A transparência não pode ser Raríssima

Fico abismado ao ler pessoas com responsabilidades que dizem em público que “a mesa de uma AG não tem responsabilidade nenhuma”. Há aqui um problema gravíssimo de comunicação que pode colocar pessoas de valor em cheque. Espero que quem me esteja a ler reflita sobre o que estou a dizer.

Os membros da mesa de uma AG votam, como todos os associados. Portanto, aprovam (se votam a favor), ou não aprovam (se votam contra),  aquilo que estão a apreciar e votar. Podem ainda sair da sala e fazer constar da ata que não estiveram naquele ponto da agenda, podem fazer declarações de voto, etc. No entanto, os membros da mesa da AG de qualquer associação têm responsabilidades suplementares, dadas as responsabilidades de organização da AG, agenda, colocação de documentos à disposição dos associados, verificação da legalidade do que é colocado a discussão e votação, etc. Os membros da mesa têm obrigação de ler o que colocam a votação.

Neste caso da Raríssimas, no que se refere ao Ministro Vieira da Silva, ele reconhece isso mesmo ao dizer: “As contas da Raríssimas eram aprovadas na assembleia-geral e, desse ponto de vista, tinha conhecimento [das contas] mas nunca tive conhecimento, nunca foi identificado, nem apresentado por ninguém nessas assembleias-gerais qualquer dúvida sobre essas mesmas contas”. Ao ler as contas, tomou conhecimento delas e se tivesse a mais leve dúvida sobre o que lá estava, devia procurar todos os esclarecimentos junto, nomeadamente do conselho fiscal, ou, sendo o caso, do técnico oficial de contas, do revisor e, ainda, como parece ser o caso, do auditor! Não teve, aparentemente, porque não expressou que assim tivesse procedido. E, mais diz, que nenhuma dúvida foi levantada nessas assembleias gerais. Existem relatos que dizem o contrário, pelo que se justifica a auditoria anunciada pelo Ministro Vieira da Silva. (Ler Mais…)

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Museu do Douro no 20º aniversário

Quem diria?! Estão já passados vinte anos sobre a publicação da Lei nº 125/97 – 2 de dezembro, que cria o Museu do Douro.

Não era expectável, mas foi-me dirigido um ofício da Fundação Museu do Douro a informar que o Conselho Consultivo havia aprovado por unanimidade uma proposta do Conselho Diretivo para me atribuir o título de Membro Honorário da Fundação Museu do Douro, F. P.

Consciente e convictamente, dirigi um e-mail ao presidente do Conselho Diretivo do seguinte teor:

«Recebi o V/ ofício de 13 de outubro pp, cujo conteúdo, numa primeira leitura, me causou surpresa. Não me ocorria o convite que me formula no último parágrafo. Afinal, o meu trabalho enquanto Deputado à Assembleia da República não deve merecer outro reconhecimento que não seja o sentimento do dever cumprido. (Ler Mais…)

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Greve dos Técnicos Superiores de Saúde

Os técnicos superiores de saúde, que integram o raio X, a ressonância magnética e áreas afins, estão em greve, há mais de duas semanas, sem que o governo apresente uma resposta ou sequer um pequeno princípio de acordo que possa ser negociado. Agindo de má-fé, o ministério tem vindo a adiar sucessivamente a discussão de uma solução, com o objetivo de desmoralizar os grevistas, vencendo-os por desgaste. Sendo um governo de esquerda e que apregoa a defesa dos direitos dos trabalhadores, é verdadeiramente incompreensível esta atitude.

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RESPEITEM OS PROFESSORES

Muito se tem dito e escrito sobre a contagem do tempo de serviço dos professores mas o que tem transparecido da propaganda governamental é que os professores teriam aumentos de 900 euros/mês, o que implicava um acréscimo de despesa de 600 milhões só em 2018, ao passo que para outros funcionários públicos o aumento da despesa seria de cerca de mil euros/ano/funcionário.
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O amor, o tempo e as ondas do mar

Filhota linda, Princesa da minha Vida, talvez ainda não tenhas percebido o valor precioso do tempo, das horas, dos dias, dos meses, dos anos. Da vida. É normal. Está tranquila. Comigo passou-se o mesmo. Na tua idade temos e vivemos com a sensação de eternidade.

