferta, do conhecimento e rigor da informação, uma oportunidade. É a resultante de uma sociedade livre onde a sua opinião conta. Também, não sendo necessariamente um instrumento de lucro mas sim a primeira e última razão da viabilidade e sobrevivência das organizações . O doente entra por uma porta que lhe é aberta pela qualidade e pela liberdade, mas ele próprio pode fechar quando essa qualidade deixa de existir.

Por outro lado, o doente/utente utiliza o que lhe mandam, a sua opção não existe – é ditada por fatores geográficos, políticos, por redes de cuidados, por entidades que em gabinetes decidem por ele. É uma realidade passiva, sem alternativa e dificilmente lhe é permitido mudar. Representa um número que é esgrimido pela estatística, pelos rácios,pelos relatórios, pela casuística. São tão importantes os dados que, por vezes, interessa mais o computador do que a pessoa doente.Até as reclamações, são expressas em modelos formatados e as respostas padronizadas. Alimentam o coletivismo de uma organização em que, ao invés das pessoas, os processos estão em primeiro lugar. O utente entra nas Unidades prestadoras por comportas, em turbilhão – vai na corrente que alimenta listas de espera . Muitas são artificiais e nem deviam existir,mas  são a resultante de uma gestão que não contempla nem a eficiência nem o mérito. (Ler Mais…)

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António Martinho reforça Insónias

António Martinho reforça a equipa do Blogue Insónias. Nasceu em Santa Eugénia, Alijó, a 3 de Fevereiro de 1949. Reside em Vila Real. Lecionou em várias escolas secundárias e foi professor do Quadro da Escola Monsenhor Jerónimo do Amaral, tendo desempenhado funções de direção e gestão.

Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, fez uma Pós-graduação em Estudos Europeus no Instituto Superior de Economia e Gestão -Lisboa e frequentou com aproveitamento a componente curricular do Mestrado em Gestão Pública e Autárquica, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) – Vila Real.

Desempenha as funções de Presidente da Assembleia de Freguesia de Vila Real. É membro fundador da “Douro Generation – Associação de Desenvolvimento” e preside à sua Direção. Preside também à Assembleia Geral do Centro Cultural Regional de Vila Real, desde 2014. É sócio-gerente da “Casa da Trigueira – Sociedade Agroturística, Lda”.

Foi membro do Conselho Geral da UTAD, de dezembro de 2009 a outubro de 2012.

De 27 de Janeiro de 2009 a 30 de agosto de 2013 presidiu à Direção da Entidade Regional Turismo do Douro. Foi Vice-Presidente da Associação de Turismo do Porto/Agência Regional, de outubro de 2011 a agosto de 2013. Antes, havia sido Vogal da Direção da mesma associação – março de 2010 a junho de 2011. No desempenho destas funções, participou em vários seminários e conferências sobre a problemática do turismo no Douro, onde apresentou comunicações.

Desempenhou as funções de Governador Civil do Distrito de Vila Real, de Abril de 2005 a Janeiro de 2009. Foi Deputado à Assembleia da República de 1991 a 2002 e Presidente da Assembleia Municipal de Alijó.

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Não é “isto” que eu quero para o meu PPD/PSD. Alio-me ao tempo para esperar melhores dias…Colocando um ponto final e um parágrafo no assunto das “quintas-feiras”.

Não gosto de José Sócrates. Nunca gostei do estilo governativo, muito menos das políticas que os seus governos seguiram. Foi um mau PM. Mas, foi eleito democraticamente. Duas vezes! É certo que terá sido um tanto-inábil ao aceitar fazer um governo minoritário com um PR como Cavaco Silva em Belém. Mas fê-lo. Teve coragem de enfrentar um parlamento hostilizado, num contexto económico internacional dificílimo, mas, onde as loucuras internas do gastar-à-tripa-forra sobressaíam e nos empurraram para penosos anos de crise. O resto, já todos conhecemos. As marcas continuam bem presentes. E assim continuarão por muito tempo. Nem nos próximos 20 anos o nosso calote estará pago. Mas, isto é outra conversa.

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O que esconde o presidente da Câmara de Gaia?

O primeiro mandato do presidente da Câmara Municipal de Gaia tem sido marcado por diversas polémicas.

A primeira foi a atribuição da Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro – a Marco António Costa. Esta distinção marcou o mandato e marcará para sempre a vida política de Eduardo Vítor Rodrigues que até ao momento foi incapaz de esclarecer os cidadãos de Gaia e o próprio País, sobre os verdadeiros motivos que o conduziram a este gesto político tão absurdo.

