Vender a alma ao diabo

Após uma semana em que a Ministra da Justiça se pronunciou sobre o mandato da Procuradoria Geral da República, opinião tão fortemente criticada na comunicação social e em sectores políticos de direita, em que o PSD elegeu novo líder, em que Manuela Ferreira Leite afirmou na TVI 24 que a maioria dos portugueses não querem a esquerda no poder, em que Rui Rio diz lutar por uma maioria absoluta nas próximas eleições legislativas, em que se vive a difícil situação das nossas relações com Angola, eis que hoje aparece mais uma na sondagem em que o PS sobe e o PSD desce, mantendo a esquerda uma confortável maioria.

Pelo andar da carruagem e dados os ventos favoráveis que sopram da Europa e do mundo, considerando ainda a divisão que se vai notando no maior partido da oposição bem pode Manuela Ferreira Leite estar descansada pois não vai ter de vender a alma ao diabo ou engolir sapos vivos.

Pois a tendência é, como se vem verificando nestes últimos meses, do Partido Socialista vir a atingir a Maioria Absoluta….

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Sorria você está sendo coitado…

Você nem se deu conta que aprontaram contigo e que você foi o ultimo a saber! Já sei gosta de levar na cara ? Curte ser humilhado? Sim você gosta…

Hoje vamos discorrer sobre a arte da vida do masoquismo anunciada pela filosofia nas práticas do Marques de Sade rediscutidas superficialmente por Freud. Masoquismo é prática de vida mais comum que o que imaginamos…todo brasileiro é um masoquista chorar sorrindo esquenta os tamborins que vamos comemorar nossa miséria humana com uma divida publica de meio trilhão!

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SNS – Um país de loucos ou a historia trágica de um Centro de Saúde

PRIMEIRO ATO | A minha mãe, 84 anos, tem tendência para desenvolver ulceras varicosas. A ultima agravou-se ao ponto de ter que consultar o medico de família no Centro de Saúde de Miranda do Corvo, que prescreveu penso bissemanal.

A minha mãe, apesar da idade, da mobilidade reduzida, de viver cerca de 8 km do Centro de Saúde e de auferir uma pensão de reforma inferior a 300 euros/mes, não teve direito a ser tratada no domicilio e teve que se dirigir ao Centro de Saúde, duas vezes por semana, a expensas próprias (15€/viagem de táxi).

Ao fim de um mês de tratamento as feridas apenas tinham piorado apresentando até um cheiro desagradável, sem que por parte da “equipa de saúde” fosse tomada qualquer iniciativa alternativa.

A alternativa, face ao agravar da situação clínica, foi consultar um especialista privado, que prescreveu penso DIÁRIO, feito de forma diversa (usar apenas “betadine” em vez das pomadas/cremes anteriormente usados, por exemplo).

Obviamente que o tratamento teria que ser feito no Centro de Saúde que manifestou impossibilidade prática (apesar da minha reclamação) de o fazer no domicilio, por falta de recursos (!), apesar da evidente dificuldade física, alem da material, da doente se deslocar ao Centro de Saúde.

Mais uma vez a minha mãe teve que se “arrastar” e pagar as deslocações até ao Centro de Saúde.

Felizmente o problema resolveu-se em duas semanas.

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Janeiro Branco – algumas reflexões sobre a saúde mental

Por que algumas pessoas que sofrem com doenças mentais não melhoram quando em tratamento? Por que ainda existe tanta falta de informação e tantos tratamentos ineficazes? Por que o preconceito sobre a doença mental ainda é tão frequente? O que podemos fazer para ajudar?

Hoje vivenciamos uma epidemia crescente ligada as doenças mentais que crescem em progressão geométrica. A maior epidemia de nossa atualidade está nos casos de ansiedade. Uma fatia dos transtornos de ansiedade está nos casos de depressão para nós a segunda maior patologia de nosso século. É assustador observarmos a epidemia crescente dos vícios e compulsões e também a explosão nos casos de automutilação e suicídio. E o aumento considerável de pessoas apáticas, sem vontade, isoladas, em eterna crise existencial com inapetência ao trabalho e a socialização? A depressão, e demais transtornos seguem na lista evidenciando um problema mundial com pouco controle. E o que podemos e devemos fazer para ajudar?

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Não acredito, não pode ser verdade.