Mas o tempo passa. Passa rápido. É verdade. Este tempo voa depressa, muito depressa, como uma ave de rapina que nos consome os dias, que deviam ser de amor, mas que mais se parecem com uma presa apanhada. E cada dia que passa não volta. Acredita que não volta mesmo. Um dia vais perceber isto mesmo. Como eu também percebi quando cresci.

Sabes, filhota linda, estas são coisas da vida de quem se habituou a ver o tempo passar com a idade.

Mas fica tranquila. Tens uma vida pela frente. Eu é que já não tenho tanto tempo.

Por isso se um dia eu já não estiver por cá para te dar a mão, e o teu coração apertar, lembra-te que a vida é como o mar. Com ondas. Ora serenas e tranquilas, ora pesadas e reoltas. Sempre que se aproximarem ondas pesadas não te assustes, respira fundo, mergulha e deixa-as passar. Quando vieres à tona verás que o pior já passou. E a seguir virão ondas serenas que serão o sal da tua vida que desejo muito feliz, repleta de amor.

Saudades, muitas saudades. Do teu sorriso lindo de menina boa, dos teus beijinhos doces, das tuas meiguices singulares. Por muito tempo que passe estarás sempre presente no meu coração, ao longo dos meus dias, nas noites longas que passo sem dormir, nas lágrimas que correm discretamente pelo meu rosto, nas viagens sem fim.

Meu Amor maior, de uma coisa nunca tenhas dúvidas, amo-te muito, muito mesmo!

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A Rua de Santa Sophia e um FUTURO POR CUMPRIR

Gostava de vos falar de uma nova paixão. Uma paixão que tem nome.

Chama-se Sofia.

Não é uma mulher, é uma rua.

🙂

Uma rua fantástica, com história e um potencial fabuloso: A Rua de Santa Sophia, de Coimbra (atualmente, Rua da Sofia). É esse o tema do 7⁰ episódio do “E se…”, um programa que faço para o COIMBRA CANAL, com a realização de Rijo Madeira.

Mas qual é a história da Rua de Santa Sophia?

O rei D. Dinis criou em 1290 uma Universidade Portuguesa, dando origem a uma instituição que é hoje a universidade mais antiga do país e uma das mais antigas do mundo. O documento de criação da universidade dá origem ao Estudo Geral que é reconhecido nesse mesmo ano pelo Papa Nicolau IV. Essa Universidade começou a funcionar em Lisboa, mas foi transferida definitivamente para Coimbra em 1537 por ordem de D. João III. A vida da Universidade prossegue em Coimbra, com várias peripécias até atingir aquilo que é hoje: uma universidade internacional, clássica, com forte imagem em Portugal e no Estrangeiro, fruto do prestígio dos seus docentes, alunos, investigadores e da atividade científica e cultural que realiza.

Não é sobre a Universidade de Coimbra que vos quero falar, mas sim de uma das ruas mais antigas da europa e que esteve na génese da Universidade de Coimbra e é hoje património mundial da UNESCO: a Rua da Sofia.
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Quem mais dá…

A procura do conflito

Estive fora uns dias. Quando cheguei, apercebi-me de que houvera grande turbulência. Remodelação ministerial, o comentariato nacional a querer encontrar pontos de divergência e de discórdia entre o Presidente, hoje, já era mesmo a Presidência, da República e o Primeiro-ministro. Tudo era objeto de análise para encontrar um conflito institucional. O cúmulo terá acontecido ontem na TVI24, em mais de 1 hora, com direito a intervalo, após a entrevista do Primeiro-ministro. (Ler Mais…)

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