A segunda polémica foi marcada por um convite de Pinto da Costa a Eduardo Vítor Rodrigues para integrar os órgãos da SAD do Futebol Clube do Porto que apenas não se concretizou porque um parecer da CCDR-N considerou que o presidente da Câmara Municipal de Gaia não podia ser eleito por se encontrar em situação de inelegibilidade superveniente.

A terceira grande polémica está relacionada com uma notícia do PÚBLICO que fala das relações “perigosas” existentes entre a Câmara Municipal de Gaia e a Cooperativa de Solidariedade Social Sol Maior. A noticia refere que é nesta instituição que trabalha a mulher de Eduardo Vítor Rodrigues, Elisa Costa, que viu aumentado o seu salário em cerca de 390% entre 2010 e 2015, quando todos os portugueses viram os seus salários duramente cortados, sem dó, nem piedade.

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Quanto vale um Ministro Competente?

O primeiro-ministro está a ser fortemente pressionado para demitir o ministro das finanças Mário Centeno, em virtude do episódio protagonizado por este último em relação à publicação da declaração de rendimentos do anterior presidente da CGD. Curiosamente, no meio deste frenesim, os elogios de Bruxelas relativamente ao cumprimento das metas do défice e a revisão em alta do crescimento económico, que constituem isso sim a verdadeira essência do desempenho de Mário Centeno na pasta das finanças, passaram praticamente despercebidos à oposição. Além disso, o ministro em causa tem sido um importante agente diplomático junto da comissão europeia obtendo enormes concessões e um respeito admirável junto dos seus parceiros. Colocar em causa a qualidade e integridade de Mário Centeno, (Ler Mais…)

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Geringonça gera reviravolta na atribuição do prémio World Press Photo 2017

Os últimos dias políticos da vida portuguesa levaram a que o júri do World Press Photo 2017 voltasse atrás. Esta é uma decisão sem precedentes. Desta forma foi retirado o prémio ao fotógrafo turco Burhan Ozbilici, que captou o momento em que polícia turco Mevlut Mert Altintas assassinou o embaixador russo na Túrquia Andrei Karlov. Ainda segundo o Inimigo Público “Aquela foto do outro na galeria de arte até que não é má, mas apareceu-nos aqui uma candidatura de última hora e não conseguimos ignorar”. O momento fotográfico registado mostra Marcelo, de fato e gravata, com o ministro Centeno, ao lado, estendido no chão já “morto politicamente”. Desta forma inesperada terminou a “agonia política” em que vivia Centeno nas últimas semanas. António Costa está em estado choque com a “morte política” do amigo mas disposto a perdoar a Marcelo.

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Desencanto

No diário da espera fitei o mundo em desencanto. Quiçá, talvez, acho, esperança de um dito não verbalizado, o olhar oculto na escura lente, o telefonema ou email que não chega. Desencanto, silogística aristotélica, curiosidade. Mas o que há por vir? Meu cenário de pós-maturidade nesta tal pós-modernidade psicologicamente perturba. Em xeque a tal paciência, a dificuldade de esperar o que não se sabe. Ando cansado de achos, de talvez de pessoas a falar muito, sem nada a dizer. Cansado de críticos que tudo têm a destruir e nada tem a oferecer. Ilusão corrosiva enamorada da desilusão?

Há muito tenho escutado que a doença do século chama-se depressão, nossa conhecida de longa data. Hoje tomamos café juntos. Depressão não é a maior, mas é a que mais assusta. Ansiedade é o maior problema deste século e nos espreita a todos. Da distorção na percepção humana a problemas de alergia, respiratórios, gástricos, cardio-circulatórios, psiquiátricos, psicológicos, sexuais, perda de consciência, identidade, apatia, inapetência, falta de vontade, inadaptação ao mundo (tema que pretendo explorar neste ensaio) e insónia.

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A constância do erro de percepção mútua e a leviandade com que o ignoramos

Em Outubro de 2013, numa Segunda-feira, 23, ao programa «Prós e Contras» da RTP1, o deputado do partido CDS, João Almeida, a certa altura, extasiado pelo momento acalorado da discussão, afirmou solene e peremptoriamente (mais ou menos isto) : «Se os partidos dissessem a verdade em campanha eleitoral, afirmando que cortariam salários e pensões, ou que iriam aumentar os impostos, perderiam qualquer eleição. São os eleitores que nos obrigam a mentir!»… (Ler Mais…)

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