“Em 1999 prometi-lhe publicamente um par de bofetadas. Foi uma promessa que ainda não pude cumprir. Não me cruzei com a personagem, Augusto M. Seabra, ao longo de todos estes anos. Mas continuo a esperar ter essa sorte. Lá chegará o dia”. Foi assim que João Soares reagiu a um artigo de opinião de Augusto M. Seabra, no PÚBLICO, em que este criticava o trabalho de Soares à frente do Ministério da Cultura.

Como pode, depois deste episódio, alguém pensar no nome de João Soares para presidente da LUSA?

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Tradições de Natal!

           Serão mesmo tradições? Ou, somente, tiques de modernidade com ares de passado?

Pois bem! Ainda na Noite de Natal, (ou será de Consoada?) num repente, registei na minha página do face: «Passou a correr! Desceu as escadas 2 a 2. Deixou uma prenda. Obrigado, Pai Natal!». Tradições. Agora, designamos assim a espera ansiosa do bater à porta de alguém que nos habituámos a chamar “Pai Natal”. Há umas dezenas, não muitas, de anos, era o menino Jesus que trazia as prendas pela chaminé. Nem sempre havia dinheiro para umas botas, ou sequer, para uns socos/as. Uma lapiseira, uma lousa nova, porque a outra se partira, sabe-se lá se nas costas de algum colega mais quezilento, uma camisola, que o frio apertava e a escola só tinha uma braseira, que era para a Professora se aquecer, pois era mais velha. Os alunos, ah!, esses tinham o recreio para correr, mas sem passar a linha que o separava do das raparigas.  (Ler Mais…)

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Desacordos em vez de acordos

São coisas que acontecem! Acordos e desacordos. Tanto uns como outros devem ser considerados naturais. Acontecem. Melhor, ainda: fazem-se acontecer.

Vem isto a propósito de uma chamada à 1ª página do JN de hoje, 20 de dezembro. “Câmaras querem nova ponte rodoviária sobre o Douro”. No interior lá vinha a justificação. Para substituir a ponte de D. Luís.

Ainda recordo os artigos e os debates inflamados quando se construiu a ponte Vasco da Gama. Ou, quando se debateu uma nova ponte sobre o Tejo, a propósito do novo aeroporto de Lisboa ou por ocasião do debate do TGV. O epicentro do debate era Porto-Lisboa. Aqui, há ano e meio, mais verbas para a cidade do Porto deram origem a zangas do edil portuense que fez birra e desencadeou um processo que levou à substituição do Presidente da CCDR-N. Claro. O centralismo da Praça Humberto Delgado venceu. E o resto da região ficou a ver navios por baixo das pontes que ligam o Porto a Gaia. (Ler Mais…)

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A transparência não pode ser Raríssima

Fico abismado ao ler pessoas com responsabilidades que dizem em público que “a mesa de uma AG não tem responsabilidade nenhuma”. Há aqui um problema gravíssimo de comunicação que pode colocar pessoas de valor em cheque. Espero que quem me esteja a ler reflita sobre o que estou a dizer.

Os membros da mesa de uma AG votam, como todos os associados. Portanto, aprovam (se votam a favor), ou não aprovam (se votam contra),  aquilo que estão a apreciar e votar. Podem ainda sair da sala e fazer constar da ata que não estiveram naquele ponto da agenda, podem fazer declarações de voto, etc. No entanto, os membros da mesa da AG de qualquer associação têm responsabilidades suplementares, dadas as responsabilidades de organização da AG, agenda, colocação de documentos à disposição dos associados, verificação da legalidade do que é colocado a discussão e votação, etc. Os membros da mesa têm obrigação de ler o que colocam a votação.

Neste caso da Raríssimas, no que se refere ao Ministro Vieira da Silva, ele reconhece isso mesmo ao dizer: “As contas da Raríssimas eram aprovadas na assembleia-geral e, desse ponto de vista, tinha conhecimento [das contas] mas nunca tive conhecimento, nunca foi identificado, nem apresentado por ninguém nessas assembleias-gerais qualquer dúvida sobre essas mesmas contas”. Ao ler as contas, tomou conhecimento delas e se tivesse a mais leve dúvida sobre o que lá estava, devia procurar todos os esclarecimentos junto, nomeadamente do conselho fiscal, ou, sendo o caso, do técnico oficial de contas, do revisor e, ainda, como parece ser o caso, do auditor! Não teve, aparentemente, porque não expressou que assim tivesse procedido. E, mais diz, que nenhuma dúvida foi levantada nessas assembleias gerais. Existem relatos que dizem o contrário, pelo que se justifica a auditoria anunciada pelo Ministro Vieira da Silva. (Ler Mais…)

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